O novo petardo do preto que, definitivamente, não “passou a vida em branco”…

Em 2019, o ‘rapper’ Djonga volta à cena com “Ladrão” e presta-se magistralmente à explanação de seus temas-chave, dialogando tanto com admiradores quanto detratores. Na faixa-título do novo disco, a sexta, ele dispara: “você piscou, eu já tô no terceiro/ Tem gente que nem entendeu o primeiro inteiro/ Arte é pra incomodar, causar indigestão/Antes de tu engolir, te trago um prato cheio”. Definitivamente, precisamos falar sobre este artista!

Das possíveis concatenações entre política e religião

Divergências ideológicas à parte, não é um despautério afirmar que o papa atual demonstra-se bem mais progressista que os seus antecessores, conforme percebemos no documentário “Papa Francisco: Um Homem de Palavra” (2018), dirigido pelo consagrado cineasta alemão Wim Wenders.

Quando ver um filme torna-se uma necessidade sociológica ou a falibilidade proposital das convenções de gênero como evento (auto)crítico

Ao final da sessão, não faltarão hordas de espectadores e/ou críticos que apressar-se-ão em “explicar” os significados ocultos do versículo bíblico reiteradamente apresentado ao longo da projeção, o décimo primeiro versículo do capítulo 11 do livro de Jeremias, que prediz: “portanto, assim diz o Senhor: eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei”. O que este vitupério acrescenta à nossa leitura alardeada de um dos filmes mais fascinantes deste ano recém-iniciado?

A justiça em Portugal


(…) à nona semana de 2019 atingiu-se a dúzia de mortes por violência doméstica em Portugal – é preciso escrever mais ou já parece certo que algo irá mal com a nossa justiça?

Ventos de outrora

O mês de janeiro foi marcado por acontecimentos aparentemente anacrónicos, relativamente a quem se habituou há muitos anos a viver em democracia. No ano do 25 de abril, eu tinha 11 anos. Ainda conheci ideias retrógradas e comportamentos típicos de um regime político que, na minha ingenuidade juvenil, eu achava injustos e desagradáveis. No entanto, […]

A (des)esperança no cinema moçambicano: o trem que não espera as lágrimas dos espectadores secarem…

Em 2018, o cinema moçambicano passou a ser amplamente noticiado: pela primeira vez, um filme deste país foi submetido à candidatura para uma possível vaga entre os indicados a Melhor Filmes Estrangeiro do prêmio Oscar. Infelizmente, o filme em pauta não foi selecionado, mas, mesmo assim, isto garantiu um incremento internacional na audiência do filme “Comboio de Sal e Açúcar” (2016), dirigido pelo brasileiro, radicado há várias décadas em Moçambique, Licínio Azevedo.

VOCÊ ESTÁ CERTO, DESDE QUE CONCORDE COMIGO!

O aumento das interações sociais pelos meios eletrônicos tem demonstrado que grande parte dos seres humanos possui uma autossuficiência baseada apenas em suas ideias e convicções. O que causa estranheza é a capacidade de se utilizar apenas de suas ideias para firmar determinada convicção acerca de algum assunto, desqualificando qualquer opinião contrária à sua. Tal […]

O papel das ilhas na formação das Plataformas Continentais

Inicialmente relacionado com as condições climatéricas (de marés) e acidentes de solo marítimo, o conceito jurídico de ilha foi-se alterando e foram elaborados desenvolvimentos doutrinários que marcaram decisivamente o rumo de desenvolvimento desta noção nas diversas Conferências sobre o Direito do Mar que tiveram lugar. Após a Declaração do presidente norte-americano Harry Truman sobre a […]