Quando menos se espera
O inusitado abalroa-nos
Não se sabe bem como, nem porque
Chega-nos inexplicavelmente
Para além das nossas expectativas
Ou para aquém
Ou mesmo para quem não espera
Chega
Por isto esperamos
Esperar para que<‘
Não se sabe nem onde
Não se sabe nem quando
Não se sabe bem como
Menos ainda se sabe porque
Porém sabe-se que virá
Porque sempre vem, inesperadamente
E como vem, esperamos
E esta é a profissão de fé
Ter esperança!
Antológicas página 24.



