Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe/Brasil, é graduado em Radialismo e Jornalismo pela mesma universidade Federal. É especialista e tem interesses de pesquisas e estudos em Cinema (sobretudo, o brasileiro), Política e Pornografia. Filiado à Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Artigos deste autor:

Cinema
Wesley Pereira de Castro

“O bom dos carros de bombeiros é que todos saem da frente!”: a persistente crença spielberguiana na religião da atenção

Mesmo que o cineasta Steven Spielberg experimente incursões em diversos gêneros fílmicos, ele permanece fortemente associado à ficção científica, com pendor indisfarçado para a aliança desejada entre seres humanos e alienígenas: foi assim em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) e em “E.T. – O Extraterrestre” (1982), e volta a ser em “Dia D” (2026), que, segundo o diretor, finaliza uma trilogia indireta.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Territórios não são propriedades, mas cenários”: ou aquilo que aprendemos (e fazemos) nos colóquios sobre cinema e nas conversas sobre premiações…

Na noite de 09 de junho de 2026, na Universidade Federal de Sergipe, aconteceu a abertura da décima segunda edição do COCAAL – Colóquio de Cinema e Arte da América Latina. Junto a algumas professoras da universidade em pauta, a pesquisadora de origem boliviana Yanet Aguilera leu um texto de apresentação, em que, servindo-se da metáfora identitária de um melro que mostra-se e é percebido em seu ambiente, defendeu a necessidade de inventar “novos dispositivos de atenção”, em que as maneiras de aparição estariam relacionadas a modos de afeto. Estimulando a valorização de cinemas que enfrentem a dominação hollywoodiana, a pesquisadora perguntou-se, em compartilhamento com a audiência: “o que fazer com a nossa branquitude, já que não conseguimos nos desfazer dela?”. É uma questão procedimental recorrente!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Cebolas: este é o cheiro da greve!”. Vamos falar sobre as camadas do cotidiano, em termos de apreciação crítica?

O que tu achas da filmografia do cineasta Alonso Ruizpalacios? Nascido em 11 de setembro de 1978, na cidade do México, ele foi indicado à categoria Melhor Direção nas cerimônias do Prêmio Ariel, por seus quatro longas-metragens, e foi laureado em metade das oportunidades, além de receber vários troféus em outras categorias e festivais, como os prêmios de Melhor Longa Metragem de Estréia e de Melhor Roteiro, no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2014 e 2018, respectivamente. A despeito disso, trabalhou recentemente em três episódios da telessérie “Andor”, produzida pela Disney, e está creditado como responsável por uma minissérie baseada no desenho animado “Yu-Gi-Oh!”. Por qual de suas obras ele é mais lembrado?

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Como uma administração comunista pode resolver isso?”: a pergunta que aparece nas telas e que deve continuar nas urnas…

Servindo-se de algumas hipérboles elogiosas que corroboram o tipo de bazófia comumente associado aos pernambucanos, “Os Arcos Dourados de Olinda” (2025, de Douglas Henrique) é organizado através de um minucioso trabalho de pesquisa, que contextualiza as inusitadas de implantação geográfica da filial em questão, utilizando, para tal, alguns trocadilhos oportunos, como a abundância de blocos carnavalescos na famosa cidade de Olinda. Neste sentido, alguns paralelismos podem ser traçados em relação ao panorama político brasileiro atual, em que uma tática comum de deslegitimação de seus oponentes, por parte dos candidatos de direita, é a divulgação do suposto ateísmo de outrem, visto que, mesmo sendo um país laico, o Brasil é assaz influenciado pelos ditames religiosos.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Crônica sobre as frustrações derivadas das pseudo-necessidades imputadas pelo agendamento midiático

No primeiro capítulo do ‘best-seller’ “A Biblioteca da Meia-Noite”, do autor britânico Matt Haig, sabemos que a protagonista Nora Seed “decidiu morrer”. Há um intervalo de dezenove anos entre um primeiro evento e a tentativa de suicídio propriamente dita: em ambas as situações, esta protagonista deparar-se-á com uma personagem tão marcante quanto bondosa, uma bibliotecária, chamada Sra. Elm, que a acolhe em momentos difíceis: primeiramente, quando o seu pai morre; a posteriori, quando ela própria está prestes a morrer, por vontade própria. Nos capítulos subseqüentes, esta protagonista abrirá um cabedal de livros com capas esverdeadas, contendo linhas paralelas de vidas, a partir da tentativa de corrigir seus arrependimentos mais determinantes.

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Música
Wesley Pereira de Castro

É possível assistir à final do Eurovision sem culpa, sabendo que a delegação israelense foi classificada por vias escusas, mais uma vez?

Apelidado de “Copa do Mundo ‘gay’”, o Eurovision ficou relativamente popular no Brasil a partir de 2021, justamente por causa do confinamento pandêmico, pois a transmissão das duas semifinais e da grande final são disponibilizadas no canal de YouTube do certame. E, assim, artistas como a banda italiana Måneskin, o holandês Duncan Laurence, a armênia Rosa Linn, os portugueses da banda Napa e o italiano de ascendência egípcia Mahmood ficaram bastante conhecidos. Tanto que a canção vencedora de 2023, “Tattoo”, da sueca Loreen, foi regravada em versão forró, sob o título “Daqui pra Sempre”.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“A Bahia está órfã – e a cabeça branca vai rolar!”, ou de quando o cinema combate (e contamina-nos com o mais sincero afeto)

Há amores que surgem da revolta, da necessidade de reagir à malevolência. É o que se pode dizer, para alguns, do violentíssimo curta-metragem “O Fim do Homem Cordial” (2004, de Daniel Lisboa), que dura menos de três minutos, mas causou um rebuliço no panorama nordestino brasileiro, quando lançado. O título, aliás, faz referência a um conceito adotado pelo historiador e sociólogo brasileiro Sérgio Buarque de Holanda [1902-1982], no livro “Raízes do Brasil”, que serviu como compreensão expandida para traços de personalidade que se associaram ao “jeitinho brasileiro”, como a generosidade, o caráter hospitaleiro e as emoções excessivas. Isto explica a sujeição ao colonialismo?

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Saúde, 10; Educação, zero. Média 5. Aprovado!”. Ou de como o cinema de guerrilha conquista espaço…

Por muito tempo, a versão integral de “Um é Pouco, Dois é Bom” (1970, de Odilon Lopez), primeiro longa-metragem gaúcho dirigido por um negro, esteve indisponível para os espectadores brasileiros. Graças a uma restauração completada em 2024, por uma equipe de profissionais cinematográficos abnegados, o filme está prestes a encontrar novas platéias, tal como aconteceu na noite de 24 de abril de 2026, quando ele foi exibido na cerimônia de abertura da segunda edição da Mostra Quarta Parede, organizada por estudantes vinculados à Universidade Federal de Sergipe.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Eu não posso te amar se eu não conseguir te admirar”, diz ela; para ele, basta “fazer sexo todas as noites”…

Baseado num romance homônimo de Philippe Djian, publicado em 1985, “Betty Blue”, expõe a progressiva degradação psicológica da personagem-título, que, em sua obsessão compulsiva por Zorg, enlouquece, após alegar que “a vida está contra ela”. Como o filme é narrado por Zorg, Betty torna-se uma coadjuvante em seu próprio enredo, objetificada, condenada a servir de musa alucinada para o namorado, cujas habilidades para a literatura são finalmente reconhecidas. Consultando-se a biografia do autor, notamos algumas convergências quanto ao que acontece a Zorg. Betty, assim, converte-se na metonímia ideal da “ex louca”, que muitos homens heterossexuais utilizam para justificar atitudes impetuosas ou pretensamente traumáticas. Betty, por sua vez, é sufocada – literalmente!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Aos domingos, era diferente…”: ou de quando o mínimo, na realidade, converte-se em fantasia!

Tu já ouviste falar de um média-metragem porto-riquenho chamado “Modesta” (1956, de Benjamin Doniger), sobre a criação espontânea da LML (Liga das Mulheres Liberadas), no interior de uma região insular? No roteiro, as esposas do bairro Sonadora, no município de Guaynabo, cansadas de serem maltratadas por seus maridos, reúnem-se e exigem tratamentos básicos, como os direitos de não serem espancadas e de receberem o auxílio de seus companheiros na educação dos filhos. Isto não deveria ser algo elementar num matrimônio?

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

É menos pior chegar atrasado que faltar? (ou de como lidar com a falta induzida de assunto)

Se tu moras na região metropolitana da capital do menor Estado do Brasil, convido-te a comparecer nas sessões da “Mostra Cinematográfica de Cinema e História: o Oscar® e o ‘Zeitgeist’”, cujas inscrições estão abertas no sistema SIGAA da Universidade Federal de Sergipe; se tu não moras, reitero o pedido de todas as semanas: conversemos, puxem assuntos, questionem o que está publicado, tragam novas contribuições dialogísticas para a esfera pública.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Perder-nos-emos nesse tempo? (ou daquilo que um filme nos faz sentir e pensar…)

O ótimo filme “A Noite Amarela” (2019, de Ramon Porto Mota), produzido antes da pandemia de COVID-19, que dividiu o primeiro quartel do Século XXI em períodos radicalmente distintos, exibe de maneira involuntariamente nostálgica como os jovens se divertiam em Campina Grande, cidade paraibana. A fim de celebrarem o fim do Ensino Médio, um grupo de sete adolescentes, com sexualidades múltiplas, resolve passar alguns dias na casa do avô de uma delas, Mônica (Ana Rita Gurgel), quando coisas estranhas começam a acontecer…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Este é o prenúncio de uma revolução. Impressione-me!”, ou ainda sobre (e finalmente) o Oscar 2026…

Conforme alguns esperavam, “Uma Batalha Após a Outra” (2025) consagrou-se como o grande vencedor da nonagésima oitava cerimônia do Oscar, ocorrida em 15 de março de 2026: o filme foi laureado em seis dentre as treze categorias em que esteve indicado. O diretor Paul Thomas Anderson – bastante celebrado pela crítica especializada, desde os lançamentos de “Boogie Night – Prazer Sem Limites” (1997) e “Magnólia” (1999), respectivamente, seus segundo e terceiro longas-metragens – confirmou a sua predileção por personagens socialmente deslocados e carentes de afeto, ainda que tenha efetivado algumas concessões narrativas, a fim demonstrar-se acessível às grandes platéias. Optou pela temática familiar, adaptando de maneira livre o romance “Vineland”, publicado em 1990 pelo escritor iconoclasta Thomas Pynchon.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Os branquelos adoram ‘blues’, mas não gostam de quem criou esse tipo de música”, ou de quando o filme mais indicado não é precisamente o favorito…

O título do filme “Pecadores” (2025, de Ryan Coogler), confirmando uma predicação do pastor Jedidiah, possui interessante conotação crítica, no sentido de que a religião imposta como falsa apaziguadora de conflitos surge como motivação para as atitudes dos vilões, sendo mui representativo o instante em que Samuel, a fim de livrar-se de um ataque vampiresco, começa a rezar o Pai-Nosso, e surpreende-se ao perceber que o agressivo Remmick (Jack O’Connell), de origem irlandesa, completa a oração, dizendo que este foi o ensinamento que os invasores de seu povo impuseram-lhe à força. Que este personagem seja um vampiro perseguido por nativos indígenas e desejoso de apropriar-se da musicalidade negra é algo deveras significativo!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Não peças a teu pai algo que eu já te neguei”: acerca da experiência esquizofrênica de ser mãe em tempo mais que integral!

Produzido, entre outros, pelo cineasta Josh Safdie – o que explica a adesão à temática da ansiedade no enredo –, “Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria” traz à tona uma questão assaz recorrente na contemporaneidade, em termos de percepção de algo que esteve invisibilizado por muito tempo: o esgotamento físico e emocional das mães dedicadas a filhos que carecem de cuidados especais – e que ainda são cobradas por isso!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Até quando a dor é nossa amiga? Um relato íntimo, a partir de um filme de terror gráfico francês…

Associado estilisticamente ao subgênero extremo dos filmes de terror franceses contemporâneos – que rendeu produções tão polêmicas quanto impactantes, como “Alta Tensão” (2003, de Alexandre Aja), “Mártires” (2008, de Pascal Laugier) e “Grave” (2016, de Julia Ducournau) –, “Em Minha Pele” (2002, de Marina de Van) possui várias situações em que enxergamos os ambientes através do olhar de Esther (a seqüência do supermercado, por exemplo, ou o desfecho, num quarto de hotel), de modo que o filme reproduz o enfado existente no cotidiano empregatício da protagonista, a fim de converter-se em perturbador, enquanto acompanhamos os sangramentos continuados de Esther: as reuniões parecem intermináveis, tanto quanto os instantes mais sanguinolentos.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Às vezes, mesmo quando tu perdes, és o vencedor” ou “de onde eu venho, é cada um por si”: reconhecem a lógica nacional cinematográfica embutida nestas frases?

Dirigindo sem a cooperação de seu irmão Benny Safdie – cuja interrupção súbita de uma parceria longeva está envolta em diversas polêmicas –, o realizador de “Marty Supreme” (2025) confirma um frenesi rítmico associado à ansiedade progressiva e incessante, recorrente em obras como “Bom Comportamento” (2017) e “Jóias Brutas” (2019), bastante elogiadas pela crítica especializada. Porém, este elemento autoral revela um descompasso entre a direção eficiente e o roteiro escrito em comunhão com o parceiro habitual Ronald Bronstein: os atores gritam o tempo inteiro e isto faz com que não se perceba que as conseqüências de seus atos não são tão cumulativas quanto deveriam.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Tu tens medo das garotas do Instituto?”, ou de como se estabelece a autoria…

Numa abordagem sobremaneira sensível e repleta de inserções orgânicas de discussões sobre o feminismo, experimentado na práxis, Márta Mészáros chamou positivamente a atenção de quem conseguiu ter acesso à sua obra, então subjugada pelas limitações de circulação advindas da Guerra Fria. Até que ela vence o Urso de Ouro em Berlim com “Adoção” (1975), quiçá o seu filme mais célebre, e é sobre ele que falaremos a partir de agora, visto que, mais uma vez, como o próprio título antecipa, uma abordagem centrada no abandono familiar é posta em primeiro plano. Neste caso, o encontro entre Kata (Katalin Berek) – uma funcionária de fábrica com mais de quarenta anos de idade, que deseja ter um filho – e Anna (Gyöngyvér Vigh) – interna de um instituto público que namora um rapaz da cidade, sem o consentimento de seus pais – estimulará uma reflexão sobre reconexões afetivas, num filme que evita a tendência hollywoodiana ao melodrama, ainda que a trama possua diversos elementos que poderia conduzir a isto…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Em termos audiovisuais, 2026 começou muito bem: surgiram os primeiros filmes brasileiros do ano!

Entre os dias 23 e 31 de janeiro de 2026, aconteceu a vigésima nona edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais. Trata-se do evento que inaugura as premiações cinematográficas no Brasil e é quando somos apresentados a títulos que, mesmo que não consigam ser distribuídos comercialmente, tendem a ser mencionados nas listas de melhores do ano dos mais renomados críticos do país, por conta da vinculação/requisição persistente à autoralidade.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Eu só queria sentir a magia do Sol em mim”: de como pode ser consolador imaginar baratas fazendo música no lixão…

Estreado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em outubro de 2025, reprisado numa seção destinada às crianças, na Mostra de Cinema de Tiradentes, e selecionado para participar do Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2026, o longa-metragem “Papaya” (2025, de Priscilla Kellen) encanta-nos pelo modo como estende uma situação bastante simples – a trajetória de uma semente de mamão, do instante em que cai no chão até a sua reencarnação enquanto inseto alado –, a fim de denunciar os efeitos destrutivos do agronegócio e valorizar os esforços individuais na persecução de um sonho.

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