Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe/Brasil, é graduado em Radialismo e Jornalismo pela mesma universidade Federal. É especialista e tem interesses de pesquisas e estudos em Cinema (sobretudo, o brasileiro), Política e Pornografia. Filiado à Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Artigos deste autor:

Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Lembre-se: puta também vota, visse?” (alegoria política e maneirismo cinematográfico)

Em diversas situações de “Bacurau”, ficará evidente o paralelismo entre a invasão armamentista forânea que ameaça a paz da cidade e as improbidades ideológicas do (des)governo brasileiro atual, de modo que o filme está sendo recebido com muito entusiasmo pela esquerda política, pois apresenta uma maneira catártica de lidar com a vilania de quem se compraz em matar…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

A religiosidade exacerbada como legítima crítica social: um estado de exceção em meio à laicidade?

Quando começaram a ser divulgadas as primeiras imagens deste filme, teve-se a impressão de que ele abordaria a tendência impositiva de um protofascismo religioso a partir de uma lógica zombeteira e/ou direcionada, repetindo ficcionalmente o escandaloso jargão que balizou a campanha eleitoral de Jair Messias Bolsonaro: “Deus acima de tudo, Brasil acima de todos”.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Pelo cinema. Pela cultura. Por uma arte sem censura!”: 47º Festival de Cinema de Gramado

O grande vencedor desta quadragésima sétima edição do Festival, que ocorreu entre os dias 16 e 24 de agosto de 2019, foi o longa-metragem cearense “Pacarrete” (2019, de Allan Deberton), que recebeu oito Kikitos: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (para Marcélia Cartaxo), Melhor Atriz Coadjuvante (para Soia Lira), Melhor Ator Coadjuvante (para João Miguel), Melhor Roteiro, Melhor Desenho de Som e o prêmio de Melhor Filmes segundo o Júri Popular.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Algoritmos da podolatria no fim de eras: a paixão melancólica enquanto estilo cinefílico confessional!

Se Quentin Tarantino efetivamente glamoriza a violência, isto ocorre enquanto obediência a convenções particulares de gênero cinematográfico e não como reflexo de um testemunho moral. E nisso reside uma das grandes forças da obra-prima de maturidade e reflexão cinéfila realizada por este grande reinventor hollywoodiano: a consecução – não necessariamente voluntária – de um preceito sugerido pelo filósofo Gilles Deleuze [1925-1995] quanto ao enfrentamento do fascismo midiático.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Acerca de um urgente filme sul-coreano:

Devido à solicitação do diretor sobre a necessidade de restringir determinadas informações narrativas, é mister incorrer nalgumas generalizações analíticas acerca deste filme enquanto píncaro de seu estilo. Mas, ao fazer isso, perceber-se-á justamente como os traços autorais deste brilhante cineasta manifestam-se: “Parasita” (2019) é um filme genial!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Se rezar, passa?” Nem sempre. Mas, no cinema brasileiro, cada tentativa é válida”

Tal qual ocorre em qualquer país, um dos passos mais recomendados para consolidar a nacionalidade de uma indústria cinematográfica é investir nas biografias de pessoas famosas. Ainda que isto não assegure qualidades autorais, os filmes que reconstituem eventos já conhecidos do público tendem a chamar a atenção de grandes platéias, além de consolidar as carreiras de alguns intérpretes.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Contra a censura da guerra, o equilíbrio do prazer

Neste que é seu terceiro longa-metragem como diretor, Tavinho Teixeira revela-se bastante autoral, a ponto de resgatar o mesmo ator e personagem principal de seu filme anterior, “Batguano” (2014). Tal qual ocorre naquele filme, em “Sol Alegria”, Everaldo Pontes interpreta um envelhecido e anti-heróico homem-morcego, e profere um dos aforismos mais marcantes desta obra: o processo, definitivamente, ainda não está terminado!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Quando o DNA do Estado e o DNA do Cinema não se coadunam…

Em lugar do quase arquetípico protagonismo feminino, temos aqui uma reflexão sobre as interdições produtivas sofridas pela diretora Ana Carolina. Mas sem apelar para a tentação do alter-ego: aquele que aparece no filme como “o diretor” tem pouco a ver com a cineasta. Desgosta de cinema brasileiro, por mais paradoxal que pareça!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Para além (ou aquém?) dos quiproquós chanchadescos…

Por conta do modo depreciativo com que a imprensa da época referia-se às comédias rápidas e carnavalescas da década de 1950, muitos filmes qualitativos foram obnubilados sobre o rótulo subgenérico de “chanchadas”. Mas, felizmente, vários pesquisadores descobriram recentemente as benesses insignes da filmografia de Watson Macedo (1918-1981), cineasta bastante importante na manutenção industrial do cinema brasileiro.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Mais ‘auto’ que ‘ficção’: “teus olhos é que mudaram; o filme continua o mesmo!”

Há algo de extremamente redundante no modo como o Pedro Almodóvar conduz o seu enredo enviesadamente autobiográfico em “Dor e Glória” (2019): repete-se bastante em relação aos rasgos mnemônicos que já surgiram em filmes anteriores e porta-se de maneira excessivamente autoindulgente quando atreve-se a ser confessional. É um filme cansado!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Fizemos um acordo: eu filmava o trabalho; ele filmava a diversão!”

Ainda que descrevam uma rotina de labuta que consome mais da metade das horas de cada dia (incluindo os domingos), os toritamenses enumeram vantagens financeiras preferíveis em relação à estabilidade empregatícia. Acham ótimo que não recebam um salário fixo, mas alguns percebem que estão apartados dos benefícios previdenciários, sobretudo no que tange às possibilidades de aposentadoria. Com o enrijecimento das regras supracitadas, os malefícios só pioram…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

A fome é a maior imoralidade de todas – mas esta, infelizmente, a censura deixa passar!

Se, em Hollywood, a autocensura do livre-mercado passou a desaparecer com a assimilação gradativa de aspectos contraculturais enquanto chamarizes vendáveis para produções benquistas pela crítica especializada, no Brasil, a situação era inversa: desde 1964, o país estava sob o jugo de uma ditadura militar, que intensificou a sua crueldade assassina em 13 de dezembro de 1968, com a promulgação do infame AI-5.

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Wesley Pereira de Castro

A ausência sentida, quando advinda de uma morte anunciada

Deparamo-nos, neste filme, com uma demonstração prática de questionar o próprio cotidiano do realizador, enquanto ele imerge na feitura de uma obra cinematográfica: onde começa a vida e onde termina o filme (ou vice-versa)? O próprio diretor responde, numa entrevista: “eu não consegui terminar o filme. Ele era maior que eu. Eu apenas o interrompi!”.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Antes de seguir em frente, eu tenho que voltar atrás”: ou de quando a História é também íntima!

Famosa por realizar documentários em primeiríssima pessoa, Petra Costa tomou este mesmo procedimento como ponto de partida para sua mais recente obra. Entretanto, por algum motivo, ela abandona justamente o recurso narrativo que lhe é tão caro e faz com que esta obra soe datada pouco tempo após o rebuliço crítico que vem causando. Como é típico da Netflix, aliás.

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Wesley Pereira de Castro

Sobre a capacidade de “ser maravilhoso, de uma maneira repulsiva”: o jornalismo enquanto vocação influenciadora

Em muitos casos, a fronteira noticiosa entre público e privado é sobremaneira tênue. E, obviamente, o cinema hollywoodiano soube explorar muitíssimo bem tal peculiaridade atrativa do Jornalismo, de modo que urge a recomendação de um dos clássicos absolutos sobre esta profissão: “Jejum de Amor” (1940), dirigido pelo mestre cinematográfico Howard Hawks (1896-1977).

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Protestar contra o que oprime: a balbúrdia mais que necessária!

Demonstrando que os protestos contra a pretensa implantação de uma torpe “etiqueta” universitária não são exclusividade da conjuntura (des)governamental hodiernamente em curso, convém trazer à tona a filmografia de uma das mais autorais vozes protestantes contra a repressão ditatorial na esfera dos costumes, a cineasta paulistana Ana Carolina, ainda em atividade.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Em política, tanto quanto na arte, convém olhar para o outro a fim de falar de si mesmo, e/ou vice-versa

Tomando-se como ponto de partida reflexivo estes dados contemporâneos, ainda em processamento factual, podemos aplicar a relação de alteridade e subjetividade contida no título deste artigo ao derradeiro exemplar da trilogia sobre a cidade de Alexandria levada a cabo pelo cineasta egípcio Youssef Chahine (1926-2008)… Não será uma mera associação casual, portanto.

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