
A incredulidade do missionário diante dos crentes africanos
Resenha de livro: O’Donovan Jr., Wilbur. “Cristianismo bíblico na África moderna”. Lichinga (Moçambique): SIM / Nexo, 2013, 264p.
Cientista social, mestre em Ciências da Religião, doutor em Antropologia Social. Professor colaborador do Centro Universitário FMU (São Paulo, Brasil), pesquisador do grupo Áfricas (UERJ-UFRJ), e coordenador do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Desenvolveu pesquisa de doutorado sobre o pentecostalismo em Moçambique e no Brasil. Email: silas.fiorotti@gmail.com.
Artigos deste autor:

Resenha de livro: O’Donovan Jr., Wilbur. “Cristianismo bíblico na África moderna”. Lichinga (Moçambique): SIM / Nexo, 2013, 264p.

Moïse Mugenyi Kabagambe, refugiado congolês de 24 anos, foi torturado e morto, no dia 24 de janeiro de 2022, na orla da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Não podemos tratar o caso de Moïse como mais um caso isolado ou como um problema somente do atual governo.

Por que diversas lideranças evangélicas não querem enfrentar efetivamente a questão dos atos de intolerância religiosa cometidos por evangélicos no Brasil?

Resenha de livro: Marguerat, Daniel. Vida e destino de Jesus de Nazaré. Tradução de Francisco Morás. Petrópolis: Vozes, 2021, 384p.

Os pastores evangélicos brasileiros frequentemente retomam o discurso da defesa de algum governante baseado na ideia bíblica da “autoridade constituída por Deus”. Será que trata-se de uma doutrina cristã inequívoca e incontestável? Será que há algum consenso entre os cristãos sobre a ideia da “autoridade constituída por Deus”?

Os mais diversos grupos evangélicos brasileiros não constituem um bloco monolítico e os crentes evangélicos muitas vezes adotam posicionamentos distintos das lideranças de suas igrejas. Isto não está em questão. Mas será que é possível fazer algumas generalizações sobre todos os evangélicos brasileiros?, será que é possível apontar algumas características comuns que são encontradas em todos os grupos evangélicos brasileiros?, será que algumas generalizações podem ajudar as análises a respeito dos evangélicos brasileiros?, o que dizer do projeto de hegemonia religiosa dos líderes das grandes igrejas evangélicas?

Comentário sobre o filme “O menino que descobriu o vento” [The Boy Who Harnessed The Wind] (Longa-metragem. 113 minutos. Reino Unido / Maláui, 2019). Direção: Chiwetel Ejiofor.

Resenha do livro Arte Africana de Frank Willett (Tradução: Tiago Novaes. São Paulo: Edições Sesc / Imprensa Oficial, 2017, 312 p. il.). Frank Willett (1925-2006)

A tentativa aqui é listar, de forma resumida, os crimes de Jair Messias Bolsonaro e de seu governo que estão dentro deste plano genocida.

Não venha cobrar lucidez de um brasileiro após este terrível ano de 2020 sob o governo Bolsonaro. Gostaria de ter dedicado mais tempo para refletir sobre diversos acontecimentos que ocorreram e ocorrem em contextos africanos, sobre arte, sobre espiritualidade, mas não foi possível. Praticamente toda nossa indignação volta-se ao contexto brasileiro.

Em pleno Dia da Consciência Negra (20 de novembro), o Brasil acordou com a notícia e as imagens do assassinato de Beto Freitas (João Alberto

Como se comporta o eleitor evangélico brasileiro? O eleitor evangélico mostrou-se o mais vulnerável e suscetível a seguir a opção política indicada por seu líder religioso.

Resenha do livro “O Destino da África: cinco mil anos de riquezas, ganância e desafios” de Martin Meredith (Tradução: Marlene Suano. Rio de Janeiro: Zahar, 2017).

No dia 15 de outubro comemora-se o Dia do Professor no Brasil. No entanto, já não se vê grandes comemorações por conta desta data. Nenhum

O que ocorre na Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola? Trata-se apenas de um “problema interno” da igreja? Ainda é cedo para

É imprescindível discutir sobre a concepção de laicidade que está se constituindo no Brasil, é preciso estabelecer alguns limites mínimos para a liberdade religiosa, algo que seja minimamente aceitável, e coibir as atividades criminosas no meio evangélico. Se os pastores acham que propor algo assim trata-se de perseguição contra os evangélicos, então pelo menos respondam algumas questões concretas.

Por que pedir “prudência” e “cautela” para a população pobre que se vê totalmente abandonada pelo governo Bolsonaro? Por que desqualificar as manifestações da população pobre que, por sua vez, é aquela que mais sofre neste momento de pandemia?

A disputa pela educação básica faz parte do projeto das grandes igrejas pentecostais rumo a uma hegemonia religiosa no Brasil.

O que dizer quando os discursos evangélicos se colocam frontalmente contra a saúde pública? O que dizer quando os discursos evangélicos colocam em risco a saúde de toda a população?

“Não há como combater o racismo e a intolerância religiosa nas escolas [brasileiras] sem abordar, com muito respeito e admiração, a história do negro no Brasil, a cultura afro-brasileira e as religiões afro-brasileiras.”
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