Contributos Éticos para o Estatuto Jurídico do Embrião Humano

Como sabemos, a constituição de embriões humanos fora do corpo da mulher resultou de investigação biológica e clínica, cujo objetivo era tratar casais inférteis que procuravam ajuda médica por causa da incapacidade para procriarem. Desde o nascimento, em 25 de julho de 1978, do primeiro ser humano – Louise Brown, no Reino Unido – resultante da fecundação de ovócitos, retirados por técnica cirúrgica do ovário da mulher, com espermatozoides emitidos pelo homem após estimulação peniana, sendo esta fecundação seguida da constituição de embriões em laboratório (in vitro) e da sua introdução no útero, que se instalou um debate técnico-científico, ético-moral, sociojurídico, religioso e político, primeiro no Reino Unido, depois na Europa. O embrião humano, desde que a técnica de reprodução humana artificial surgiu, tem sido um sinal de contradição na sociedade atual, tornando este debate, quer do ponto de vista emocional, quer intelectual complexo por se estar diante de uma questão que ultrapassa a própria técnica. Nem tudo o que é a técnica permite fazer é eticamente desejável e aceitável realizar. 

Luísa Paixão convidada a analisar a sua obra de eleição de José Saramago

Na passada terça-feira, dia 2 de agosto, o Centro Cultural e Galeria Anjos Teixeira, sediado no Funchal, na ilha da Madeira, contou com a presença da professora Luísa Paixão, no âmbito do ciclo de conversas sobre as obras literárias de José Saramago. Importa recordar que esta iniciativa, intitulada “Palavra Resistente. Com Saramago”, traduz-se numa sequência […]

“Ninguém nasce odiando”: reflexões sobre a Educação Inclusiva e a prevenção da discriminação nas escolas

A proliferação dos discursos xenófobos e racistas, disseminados por partidos neo-totalitários, um pouco por toda a Europa obrigam à veemência de uma resposta pelas sociedades dos Estados de Direito Democrático. A defesa intransigente da Igualdade como construção histórica deverá estar no centro da ação humana, por isso além do combate requere-se a prevenção e a formação das próximas gerações, tendo por horizonte a erradicação de todas a formas de discriminação.