
“Eu deixei o telefone fora do gancho”: ou de quando precisamos nos desconectar para conseguir alguma conexão… (e/ou vice-versa)
Convém lançarmos novas luzes a obras que, num momento inicial, foram incompreendidas e sumamente rejeitadas. Um exemplo oportuno é a (aparente) comédia estadunidense “O Telefone” (1988), único longa-metragem cinematográfico dirigido pelo ator Rip Torn [1931-2019]. Lançado em janeiro de 1988, este filme foi um fracasso de bilheteria e recebeu péssimas e unânimes críticas, mas, sendo descoberto hoje em dia, quando os telefones celulares praticamente se converteram em extensões inorgânicas de seus usuários, demonstra-se sobremaneira advertente. Além de, claro, chamar a atenção para o extremo talento de Whoopi Goldberg, então insuficientemente reconhecido, em termos dramatúrgicos.


















