
“E existe tipo bom de hétero?”: identitarismo, per si, não assegura a qualidade de um filme!
Por mais que estejamos dispostos a divulgar e elogiar a empreitada de incentivo à autoaceitação que é “Quinze Dias” (2026, de Daniel Lieff) – baseado num livro juvenil homônimo de Vítor Martins, co-roteirista do filme –, a submissão da obra a clichês narrativos de cariz classista dificulta a adesão emocional ao que é romanticamente embalado, enquanto arremedo hollywoodiano. Neste sentido, a anedótica oposição entre “o pior filme brasileiro” e o “melhor filme norte-americano” fica prejudicada em seu viés militante, pois é atravessada por uma assunção imitativa, que homogeneiza aquilo que deveria ser evitado…


















