
Crônica sobre as frustrações derivadas das pseudo-necessidades imputadas pelo agendamento midiático
No primeiro capítulo do ‘best-seller’ “A Biblioteca da Meia-Noite”, do autor britânico Matt Haig, sabemos que a protagonista Nora Seed “decidiu morrer”. Há um intervalo de dezenove anos entre um primeiro evento e a tentativa de suicídio propriamente dita: em ambas as situações, esta protagonista deparar-se-á com uma personagem tão marcante quanto bondosa, uma bibliotecária, chamada Sra. Elm, que a acolhe em momentos difíceis: primeiramente, quando o seu pai morre; a posteriori, quando ela própria está prestes a morrer, por vontade própria. Nos capítulos subseqüentes, esta protagonista abrirá um cabedal de livros com capas esverdeadas, contendo linhas paralelas de vidas, a partir da tentativa de corrigir seus arrependimentos mais determinantes.


















