
É preciso um intervalo num filme com mais de três horas de duração para constatar que “este país [EUA] está podre”? (Algumas observações sobre a safra Oscar 2025)
Tudo em “O Brutalista” (2024, de Brady Corbet) é tão ambicioso quanto o projeto arquitetônico em que os personagens se envolvem, e que desembocará num epílogo estranhíssimo, que desagradou diversos espectadores, pela maneira opulenta com que expõe uma espécie de autocrítica em relação ao que é retratado: há como justificar o sobejo de vaidade, mediante efetividade das obras produzidas? Talvez o filme pergunte muito mais do que responda, não obstante ele incorrer em constrangedores instantes quase telenovelescos…


















