EnglishFrenchGermanItalianPortugueseSpanish
EnglishFrenchGermanItalianPortugueseSpanish

Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe/Brasil, é graduado em Radialismo e Jornalismo pela mesma universidade Federal. É especialista e tem interesses de pesquisas e estudos em Cinema (sobretudo, o brasileiro), Política e Pornografia. Filiado à Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Artigos deste autor:

Cinema
Wesley Pereira de Castro

Pausa para a deontologia (e para a recomendação de uma obra-prima fílmica)

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e do Oscar de Melhor Fotografia, “O Terceiro Homem” (1949) é conhecido, sobretudo, por causa de sua trilha musical (o famoso tema de cítara, composto pelo austríaco Anton Karas) e pela breve mas onipresente participação do mestre Orson Welles [1915-1985] como ator. De repente, revela-se um drama sobremaneira existencial, como sói acontecer nas tramas do escritor Graham Greene [1904-1991], que, aqui, é também roteirista. Um filme obrigatório, em múltiplos sentidos.

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

Interrompeu-se a marcha de vida de uma grande militante orgânica. Mas o seu exemplo fica, bem como a crença numa “democracia diferente no Brasil”: eis uma homenagem cinebiográfica!

Nascida em Portugal e emigrada para o Brasil, a fim de fugir da ditadura salazarista, Maria da Conceição Tavares afirmava que “tornou-se raivosa” neste país, em razão de uma sucessão gritante de derrotas: acreditava plenamente na instauração de uma “democracia multirracial nos trópicos”, conforme descrevia o antropólogo Darcy Ribeiro [1922-1997], e insistia que “aqueles que não se preocupam com quem paga a conta não são economistas sérios, mas tecnocratas”. Uma grande formadora de líderes, portanto.

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Dinheiro, eles têm. Mas bonitos, não são, não!”: afinal, a privatização enfeia!

Em 2014, a cineasta alagoana Nara Normande e o realizador pernambucano Tião realizaram um curta-metragem extraordinário, chamado “Sem Coração”, no qual um garoto de classe média, em férias numa praia paradisíaca, conhece uma garota apelidada daquela maneira, que se dispõe a ter experiências sexuais com os meninos que a ofendem diariamente. Nove anos depois, os diretores expandiram essa trama, acrescentando novos personagens e contando com a eloqüente presença de Eduarda Samara como a personagem-título, mais uma vez.

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Na verdade, eu nunca gostei de almoçar sozinha. Eu apenas finjo!”: tu sabes o que é, em telemarketing, uma rechamada?

Não é por acaso que os cineastas da Corpeia do Sul foram exitosos na produção de tramas sobre a exploração empregatícia ocorrida no setor de telemarketing: recomendamos o magistral drama “Solitários” (2021), da diretora estreante em longas-metragens Hong Sung-Eun. Este filme está disponível na plataforma Mubi e impressiona pela maneira como a solidão titular encontra eco nas exigências ocupacionais do setor supracitado.

Ler Artigo »
Artigo Generalista
Wesley Pereira de Castro

Nova declaração de princípios, ou: uma vez jornalista, a voz não se cala. Discorda-se, abafa-se, renega-se, mas a voz não se cala!

Após um alvissareiro contato com os editores deste jornal, voltado à Comunidade Científica de Língua Portuguesa, fui prontamente reacolhido, e estou novamente apto a compartilhar as minhas impressões sobre alguns títulos e eventos, no afã por somar-me à luta diuturna pela defesa de nossos direitos humanos. Através de nosso acesso aos produtos culturais, aprendemos mais, podemos encontrar afetos e ressonâncias em relação àquilo que pensamos e sentimos.

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

Temos um Melhor Filme do Ano? (Um texto enquanto despedida subjetiva – ao menos, por enquanto)

Nas mais de três horas de duração de “RRR: Revolta, Rebelião, Revolução”, o espectador não tem tempo para ficar entediado: o filme é tecnicamente irrepreensível e fascinante em suas pulsões genéricas assaz exageradas. As intervenções musicais são acachapantes e os momentos de embate são estrondosos: o filme é superlativo em termos fotográficos, sonoros, directivos, actanciais e discursivos (vide o modo imponente como a bandeira indiana surge, em mais de uma seqüência). Os efeitos visuais são esplêndidos – havendo um aviso inicial de que os animais que aparecem em cenas de lutas foram inseridos digitalmente. Trata-se de uma grata surpresa, que, no momento em que escrevo estas linhas, configura-se como o melhor filme contemporâneo visto em 2022.

Ler Artigo »
Artigo Generalista
Wesley Pereira de Castro

Final de ano cinéfilo (ou de quando as nossas lembranças e sonhos confundem-se com os filmes que vemos)…

“Aftersun” (2022), longa-metragem de estréia da escocesa Charlotte Wells, foi um dos filmes mais incensados em 2022, tendo recebido algumas láureas no Festival de Cannes e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, entre outros prêmios. Além de ter seus direitos de exibição adquiridos pelo serviço de ‘streaming’ Mubi, este filme estreou em salas de cinema no derradeiro mês do ano, de modo que será lembrado nas listas individuais de muitos cinéfilos.

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

“A gente tem que ter um sonho, não é?”: a democracia enquanto fábula aplicável!

Declarando hipocritamente que são patriotas, os manifestantes de extrema-direita aproveitam qualquer oportunidade para cantar o Hino Nacional Brasileiro e/ou entoar orações em voz alta. Mas ignoram aspectos importantes da constituição cultural do país, visto que o ministério concernente a esta área foi extinto na gestão presidencial de Jair Messias Bolsonaro. O restabelecimento do Ministério da Cultura será uma das primeiras providências corretivas do novo mandato do presidente eleito. E, por conta disso, temos a obrigação de exaltar alguns valorosos filmes brasileiros que estão estreando em circuito comercial, como o ótimo “Paloma” (2022, de Marcelo Gomes).

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

“A lei das ruas é olhar, ouvir… e ficar calado!”, ou de quando precisamos saber a hora de parar…

Dentre os títulos que puderam ser conferidos de maneira virtual, na quadragésima sexta edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, recomendamos o longa-metragem mexicano “As Hostilidades” (2021, de M. Sebastián Molina), sobre a crescente ação dos traficantes no povoado de Santa Lucia, onde vive a família do realizador. Em pouco menos de setenta minutos de duração, o diretor entrevista vários de seus parentes, que falam sobre as transformações ocorridas na cidadezinha em que vivem, agravadas pelas ações dos cartéis de drogas. Apesar da indução temerosa de certo pessimismo, o documentário possui diversos instantes de beleza, proporcionados pelos olhares graciosos e pelos sorrisos de crianças que brincam de maneira entusiasmada, alheias às preocupações dos adultos.

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Nós somos de gerações diferentes: eu amo Caetano Veloso; ele ama Taylor Swift”: a subjetividade enquanto voto suprapartidário

Contando com o subtítulo “A Frágil e Catastrófica Masculinidade de Bolsonaro”, este documentário é, na verdade, um relato sobre as experiências íntimas do realizador em relação à assunção de sua própria homossexualidade. A narração em tom merencório possui crucial importância na organização dos efeitos emocionais que desejam ser imputados no espectador. Porém, além da dicotomia genérica entre esquerda X direita, há outra bem maior nas entrelinhas de cada situação analisada: as conotações classistas, ainda que os embates inevitáveis entre ricos e pobres pareçam oportunamente escamoteados pelas alegadas boas intenções do diretor…

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

Acerca de obituários em setembro (ou “quem lê tanta notícia?”)

A despeito de sua idade mui avançada, Jean-Luc Godard [1930-2022] continuava ativo, realizando obras que enchiam os críticos de deleite, ainda que fosse requerida uma carga considerável de erudição literária para compreender as suas referências. Nalgum sentido, o diretor permaneceu anacrônico, malgrado saber reinventar-se muito bem, a ponto de ser regularmente considerado “à frente de seu tempo”. Chegou até a encetar um filme com a um uso subversivo das técnicas de terceira dimensão e, recentemente, compartilhou uma ‘live’ via telefone celular. Trata-se de um cineasta inequivocamente vanguardista, portanto. Verbo no presente.

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Muito pior é a monocultura de mentes, com a propaganda como agrotóxico!” (a propósito de mais um documentário)

A TV Globo esforça-se para obnubilar a perseguição que desferiu contra o líder do Partido dos Trabalhadores, novamente concorrendo à presidência do Brasil. Numa entrevista ocorrida em 25 de agosto de 2022, no “Jornal Nacional”, quiçá o noticiário televisivo mais influente do país, foi difundido que o ex-presidente não está em débito com a Justiça Brasileira. E é nesse contexto que “A Fantástica Fábrica de Golpes” (2022 , de Valnei Nunes & Victor Fraga) é lançado!

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

Acerca dos gritos de “Fora, Bolsonaro!” no Festival de Cinema de Gramado: quando a Arte vence, há resistência!

Os discursos dos premiados foram unânimes no repúdio ao atual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que desvaloriza a diversidade cultural do país em suas intervenções de extrema-direita. A quase totalidade dos profissionais que foram focalizados pelas câmeras que transmitiam o evento foram flagrados difundido o seu apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, o que é metonimizado através de um gesto com as mãos, que imita a letra L.

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Sem Carnaval, não se pode reiniciar a vida cotidiana”, ou uma tentativa de (re)afirmar-se, para além da polarização político-partidária

A extrema-direita segue disseminando-se em vários países, na contemporaneidade. E, de forma tão discreta quanto intensiva, é isso que percebemos nas entrelinhas do documentário “Terminal Norte” (2021, de Lucrecia Martel), através do viés exaltador que salta aos ouvidos na música de resistência composta e cantada pelas personagens escolhidas pela diretora, que demonstram-se contestatórias pela simples existência!

Ler Artigo »
Arts
Wesley Pereira de Castro

“Colhendo cerejas com as bordas da saia”: o experimentalismo enquanto religião, a sensualidade como modo de vida!

Autodefinido como “um evento que visa fomentar a cultura do audiovisual, através de experiências que questionam a noção e produção da imagem em movimento”, o Festival Ecrã chegou à sua sexta edição em 2022, com duas etapas de exibição das obras: uma presencial, no Rio de Janeiro, entre os dias 01 e 10 de julho; e outra virtual, entre os dias 16 e 24 do mesmo mês. Na ocasião, estrearam várias produções brasileiras e internacionais, que tinham em comum a associação com o rótulo “experimental”.

Ler Artigo »
Artigo Generalista
Wesley Pereira de Castro

“Para os jacarés, o restaurante estará disponível assim que aterrissarmos!” – ou porque precisamos falar sobre os ditos “filmes ruins”!

A despeito da tendência predominante em classificar os filmes em meramente bons e ruins, atribuindo-lhes cotações reducionistas que não levam em consideração as inúmeras possibilidades entre um e outro adjetivo, convém investigarmos as produções que vemos (e debatemos) de maneira orgânica, enfatizando o que pode ser apreendido das experiências espectatoriais. Trata-se de um conselho legitimamente bazaniano, que explica o porquê de obras defenestradas em seu lançamento converterem-se em objetos de culto, anos depois. Talvez seja o caso aqui.

Ler Artigo »
Arte
Wesley Pereira de Castro

“Mas, afinal, quem vive?”, ou o que pode ser dito sobre uma obra que fala tudo?

Aprioristicamente, não há mais nada a ser acrescentado às variegadas análises que foram feitas sobre este clássico inicialmente subestimado da cinematografia estadunidense. Quando foi lançado, ele resultou num fracasso de bilheteria, o que foi ressignificado a posteriori, quando veio à tona a versão particular do diretor, sem a narração em ‘off’ e o final feliz imposto pelos produtores. Os críticos ocuparam-se em diagnosticar a genialidade da obra, que converteu-se em objeto de culto. E, quanto mais revemos este extraordinário filme, mais descobrirmos algo sobre ele – e, por extensão, sobre nós mesmos…

Ler Artigo »
Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Tão estúpido e ignorante – e, ainda assim, amado por alguém”: ou de como sentimo-nos diante da genialidade joyceana!

É mui aplaudível que algum cineasta ouse adaptar o mais famoso livro de James Joyce, o que foi feito esplendidamente pelo norte-americano Joseph Strick [1923-2010], num filme que recebeu a capciosa tradução de “A Alucinação de Ulisses” (1967). Por causa da audácia demonstrada pelo realizador, junto ao co-roteirista Fred Haines [1936-2008], este filme mereceu a indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Não foi laureado, infelizmente, e causa estranhamento que este petardo fílmico não seja melhor conhecido. Falemos um pouco sobre ele, daqui por diante…

Ler Artigo »

LOGIN

REGISTAR

[wpuf_profile type="registration" id="5754"]