Pela janela uma chuva miúda e mansa cai e me remete directo a um saudosismo irresistível.
Penso em Lisboa e na humidade que cobre encostas e telhados de diferentes cores, nas ruas sinuosas e encharcadas que transformam passos transeuntes em escorregadios e incertos, nas folhas das árvores que balouçam resistindo ao vento que corta e penetra corpos, fazendo sentir-se na pele sua força e seu “toque” invisível.
Lembro das calçadas em pedra, desenhadas e dispostas como mosaicos enfeitando como passarela ruas, becos e vielas cheias de vida, memória e história.
Lembro das águas tristes e plácidas de um Tejo em dia de nuvens, quando o céu se desabotoa e as águas de cima encontram as águas de baixo e juntas desembocam e encontram o mar.
Tão bonito!


Lembro das cores de Lisboa: o laranja, o ocre, o pêssego, o amarelo e toda a variação das cores do arco-íris, lindas quando iluminadas pelo astro-rei, mas não menos belas quando são lavadas pelas águas que vem do céu. Se fossem uma tela as cores se transformariam em rascunhos impressionistas das existências contidas no interior de suas fachadas.
Belo quadro!


Lembro dos eléctricos subindo e descendo encostas, se estreitando entre ruelas que avançam sobre casas, ou talvez o seu contrário: casas que avançam sobre ruelas; que em movimentos sobre trilhos descortinam espaços, mostram lugares, passeiam por diferentes vistas e apresentam uma cidade de luzes tímidas e em tons mate… romântica e bela…
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