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Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe/Brasil, é graduado em Radialismo e Jornalismo pela mesma universidade Federal. É especialista e tem interesses de pesquisas e estudos em Cinema (sobretudo, o brasileiro), Política e Pornografia. Filiado à Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Artigos deste autor:

Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Eu não estou conseguindo fazer filmes. Por isso, volto a mim mesmo”: não é um documentário, é um drama. Não se excluem, aliás!

Obcecado tematicamente por uma espécie de redenção romântica/sexual que advém de uma via-crúcis sadomasoquista, Kim Ki-Duk iniciou tardiamente as suas atividades cinematográficas, sem ter estudado especificamente para isso, aos 36 anos de idade, com o longa-metragem “Crocodilo” (1996). Nos anos seguintes, converteu-se num cineasta deveras prolífico, às vezes realizando mais de um filme por ano, entre eles, os mui elogiáveis “A Ilha” (2000), “Endereço Desconhecido” (2001) e “Casa Vazia” (2004). Tornou-se igualmente amado e odiado pelos críticos. Até acontecer o acidente que desencadeou a sua renascença pessoal e artística, via “Arirang”. É sobre este filme que falaremos a partir de agora…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Qual é o lado das árvores que possui mais galhos?” – ou: onde termina a Ecologia e começa o Capitalismo?

Baseado no romance “The Half-Life”, publicado em 2004 pelo co-roteirista habitual da diretora, Jon Raymond, “First Cow” é muito literal em termos sinópticos: fala sobre a primeira vaca a ser trazida para uma região rural em Oregon, na primeira metade do século XIX. A trama do filme pode ser resumida em pouquíssimas linhas, mesmo sendo uma das mais teleológicas de diretora. Afinal, o que realmente importa são os detalhes climáticos, aquilo que deslinda-se nas entrelinhas, à medida que os personagens interagem e conhecem-se melhor…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Quando nasce um filme? Às vezes, ele nasce de uma sentença de morte!”

Após estrear no Festival Internacional de Cinema de Veneza, “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou” (2019, de Bárbara Paz) recebeu o prêmio de Melhor Documentário e um prêmio especial da Crítica Independente, iniciando assim a sua carreira de láureas. Ao ser escolhido pelo Comitê de Seleção da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais como o representante para a possível indicação ao Oscar de Melhor Internacional em 2021, houve certa celeuma em razão de tratar-se de um documentário, gênero que alguns temem que não seja suficientemente popular (na acepção industrial do termo)…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Em que tempos vivemos? Entre a negação e a assimilação, (anti)racismo vende!

Atrevemo-nos a recomendar o filme infantil “Uma Invenção de Natal” (2020, de David E. Talbert), disponibilizado via Netflix no dia 13 de novembro de 2020. Trata-se de uma típica estória natalina, quase clicherosa em suas boas intenções familiares. Mas possui um diferencial digno de nota: o elenco é quase integralmente negro, sem que haja a necessidade interna de chamar a atenção para este aspecto.

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Arte
Wesley Pereira de Castro

A quem pertence “o dedo da mão que aperta o botão”? [um percurso essencialista]

Não obstante transcorrer-se em intimidadoras quatro horas e vinte minutos de duração, o longa-metragem “Luz Nos Trópicos” (2020, de Paula Gaitán) revela-se como um dos mais importantes filmes brasileiros do ano. Ele aborda algumas contradições da sociedade brasileira – e mundial – de maneira poética e desafiadora, sendo uma espécie de derivação mais sensorial e panteísta do clássico “A Idade da Terra” (1980, de Glauber Rocha). Como a realizadora foi casada com o polêmico cinemanovista, esta associação não é nada casual, visto que ela participou diretamente das filmagens e foi diretora de arte do filme em pauta.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“O povo não vai embora!”: o testamento combativo de um gênio terceiro-mundista

No dia 06 de novembro de 2020, aos 84 anos de idade, Pino Solanas falece, em decorrência de complicações do CoronaVírus, na capital francesa, Paris. Em seu país, a quantidade de casos e mortos aumenta de forma acachapante, por causa da segunda onda da doença. O mundo atual confirma a impressão de “genocídio neoliberal” que o cineasta diagnosticou em vários de seus filmes, incluindo o recente documentário “Memórias do Saque” (2004). É acerca deste filme que deteremo-nos daqui por diante…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Somos a região que mais paga impostos. E não recebemos quase nada por isso!”: um filme-síntese.

Tendo como assunto intermediário um projeto de emancipação nacional dos Estados sulistas do Brasil, este filme parte da dilaceração psicológica de um personagem para diagnosticar um fenômeno antitético que disseminou-se no país sob a expressão “pobre de direita”. O protagonista é Antônio Pitanga, que, no auge de seus oitenta anos de idade, entrega-nos uma interpretação bastante distinta de sua euforia habitual: está contido, oprimido, silencioso… Até que as condições externas obrigam-no a gritar, cantar um aboio de protesto!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Sabe por que a cocaína é proibida no Brasil?” O filme como um contra-exemplo

Abordar as variáveis – tramáticas ou documentais – referentes às drogas é, uma questão muito delicada, em razão da tendência quase inevitável à criminalização. Sendo assim, o filme “Cracolândia” (2020, de Edu Felistoque) acrescenta alguns aspectos mui problemáticos a esta reflexão. Inclusive, porque uma breve análise da filmografia do diretor faz com que temamos aquilo que confirmar-se-á no primeiro instante: é um filme que escolhe a abordagem policialesca, a defesa das táticas de choque como necessidade emergencial de intervenção!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Quem destrói o amor de quem? “Violência, né? Desde quando resolveu alguma coisa?”

É exatamente isso o que Daniel Nolasco faz em relação à naturalização da (homo)sexualidade em seu mais recente longa-metragem: repleto de cenas de sodomia, felação, cuspidas no rosto e insinuações masturbatórias, o filme tem sido surpreendentemente atacado por moralistas (inclusive, vinculados à esquerda partidária), que tacham de “inatural” a compulsão erótica do protagonista, quando há inaturalidades muito mais gritantes (e vilanazes) no enredo, sob o jugo do capitalismo. Avaliemos, portanto, a sinopse e os personagens de “Vento Seco”…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Com ou sem crise, os pneus furam”: o Capitalismo é o maior indutor de depressão que existe!

Para quem já está acostumado ao ótimo cinema comercial argentino, é sabido que um de seus mais consagrados méritos é inserir fatos socioeconômicos e políticos como essenciais para o desenvolvimento tramático. Seja numa simples comédia romântica ou num intricado enredo policial, os eventos nacionais são apresentados como corriqueiros, organicamente compartilhados entre os cidadãos.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Educação é um conceito eminentemente político. Caso contrário, incorre no lastro bancário!

A extinção do Ministério da Cultura e a inefetividade do Ministério da Educação são ferramentas acessórias de manutenção da ignorância denunciada por Paulo Freire há várias décadas, e a progressiva mecanização do ensino, no sentido mais behaviorista do termo, é ofertada como panacéia no extermínio da “doutrinação comunista” que, segundo a Extrema-Direita, existe nas universidades públicas e federais.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Sem a prerrogativa da dúvida, “quanto mais se pode ver, mais se pode cometer erros”!

O lançamento de um documentário como “Não Haverá Mais Noite” (2020, de Eléonore Weber) surpreende pela aplicação prática das teorias virilianas, numa conjuntura assaz contemporânea: é o corolário perfeito (e apavorante) do combate de narrativas, convertido em potenciais genocídios, que caracteriza a chegada ao poder das facções de extrema-direita, além de metonimizar a perene atividade destrutiva do imperialismo estadunidense ao redor do mundo.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

As más notícias ficam menos intranquilas em árabe? ‘la, lkn min aldrwryi altwasl!’

Conforme já foi enfatizado em mais de uma oportunidade, enquanto incentivo quarentenário para que o CoronaVírus não espalhe-se ainda mais pelas ruas, diversas plataformas fílmicas estão oferecendo catálogos maravilhosos de produções não tão acessíveis ao grande público. Um exemplo bastante aplaudível é a edição virtual da 2ª Mostra de Cinema Egípcio Contemporâneo, disponibilizada entre os dias 29 de julho e 23 de agosto de 2020. Vale a pena conferir!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Dizer o que se quer e o que se deve precisam ser atos excludentes?

No terreno artístico, são inúmeras as apresentações disponibilizadas ‘on-line’, de modo que a palavra anglofílica ‘live’ foi naturalizada: é graças às apresentações transmitidas ao vivo de cantores, dançarinos e teatrólogos que muitas pessoas estão suportando uma quarentena que estende-se por tempo cada vez mais indeterminado.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

A toxicomania é um percurso? O cinema oferta uma posologia consciente!

O longa-metragem sul-africano “Barry Fritado” (2020, de Ryan Kruger) é bastante necessário: exibido com muito alarde crítico na décima sexta edição do Fantaspoa – Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre, que, em 2020, foi completamente virtual – este filme oferece-nos uma incursão deveras inusitada na temática toxicômana, assemelhando-se, em lógica discursiva geral, ao conto “O Alienista” (1882), do celebrado escritor brasileiro Machado de Assis [1839-1908].

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