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Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe/Brasil, é graduado em Radialismo e Jornalismo pela mesma universidade Federal. É especialista e tem interesses de pesquisas e estudos em Cinema (sobretudo, o brasileiro), Política e Pornografia. Filiado à Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Artigos deste autor:

Cinema
Wesley Pereira de Castro

Paradoxo metonímico da crítica cinematográfica contemporânea: pode-se ser contra o processo e a favor de seus produtos?

Enxergado como epítome de um vilanaz sistema que reinstaura o truste entre produção, exibição e distribuição, “Vingadores: Ultimato” foi comumente excluído dos textos críticos como tal. Motivo principal: temia-se terrivelmente a revelação de ‘spoilers’, informações tramáticas que supostamente estragariam o prazer de quem ainda não viu o filme. Decorrência imediata: pré-estréias com ingressos esgotados!

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Sociedade
Wesley Pereira de Castro

O novo petardo do preto que, definitivamente, não “passou a vida em branco”…

Em 2019, o ‘rapper’ Djonga volta à cena com “Ladrão” e presta-se magistralmente à explanação de seus temas-chave, dialogando tanto com admiradores quanto detratores. Na faixa-título do novo disco, a sexta, ele dispara: “você piscou, eu já tô no terceiro/ Tem gente que nem entendeu o primeiro inteiro/ Arte é pra incomodar, causar indigestão/Antes de tu engolir, te trago um prato cheio”. Definitivamente, precisamos falar sobre este artista!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Das possíveis concatenações entre política e religião

Divergências ideológicas à parte, não é um despautério afirmar que o papa atual demonstra-se bem mais progressista que os seus antecessores, conforme percebemos no documentário “Papa Francisco: Um Homem de Palavra” (2018), dirigido pelo consagrado cineasta alemão Wim Wenders.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Quando estivermos prontos, acontecerá algo; quando acontecer algo, estaremos prontos!”

A fórmula contida no título foi extraída do filme de guerrilha intelectual “Partner” (1968), terceiro longa-metragem do genial cineasta Bernardo Bertolucci (1941-2018). Na cena em pauta, um professor de teatro desafia a sua turma a criar ação a partir de situações banais do cotidiano: “o teatro é uma das vias para se chegar à realidade”, gritava ele. O desafio é para nós, espectadores!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

A simplicidade orquestrada da beleza cotidiana: um triunfo do cinema mineiro

Voltando ao discurso emocionado de seu diretor – que é negro – um dos méritos mais altissonantes deste filme tem a ver justamente com o protagonismo racial defendido pelo realizador, naturalizado em sua grandiosidade corriqueira, em suas epifanias triviais. Grace Passô firma-se como uma das atrizes mais valiosas do cinema brasileiro contemporâneo.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Deontologia da crítica anti-recomendativa: a perfídia em forma de mau documentário!

A despeito de quaisquer juízos de valor sobre o delicado tema do abuso sexual de menores – e, infelizmente, tudo leva a crer que o cantor realmente tenha cometido vários dos crimes dos quais foi acusado – este filme opta pelos mais nojosos estratagemas de condução espectatorial. Técnica e eticamente, “Deixando Neverland” soçobra em seu tom revanchista e em sua pusilânime unilateralidade expositiva de fatos anteriormente negados em julgamentos públicos.

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Globalização
Wesley Pereira de Castro

Adoecimento físico e psicológico no telemarketing: esgotamento induzido do precariado

Por conta disso, o setor de telemarketing é o grande bode expiatório do precariado, sobretudo em sua vertente toyotista – ou seja, embasada na fragmentação de classe, a partir de uma lógica pretensamente participativa que desespecializa os funcionários, visto que estes realizam funções genéricas, em que o fruto de seu trabalho não engendra produtos, mas o serviço em si, que não pode ser mensurado.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Quando ver um filme torna-se uma necessidade sociológica ou a falibilidade proposital das convenções de gênero como evento (auto)crítico

Ao final da sessão, não faltarão hordas de espectadores e/ou críticos que apressar-se-ão em “explicar” os significados ocultos do versículo bíblico reiteradamente apresentado ao longo da projeção, o décimo primeiro versículo do capítulo 11 do livro de Jeremias, que prediz: “portanto, assim diz o Senhor: eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei”. O que este vitupério acrescenta à nossa leitura alardeada de um dos filmes mais fascinantes deste ano recém-iniciado?

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

A arte de Eugène Green, ou os filmes que devem ser vistos por quem está se sentindo cansado…

Em sua utilização tramática de um rigoroso cabedal artístico, o cinema maiúsculo de Eugène Green talvez apresente um recorte mui privilegiado da ‘intelligentsia’, oportunamente (auto)criticado em “A Ponte das Artes”. Mas ele não é excludente. Muito pelo contrário, ele convida, ao inebriar-nos. Fica a proposta discursiva, portanto.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Reflexão (auto)crítica – ou por que precisamos falar sobre a Netflix, mas não somente sobre a Netflix!

Não é necessário assistir ao filme para sabermos como ele terminará e/ou será conduzido enredisticamente: ao promulgar uma rejeição chistosa da suposta falta de criatividade dos roteiros mais tradicionais do cinema estadunidense, esta peça fílmica obedece-os rigorosamente, obtendo um sucesso arrebatador e imediato, ainda que o filme não tenha sido programado para estrear nas salas de cinema.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Empoderamento cotidiano (reflexão carnavalesca sobre a trajetória fílmica da cineasta Tata Amaral)

Tendo estreado no circuito comercial brasileiro em novembro de 2018, “Seqüestro Relâmpago” foi muito pouco visto, infelizmente. Beneficiou-se de nova sorte ao ser exibido na TV por assinatura, mas, ainda assim, permanece restrito a um público distinto da generalidade ao qual se direciona. Não por acaso, este é um problema que aflige toda a filmografia de Tata Amaral e a de várias outras cineastas de renome. É uma chaga a afligir quase todo o cinema brasileiro, na verdade: a invisibilidade denunciada como financiadora suplementar de inúmeros crimes é convertida em obnubilação espectatorial.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

As promessas discursivas do Oscar – Parte II: análise depois da cerimônia

Houve bastante insatisfação em relação ao premiado na categoria principal, afinal não de todo imerecido. Não era o melhor dentre os indicados nem muito menos o mais relevante, mas obedece rigorosamente a uma certa cartilha de adequação genérica. A cerimônia é famosa justamente por não excluir as tendências formulaicas: rendeu-se à previsibilidade um tanto anódina deste premiado, mas também abriu portas (ou “pontes, ao invés de muros”) em relação a categorias antes bastante excluídas ou desprivilegiadas.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Às vezes, é necessário mostrar novamente o que já foi visto… [Ou por que o vangoghismo não sai de moda?]

Repleto de seqüências conduzidas com a câmera na mão e reproduzindo brilhantemente o impacto cromático das telas do pintor pós-impressionista, o filme de Julian Schnabel diferencia-se dos anteriores pelo modo como convida o espectador a sentir a mesma aflição experimentada pelo protagonista, interpretado de maneira intensa pelo excelente Willem Dafoe.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Medo, dor, perda, vitimização, ressentimento… e aquilo que precisamos aprender com a História! (um vívido elogio fassbinderiano)

Totalizando quinze horas e trinta um minutos de duração, “Berlin Alexanderplatz” (1980) é uma versão mui pessoal de um romance homônimo bastante cultuado, publicado em 1929, com o intuito explícito de reagir à gestação nacional-socialista então em curso numa Alemanha econômica e moralmente falida.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Resistência e deboche: o cinema pornográfico de Alfredo Sternheim (1942-2018)

Falecido em 06 de dezembro de 2018, aos 76 anos de idade, o paulistano Alfredo Sternheim foi um dos mais importantes cineastas da Boca do Lixo, região de volumosa produção cinematográfica que ficou estigmatizada pelo erotismo, não obstante ter erigido um modelo autogerido de financiamento que desafiou as interdições da Ditadura Militar brasileira nas décadas de 1970 e 1980.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

A (des)esperança no cinema moçambicano: o trem que não espera as lágrimas dos espectadores secarem…

Em 2018, o cinema moçambicano passou a ser amplamente noticiado: pela primeira vez, um filme deste país foi submetido à candidatura para uma possível vaga entre os indicados a Melhor Filmes Estrangeiro do prêmio Oscar. Infelizmente, o filme em pauta não foi selecionado, mas, mesmo assim, isto garantiu um incremento internacional na audiência do filme “Comboio de Sal e Açúcar” (2016), dirigido pelo brasileiro, radicado há várias décadas em Moçambique, Licínio Azevedo.

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