
Os policiais evangélicos, as crianças e os orixás nas escolas
É fundamental abordar e valorizar as religiões afro-brasileiras na escola.
Cientista social, mestre em Ciências da Religião, doutor em Antropologia Social. Professor colaborador do Centro Universitário FMU (São Paulo, Brasil), pesquisador do grupo Áfricas (UERJ-UFRJ), e coordenador do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Desenvolveu pesquisa de doutorado sobre o pentecostalismo em Moçambique e no Brasil. Email: silas.fiorotti@gmail.com.
Artigos deste autor:

É fundamental abordar e valorizar as religiões afro-brasileiras na escola.

As populações do mundo mostram-se mais conscientes a respeito das interferências danosas do poder econômico sobre as políticas públicas.

Há uma proliferação de influenciadores e divulgadores científicos brasileiros que estão numa cruzada contra aquilo que consideram práticas pseudocientíficas e também contra práticas religiosas supostamente danosas. Estes influenciadores tendem a ser extremamente pueris quando tratam da religião.

Se terminamos 2023 com muitas notícias ruins, o ano de 2024 trouxe uma nova onda de rebelião popular.

As eleições gerais ocorreram no dia 09 de outubro em todo território moçambicano. Todo o processo eleitoral, desde o recenseamento prévio dos eleitores, segue com diversos indícios de fraudes e, consequentemente, com diversas contestações dos partidos de oposição e dos observadores.

Resenha de livro: Rodney, W. Como a Europa subdesenvolveu a África. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2022, 352p.

O Brasil enviou, neste mês de julho, seus melhores atletas para os Jogos Olímpicos de Paris. Muita gente ficou indignada com a cafonice das roupas fornecidas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para os seus 277 atletas participarem da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Mas será que nós brasileiros estamos nos conformando diante de tanta cafonice? Será que houve um embotamento geral da nossa sensibilidade estética?

Vamos nos inspirar em pessoas corajosas e lutar efetivamente por um mundo melhor, lutar contra toda mentira e injustiça. Salve Heba Abu Nada!

A sociologia da religião, a partir dos estudos do Max Weber e do Ernst Troeltsch, utilizou a nomenclatura seita de uma forma diferente. Então, igreja ou instituição, por um lado, e seita, por outro lado, não são organismos distintos, mas sim tipos ideais, tipologias ou ferramentas para se analisar os processos que ocorrem nos grupos religiosos.

Há quem veja semelhanças entre essas últimas eleições e as eleições anteriores, e semelhanças com os recorrentes conflitos entre a Renamo e a Frelimo. Será que a mesma história está se repetindo? No entanto, agora a Renamo já abandonou as armas e seus apoiadores aparentemente não são provenientes apenas de determinadas regiões e populações do centro e do norte de Moçambique.

Não sou nenhum especialista em inteligência artificial, mas diante dos avanços da tecnologia a gente fica se perguntando se estamos lidando com algo minimamente neutro ou se a tecnologia em questão segue alguma ideologia.

Junho de 2013: jovens periféricos tomaram as ruas de diversas capitais brasileiras. Foram jornadas de caráter autônomo, apartidário, horizontalizado e libertário que reivindicavam principalmente a ampliação da democracia, a ampliação da participação política direta, a ampliação dos direitos, e a distribuição efetiva da riqueza.

Resenha de livro: Diawara, Manthia. Em busca da África: pretitude e modernidade. Tradução: Denise Bottmann. Rio de Janeiro: Zahar, 2022, 413p.

Chegamos ao fim de 2022 com a sensação de que faltou espaço para celebrar as trajetórias de gente sábia e sensível como Bell Hooks (1952-2021), Desmond Tutu (1931-2021), Elza Soares (1930-2022), Betty Davis (1944-2022), Lygia Fagundes Telles (1918-2022), Jean-Luc Godard (1930-2022), e de outras pessoas que nos deixaram nos últimos meses.

Resenha de livro: Isaacman, Allen F.; Isaacman, B.S. Mozambique’s Samora Machel: A Life Cut Short. Athens: Ohio University Press, 2020, 258p.

Por que a lei paulista de liberdade religiosa é problemática? A minha crítica recai especificamente sobre: (1) a concepção de liberdade religiosa presente na lei; (2) a proposta do estabelecimento de parcerias entre o poder público e as organizações religiosas para promover a liberdade religiosa; (3) o preconceito subjacente contra as religiões afro-brasileiras; (4) a intenção de cercear o trabalho docente na educação básica; e (5) a aparente ausência de ampla interlocução com os profissionais da educação básica e com as comunidades religiosas afro-brasileiras.

Por que as missões evangélicas que atuam na Amazônia brasileira silenciam diante dos ataques aos povos indígenas e da atuação da bandidagem nos territórios indígenas?

Resenha do livro: Spyer, Juliano Andrade. Povo de Deus: quem são os evangélicos e por que eles importam. São Paulo: Geração, 2020, 284p.

Resenha de livro: O’Donovan Jr., Wilbur. “Cristianismo bíblico na África moderna”. Lichinga (Moçambique): SIM / Nexo, 2013, 264p.

Moïse Mugenyi Kabagambe, refugiado congolês de 24 anos, foi torturado e morto, no dia 24 de janeiro de 2022, na orla da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Não podemos tratar o caso de Moïse como mais um caso isolado ou como um problema somente do atual governo.
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