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Aos românticos que cantam as flores, os ventos, os climas, as luas, os sóis e os amores.

Aos românticos que cantam as flores, os ventos, os climas, as luas, os sóis e os amores.

Poetas do mundo na aldeia

Trovadores de minha primeira emoção

Que acenderam em mim candeia

E fizeram-me ouvir vibrante sua canção

Pudera entrementes ser simples amante

Quisera também ter clara intenção

Seria portanto, assim, um ser cantante

Faria destarte límpida alusão. . .

Só quem do rumo vive desgovernado

E tudo em si vibra dissonante

Sabe que sou mero grito trespassado

Sem ter conseguido amar ou ter amantes

Transgressor que segue decepcionado

Nunca podendo versejar com’era dantes.

                                         O poeta moderno.

Antológicas, página 99, também intitulado: Soneto do poeta moderno.

Imagem de capa: Domínio público, por Pixabay.

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