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Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe/Brasil, é graduado em Radialismo e Jornalismo pela mesma universidade Federal. É especialista e tem interesses de pesquisas e estudos em Cinema (sobretudo, o brasileiro), Política e Pornografia. Filiado à Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Artigos deste autor:

Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Eu só queria sentir a magia do Sol em mim”: de como pode ser consolador imaginar baratas fazendo música no lixão…

Estreado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em outubro de 2025, reprisado numa seção destinada às crianças, na Mostra de Cinema de Tiradentes, e selecionado para participar do Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2026, o longa-metragem “Papaya” (2025, de Priscilla Kellen) encanta-nos pelo modo como estende uma situação bastante simples – a trajetória de uma semente de mamão, do instante em que cai no chão até a sua reencarnação enquanto inseto alado –, a fim de denunciar os efeitos destrutivos do agronegócio e valorizar os esforços individuais na persecução de um sonho.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

‘Almost no surprises!’: saíram as indicações ao Oscar 2026. E daí?

A divulgação dos indicados ao Oscar 2026, ocorrida em 22 de janeiro de 2026, despertou expectativas nos brasileiros, acerca de quais categorias o longa-metragem “O Agente Secreto” (2025, de Kleber Mendonça Filho) seria lembrado. Celebramos o feito, em termos industriais, para o cinema nacional, visto que a produção brasileira foi nomeada em quatro categorias [Filme, Ator (Wagner Moura), Filme Internacional e a recém-criada Seleção de Elenco]. Porém, conforme esperado, os filmes mais celebrados foram as produções estadunidenses “Pecadores” (2025, de Ryan Coogler) – com o recorde de dezesseis indicações – e “Uma Batalha Após a Outra” (2025, de Paul Thomas Anderson), nomeado a treze categorias, além do vencedor de Globo de Ouro – Drama, “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet” (2025, de Chloe Zhao), com oito indicações. Tudo indica que a concessão do principal prêmio da noite acontecerá entre um desses três filmes, que já foram sobremaneira reconhecidos em premiações anteriores.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Cuidado, nem todo mundo que te faz um afago gosta de ti”, ou de quantos Brasis existem dentro do cinema brasileiro…

Recebedor do prêmio Novos Olhares, no Festival Internacional de Curitiba Olhar de Cinema, “Idade da Pedra” (2024) dá continuidade aos experimentos narrativos e discursivos que o diretor Renan Rovida empreendera em “Pão e Gente” (2021), a saber, a musicalidade brechtiana, a exortação de esforços coletivos no enfrentamento ao Capitalismo e o aproveitamento actancial de um elenco, que ele próprio encabeça como ator, que possui vasta experiência teatral. Se, na produção anterior, a influência do dramaturgo alemão era mais explícita, nesta mais recente produção, há um flerte com as temáticas e intenções do chamado Cinema Marginal. Porém, há algo de excessivamente “limpo” no tratamento das imagens e situações, não obstante os personagens comumente revolverem o lixo.

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Música
Wesley Pereira de Castro

Recomendação musical de um aniversariante perpetuamente apaixonado pela violência dos paradoxos da vida: “o telefone nunca mais tocou/ Cadê você?”

Depois de assistir a um clássico hollywoodiano [“A Fonte dos Desejos” (1954, de Jean Negulesco)] que serviu como metonímia para a mudança de ciclo em questão, no que tange à percepção de que dificuldades românticas são enfrentadas com diálogo e apoio mútuo, o articulista refletiu acerca do que escrever em sua coluna semanal. E lembrou de um álbum brasileiro que mexeu bastante com seus sentimentos, de modo que faz questão de recomendá-lo publicamente. Trata-se de “Viver e Morrer de Amor na América Latina”, do pernambucano Johnny Hooker, lançado em 5 de dezembro de 2025.

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Cultura
Wesley Pereira de Castro

“- Vai tudo acabar numa grande orgia, como o final de ‘Matrix’? – Não… A não ser que tu queiras!”: a propósito de uma telessérie e o eterno recomeço audiovisual

Atualizando as referências esperadas a clássicos da ficção científica [“Vampiros de Almas” 1956, de Don Siegel) e “No Mundo de 2020” (1973, de Richard Fleischer), à frente], o roteiro da série “Pluribus” surpreende pelo modo como mantém a atenção do espectador ativa, sem subestimar a nossa inteligência, mesmo em episódios em que apenas Carol está em cena, enfrentando uma solidão crônica, agravada por problemas decorrentes de sua sujeição passada ao vício em substâncias tóxicas e ao trauma de uma tentativa de suicídio. Pouco a pouco, o ponto de partida científico será a deixa para valiosas reflexões dramáticas e para um questionamento político sobre o que nos caracteriza enquanto indivíduos e se é defensável a supressão do livre-arbítrio, quando isto nos leva a cometer erros graves.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Uma dica de filme, de livro e talvez uma música: nas tradições de final de ano, o que acontece quando “o filme termina e a realidade continua”?

Sendo este o derradeiro texto desta coluna, em 2025, era esperado que, tal como acontece na quase totalidade dos veículos de comunicação, dedicássemo-nos a uma retrospectiva de lançamentos do ano em questão. Ao invés disso, permitir-nos-emos uma leve subversão: que tal indicar um livro que fala obsessivamente sobre um filme que, por sua vez, foi baseado em dolorosos eventos reais? A sanha por estarmos permanentemente atualizados acerca das novidades artísticas e audiovisuais eventualmente faz com que obliteremos um aspecto básico: há muito a conhecer sobre produtos de anos anteriores, que merecem ser descobertos…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Assim na Romênia como no Brasil — Parte 2: “Não brinque com isto. Os comunistas mataram milhões”?

O cinema permite que os debates sejam continuados através do desenvolvimento dos enredos, de modo que uma obra como “Kontinental ‘25” (2025), do cineasta romeno Radu Jude, surge como contraponto delicado: o seu diretor é conhecido pelo uso da ironia e da sátira, na exposição das contradições acachapantes de seu país natal e, nesta obra em particular, parte de um clássico de Roberto Rossellini [1906-1977], “Europa ‘51” (1952), sobre a esposa de um industrial que, deveras alienada quanto às condições sociais dos empregados de seu marido, torna-se uma ativista, depois que seu filho adolescente comete suicídio. No filme antigo, as boas intenções da protagonista correspondem a uma espécie de santificação compensatória. No filme contemporâneo, acontece exatamente o contrário…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“As palavras que eu pronuncio não importam tanto, mas sim a devoção com que eu rezo”: ou por que um dos melhores filmes estadunidenses do ano sumiu das listas de favoritos de 2025?

Apesar de, sim, Wes Anderson repetir-se estilisticamente – isto chama-se autoria, afinal de contas –, a sua acachapante habilidade na escolha de temáticas é obliterada por quem insiste em dizer que o diretor “faz sempre o mesmo filme”. Definitivamente, não é o caso, malgrado ele escalar atores recorrentes e elevar as suas marcas registradas ao paroxismo. E, por mais que não seja descrito como alguém comprometido com tendências discursivas explícitas, podemos perceber como este cineasta chama a atenção para problemas recorrentes do capitalismo e das conjunturas coloniais – o que fica ainda mais evidente nos roteiros que requerem reconstituições de época, como este em particular.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“A motivação primária de qualquer regime é a autopreservação”: ou de quando um filme demonstra que ‘insanidade’ e ‘realidade’ não possuem o mesmo sufixo por coincidência!

Apesar de não ter figurado na lista definitiva de melhores filmes do ano da revista Cahiers du Cinéma, “Casa de Dinamite” (2025, de Kathryn Bigelow) foi mencionado nas listas individuais de vários articulistas, confirmando o apreço que os críticos sentem por sua hábil realizadora, responsável por um clássico de ação noventista [“Caçadores de Emoção” (1991)], por um ‘cult movie’ absoluto [“Estranhos Prazeres” (1995)] e pelo primeiro Oscar de Melhor Direção concedido a uma mulher [pelo excelente “Guerra ao Terror” (2008)]. Trata-se de uma diretora que respeita as convenções de gêneros clássicos hollywoodianos, na superfície, mas que, no desenvolvimento dos roteiros que escolhe, insere demonstrações de uma crise de valores capitalistas, representada pela falibilidade dos relacionamentos interpessoais entre os personagens.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

E quando um grande diretor biografa outro? Ou de como, cinqüenta anos após o assassinato de um gênio, ainda “estamos todos em perigo”!

Combinando reconstituições de época (os ataques que ceifaram a existência do protagonista, numa dolorosa e estendida seqüência, enquanto destaque) com emanações de suas publicações literárias (uma delas protagonizada por um envelhecido Ninetto Davoli, parceiro do diretor italiano em diversos filmes, que vivifica o personagem Epifânio), a homenagem prestada a Pier Paolo Pasolini pelo católico Abel Ferrara é sobremaneira emocionada e estilizada. Para quem não conhece a fundo a obra do biografado, é um ótimo incentivo para querer saber mais sobre ele, ainda que evite as especulações políticas, de caráter conspiratório, acerca de seu assassinato.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Eu gostaria que minha mãe tivesse feito um filme sobre o meu nascimento”: ou de como crianças que foram machucadas lutam para que outra(s) não sofra(m)…

Por ser um filme narrado como se fosse uma carta audiovisual para o nomeado Apolo, este longa-metragem consegue justificar os seus problemas formais, de cariz publicitário, atrelando-os aos pontos de vista de Ísis e Lourenzo, que decidem sair de Sergipe, por acharem que o Estado nordestino oferece poucas oportunidades para as suas respectivas carreiras artísticas e por sofrerem atos demarcados de transfobia. Em São Paulo, a gravidez atípica de Lourenzo pôde ser acompanhada por médico que trabalha num Centro de Referência Transexual, o que, lamentavelmente, não impede o casal de ser alvo do ódio gratuito de um taxista, que interrompe uma conversa íntima para destilar os seus preconceitos, durante uma corrida. Mesmo não sendo um filme que inove em termos lingüísticos – nem parece ter esta intenção –, “Apolo” é gracioso na maneira como direciona amor pelos seres humanos mencionados, sendo particularmente merecedor de atenção quando Ísis comenta que o que eles estão vivendo lembra aquilo que é exortado pela dupla Os The Dárma Lovers, na excelente canção “Peixes”…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

O que faz um filme ser esquecido? Como impedir que isso ocorra? (À guisa de reflexão ativa, mais uma vez, com base num título argentino contemporâneo)

Protagonizado por um inspiradíssimo ator adolescente, Fernando Vergara – que aprendeu a dançar, para compor o seu personagem, Nelson –, “Vinchuca” (2024, de Luis Zorraquin) é assim intitulado porque associa as habilidades do protagonista na invasão de residências à letalidade do inseto barbeiro, transmissor da Doença de Chagas. O diretor e roteirista estabeleceu uma metáfora entre esta doença e a própria violência do narcotráfico, que atormenta historicamente a América Latina.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Eu gostava de ouvir a voz do Armando, em meu ‘headphone’…”: a propósito, quem lembra?

Sobre o que é este filme: como o diretor é sobremaneira ativo nas redes sociais (principalmente, o Twitter) e manifesta-se de maneira ranzinza quanto a opiniões divergentes acerca de sua opulenta produção, arriscamo-nos a tornamo-nos ‘personae non grata’ por manifestarmos nossas insatisfações quanto a alguns aspectos da obra. Arriscaremos ficar sob este ônus: a despeito da excelência técnica da obra e da magistral seleção de atores e músicas, algo na intenção teleológica – recorrente na ótima filmografia do realizador – não funciona tão bem ao amarrar as inúmeras pontas (intencionalmente) soltas do ambicioso roteiro. Nas bordas, referentes à exposição de dramas pontuais, o filme é genial; na totalidade enredística, problemático em suas simplificações e decepções – inclusive, quanto ao seu desfecho, que reitera a mesma conclusão pessimista (mas crente em alguma transformação mediante apelo à nostalgia) que aparece em “Retratos Fantasmas” (2023)…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Não filmes a morta. Dá azar!”: quando nos distanciamos de quem amamos, distanciamo-nos também de nossos lugares de pertença…

Vencedor de dois importantes prêmios – Melhor Longa-Metragem, segundo o Júri Jovem e o Júri Oficial – na terceira edição do Festival Internacional de Cinema de Maceió (Revoada), “Uma Casa Sem Cerimônia” (2025, de Bichun Yang) rememora algumas situações imediatamente posteriores à quarentena preventiva para a COVID-19, na Região Administrativa Especial de Hong Kong, agora reintegrada à China. No filme, Ricky é mostrado como um violonista em crise com a própria arte, que volta para a casa dos pais, e tenta convencê-los a se mudarem do lugar onde viveram por mais de quatro décadas, por conta das más condições do edifício. Eles relutam, o que instaura um primeiro desentendimento familiar.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Quanto custa para recuperar a memória de um país?”: uma resposta pragmática, via excelente documentário.

Depois de quase cinco anos buscando financiamento para pagar a cinematecas européias pela aquisição de imagens e sons relacionados ao seu próprio país, o cineasta Juanjo Pereira finalizou o documentário “Sob as Bandeiras, o Sol” (2025), que tematiza, justamente, os fatos ocorridos, no Paraguai, durante as mais de três décadas do governo de Alfredo Stroessner. Começa-se com a apresentação de animações sobre o caráter subdesenvolvido da nação, que faz fronteira com Argentina, Brasil e Bolívia, estando politicamente eclipsado pelos dois primeiros; em seguida, acompanhamos os desfiles celebrando a chegada do ditador ao poder. Por fim, acompanhamos as notícias sobre o seu falecimento e as condições de sucessão governamental, através de manobras efetuadas por seu próprio genro, Andrés Rodríguez Pedotti [1923-1997], mui oportunista e associado ao tráfico de drogas.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Eu não posso fazer isso contigo. Tu és muito quente lá embaixo!”: ou por que esta obsessão espetaculosa pelas biografias de psicopatas?

Roteirizado integralmente por Ian Brennan, que dirige os quarto e quinto episódios, “Monstro: a História de Ed Gein” é dividido em oito capítulos, dirigidos por Max Winkler (exceto nos dois supracitados) e mistura, além de fatos relacionados aos relacionamentos entre Ed e sua mãe e entre ele e sua vizinha Adeline (Suzanna Son), situações derivadas de uma história em quadrinhos sobre Ilse Koch [1906-1967], a “Cadela de Buchenwald” – capitã nazista que foi celebrizada negativamente por construir móveis com as peles esfoladas de prisioneiros judeus –, além das filmagens de longas-metragens inspirados nos atos mórbidos cometidos por Ed Gein, como “Psicose” (1960, de Alfred Hitchcock), “O Massacre da Serra Elétrica” (1974, de Tobe Hooper) e “O Silêncio dos Inocentes” (1991, de Jonathan Demme). Como tal, o roteiro exagera ao tentar conectar todas estas referências, o que fica ainda mais gritante quando entra em cena a cantora Christine Jorgensen [1926-1989], primeira personalidade norte-americana a se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual, e que é mostrada como uma musa do protagonista, por causa de seu fascínio por roupas femininas.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Não se deve combinar ‘crack’ com amor. O efeito bate ruim demais!”: acerca de um filmaço sobre “as idiossincrasias das ruas dominicanas”!

É bastante pitoresco que, em A BACHATA DE BIÔNICO (2024, de Yoel Morales), nas diversas vezes em que o protagonista decide largar o ‘crack’, ele fique preocupado que, com isso, a documentação cinematográfica de sua vida deixe de ser interessante, o que nos leva a pensar no quão ético é o relacionamento entre a equipe técnica – no filme dentro do filme – e os personagens reais, antes que descubramos que não se trata de um documentário efetivo – cujas maiores suspeitas para tal têm a ver justamente com a presença hiperativa e indumentariamente refinada de Calvita. Mas, ainda assim, mesmo em seu auge artificioso, o enredo nos obriga a refletir acerca dos sentimentos de interdependência existentes entre aquelas pessoas…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Quando passar o estado de choque, será algo atroz!”, ou de como a ansiedade cinéfila provoca atropelos…

Se a trama de “Sirât” aprisiona o potencial desta obra em certas convenções narrativas, no que tange à temática da reconciliação e na lida lisérgica com os sentimentos de luto e perante as injustiças contemporâneas, soa muito problemático que o roteiro – escrito pelo próprio diretor, em parceria com o argentino Santiago Fillol, seu colaborador habitual – acate as justificativas pretensamente despolitizadas daqueles personagens, através do pretexto simplista de que “já estamos vivenciando o fim do mundo”, conforme eles dizem em reação à transmissão apocalíptica de uma emissora de rádio.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

É válida uma cobertura de festival baseada em apenas metade da programação vista? Por que torcemos por obras específicas em premiações?

Neste texto, comentamos algumas experiências vivenciadas na quinquagésima oitava edição do Festival de Cinema Brasileiro de Brasília, que ocorreu entre 12 e 20 de setembro de 2025. Esta última data corresponde à noite de premiação, em que serão conhecidos os filmes eleitos pelos jurados e público presente nas diversas seções competitivas do evento. Porém, a lista de laureados não esgota o interesse no que foi visto, pois quase uma centena de produções, entre curtas e longas-metragens, foi exibida na edição atual deste festival, vários deles em mostras paralelas e não competitivas.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Ela morreu bem velhinha, mas lúcida — e ainda contava histórias”… (uma resenha ensaística)

Chamamos a atenção para a produção sergipana “Donas da Terra” (2025, de Ana Marinho), que dá continuidade àquilo que foi mostrado em “Velho Chico, a Alma do Povo Xokó” (2024, de Caco Souza), que concorreu no Festival de Cinema de Gramado, em 2024. Neste filme, fala-se sobre a perene luta dos indígenas que vivem na Ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha, localizado em Sergipe, menor Estado do Brasil, onde vivem os habitantes do povo Xokó, infelizmente negados, por muito tempo, em seu direito elementar à identidade e à terra nativa. Neste curta-metragem, acompanhamos os depoimentos de mulheres que, segundo a sinopse, “ao retornarem às lembranças do período de lutas pelo território indígena Xokó, (…) destacam na narrativa coletiva novos personagens”.

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