
“As palavras que eu pronuncio não importam tanto, mas sim a devoção com que eu rezo”: ou por que um dos melhores filmes estadunidenses do ano sumiu das listas de favoritos de 2025?
Apesar de, sim, Wes Anderson repetir-se estilisticamente – isto chama-se autoria, afinal de contas –, a sua acachapante habilidade na escolha de temáticas é obliterada por quem insiste em dizer que o diretor “faz sempre o mesmo filme”. Definitivamente, não é o caso, malgrado ele escalar atores recorrentes e elevar as suas marcas registradas ao paroxismo. E, por mais que não seja descrito como alguém comprometido com tendências discursivas explícitas, podemos perceber como este cineasta chama a atenção para problemas recorrentes do capitalismo e das conjunturas coloniais – o que fica ainda mais evidente nos roteiros que requerem reconstituições de época, como este em particular.


















