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Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe/Brasil, é graduado em Radialismo e Jornalismo pela mesma universidade Federal. É especialista e tem interesses de pesquisas e estudos em Cinema (sobretudo, o brasileiro), Política e Pornografia. Filiado à Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Artigos deste autor:

Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Eu estava ocupado, imaginando como sufocaria todo mundo naquela sala”: daquilo que toleramos, politicamente…

“Zona de Interesse” é um filme atravessado por diversos paradoxos e contradições. A recepção crítica a ele foi bastante dividida, aliás: muitos apressaram-se em celebrar a produção como genial, por conta dos experimentalismos de seu diretor, que não mostra o Campo de Concentração de Auschwitz e, ao invés disso, faz com que percebamos o que acontece ali através de ruídos onipresentes e atemorizantes; houve quem tachasse o filme de ignóbil e manipulador pelos mesmos motivos, alegando que o realizador serviu-se de um pretexto atroz para exibir o seu virtuosismo técnico. E há quem considere que ambas as categorias não são necessariamente excludentes.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Já inventaram um botão para pular as cenas de sexo, nos filmes? “É verdade que uma pessoa pode morrer de tanto transar?”

Nas mídias sociais, são abundantes – não enquanto piada, infelizmente – a requisição de um “botão para pular cenas de sexo” nos serviços de ‘streaming’. A fim de se evitar o prolongamento do machismo, via adoção assimétrica da nudez entre os gêneros, “joga-se o bebê fora, junto com a água suja”, para utilizar um oportuno ditado popular.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“— Por que tu estás fazendo isso? — Porque tu permitiste”! [eis o recado: prestemos atenção àquilo que deixamos acontecer…]

O diálogo acima pertence ao filme dinamarquês “Não Fale o Mal” (2022, de Christian Tafdrup), recém-regravado por Hollywood. A versão homônima estadunidense, dirigida pelo britânico James Watkins, estreou nos cinemas em setembro de 2024, e surpreendeu pela celeridade com que foi realizado: para que refilmar, tão rapidamente, um filme que é quase inteiramente falado em inglês?

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Artigo Generalista
Wesley Pereira de Castro

Em defesa da mídia física: “quando não se tem algo bom para dizer, é melhor calar”?

O texto ora redigido surge como esforço deste colunista para lidar com os píncaros de uma estafa física e emocional, que o acomete há alguns dias. Partindo-se da pergunta “quem lê tanta notícia?”, que Caetano Veloso lança numa canção icônica (“Alegria, Alegria”), convém buscar algum alento nalgo que traz conforto legítimo, simultaneamente entretenedor e informativo. O colecionismo de mídias físicas surge como opção válida, ainda que a aquisição de DVDs não seja uma unanimidade entre os cinéfilos hodiernos…

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Música
Wesley Pereira de Castro

“Quando eu alçar o vôo mais bonito da minha vida/ Quem me chamará de amor, de gostosa, de querida?”: uma resenha musical.

Contendo quatorze faixas, compostas parcial ou integralmente pela cantora Liniker, “Caju” inicia-se de maneira intimista e dançante, com a faixa-título sobre uma paixão intensa, em que ouvimos ruídos de alto-falantes, em japonês, no que parece ser um aeroporto. O eu-lírico pergunta ao seu interlocutor quem estaria esperando por ela ali, pedindo para que seja diminuído o fluxo de viagens e eventos. “Será que você sabe que, no fundo, eu tenho medo de correr sozinha e nunca alcançar?”, ressalta a letra. É difícil não ser conquistado pelo tom confessional desta canção!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Uma meio-médium é melhor do que nenhuma!”, ou será que um dos filmes de terror mais elogiados da temporada faz jus à divulgação?

Em razão de os filmes de terror serem produzidos aos borbotões, visto que se trata de um gênero muito lucrativo, obras qualitativamente descartáveis tendem a ser numerosas, de maneira que os aficcionados costumam desconfiar de títulos excessivamente divulgados. Produzido e estrelado por Nicolas Cage, ator conhecido por suas interpretações excêntricas, “Longlegs – Vínculo Mortal” (2024, de Osgood Perkins) teve algumas de suas cenas reproduzidas, fora de contexto, nas redes sociais, além de abundarem as piadas envolvendo o título original, que pode ser traduzido como “pernas longas”.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Não se pode viver a noite inteira e, depois, o dia inteiro”… Ou de quando o livro é melhor que o filme: e daí?

É muito comum que, num primeiro impulso, ao término da sessão, o fã de algum livro adaptado para o cinema irrite-se ao perceber que “o livro é bem melhor”. Em verdade, esta é uma opinião que não respeita as especificidades lingüísticas de cada uma das obras: ainda que seja detectado o aproveitamento de elementos congêneres – a mesmíssima trama, por exemplo –, o livro é o livro e o filme é o filme. Cada um deles funciona por si mesmo, sendo “perdoável” quando a adaptação é mal-sucedida.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“…E o rio, como qualquer ser vivo, também pode morrer”: ou de como pesquisas acadêmicas são importantes, mas não se configuram automaticamente em estética cinematográfica de resistência!

É motivo de grande noticiabilidade que o documentário em longa-metragem “Velho Chico, a Alma do Povo Xokó” (2024, de Caco Souza) tenha sido selecionado para uma das mostras competitivas da quinquagésima segunda edição do Festival de Cinema de Gramado. O orgulho sentido pelos sergipanos quanto a esta indicação, entretanto, não deve olvidar uma série de problemas constitutivos em relação à feitura do filme em pauta…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Eu sou o silêncio que tu não compreendes”, ou da importância de mencionar aquilo que está lá, diante de nossos olhos, mas há quem queira ignorar ou refutar…

Convém recomendar um filme extraordinário, a estréia de uma cineasta negra na direção de longas-metragens, que, por um determinado motivo, é sobremaneira ignorado nos estudos convencionais sobre cinema: além de ser esplendoroso, “Filhas do Pó” (1991, de Julie Dash) chama a atenção pela maneira inteligente com que constrói a sua narrativa, concatenando diversas situações geracionais através de tramas que refutam a teleologia clássica. As corajosas atitudes das mulheres da família Peazant ocorrem de maneira simultânea, ainda que em diferentes temporalidades.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Eu pensei que ela fosse virgem!”: quando lembramos das pornochanchadas cariocas, o sexo é mesmo o maior problema?

Dentre os filmes brasileiros que superaram a difícil cifra de meio milhão de espectadores em 1978, o longa-metragem em episódios “Pintando o Sexo” (1977, de Egydio Eccio & Jairo Carlos) aparece entre eles. Trata-se de um filme moralmente ignóbil e associado aos piores aspectos do que hoje entendemos como “machismo estrutural”. O próprio título do filme, com uma menção oportunista ao erotismo, surge como falso problema, no sentido de que a sexualidade, se devidamente exercida e/ou liberada, poderia estimular um proveitoso debate político, no que tange à prerrogativa de interação benfazeja entre os indivíduos.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Não entregue o jogo, para mim, de bandeja”: no amor e no sexo, o empate é o melhor resultado!

Aproveitamos a deixa dos Jogos Olímpicos de 2024 para recomendar um dos filmes unanimemente inseridos entre os melhores lançamentos do primeiro semestre do ano em pauta, “Rivais” (2024, de Luca Guadagnino). De nossa parte, referendamos a empolgação: o filme é magistral, justamente por demonstrar que, por detrás de uma competição evidente, há muitas entrelinhas emocionais…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Toda guerra é lutada duas vezes: a primeira vez é no campo de batalha; a segunda, na memória”: elogio emergencial a uma ótima minissérie subestimada!

Em razão de a minissérie “O Simpatizante” ter obtido uma audiência diametralmente oposta à qualidade de sua realização, esperamos convencer alguns leitores a mergulharem nas valiosas reflexões proporcionadas por este magno produto televisivo, cujo roteiro está a cargo do cineasta sul-coreano Park Chan-Wook (que também dirige os três primeiros episódios) e do escritor canadense Don McKellar.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Pai nosso, livrai-nos dos cartéis e das organizações criminosas”: a linguagem documental diz “amém”!

Co-produção entre Alemanha e Brasil, “Lo que Queda en El Camino” (2021) acompanha a jornada da guatemalteca Lilian Florinda Hernández Lopez que, aos vinte e nove anos de idade, mãe de quatro filhos e grávida do quinto, esforça-se para chegar aos Estados Unidos da América, num percurso de quase quatro mil quilômetros.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Pausa para a deontologia (e para a recomendação de uma obra-prima fílmica)

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e do Oscar de Melhor Fotografia, “O Terceiro Homem” (1949) é conhecido, sobretudo, por causa de sua trilha musical (o famoso tema de cítara, composto pelo austríaco Anton Karas) e pela breve mas onipresente participação do mestre Orson Welles [1915-1985] como ator. De repente, revela-se um drama sobremaneira existencial, como sói acontecer nas tramas do escritor Graham Greene [1904-1991], que, aqui, é também roteirista. Um filme obrigatório, em múltiplos sentidos.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Interrompeu-se a marcha de vida de uma grande militante orgânica. Mas o seu exemplo fica, bem como a crença numa “democracia diferente no Brasil”: eis uma homenagem cinebiográfica!

Nascida em Portugal e emigrada para o Brasil, a fim de fugir da ditadura salazarista, Maria da Conceição Tavares afirmava que “tornou-se raivosa” neste país, em razão de uma sucessão gritante de derrotas: acreditava plenamente na instauração de uma “democracia multirracial nos trópicos”, conforme descrevia o antropólogo Darcy Ribeiro [1922-1997], e insistia que “aqueles que não se preocupam com quem paga a conta não são economistas sérios, mas tecnocratas”. Uma grande formadora de líderes, portanto.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Dinheiro, eles têm. Mas bonitos, não são, não!”: afinal, a privatização enfeia!

Em 2014, a cineasta alagoana Nara Normande e o realizador pernambucano Tião realizaram um curta-metragem extraordinário, chamado “Sem Coração”, no qual um garoto de classe média, em férias numa praia paradisíaca, conhece uma garota apelidada daquela maneira, que se dispõe a ter experiências sexuais com os meninos que a ofendem diariamente. Nove anos depois, os diretores expandiram essa trama, acrescentando novos personagens e contando com a eloqüente presença de Eduarda Samara como a personagem-título, mais uma vez.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Na verdade, eu nunca gostei de almoçar sozinha. Eu apenas finjo!”: tu sabes o que é, em telemarketing, uma rechamada?

Não é por acaso que os cineastas da Corpeia do Sul foram exitosos na produção de tramas sobre a exploração empregatícia ocorrida no setor de telemarketing: recomendamos o magistral drama “Solitários” (2021), da diretora estreante em longas-metragens Hong Sung-Eun. Este filme está disponível na plataforma Mubi e impressiona pela maneira como a solidão titular encontra eco nas exigências ocupacionais do setor supracitado.

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Artigo Generalista
Wesley Pereira de Castro

Nova declaração de princípios, ou: uma vez jornalista, a voz não se cala. Discorda-se, abafa-se, renega-se, mas a voz não se cala!

Após um alvissareiro contato com os editores deste jornal, voltado à Comunidade Científica de Língua Portuguesa, fui prontamente reacolhido, e estou novamente apto a compartilhar as minhas impressões sobre alguns títulos e eventos, no afã por somar-me à luta diuturna pela defesa de nossos direitos humanos. Através de nosso acesso aos produtos culturais, aprendemos mais, podemos encontrar afetos e ressonâncias em relação àquilo que pensamos e sentimos.

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