Uma Sociedade de Performance


Segundo diferentes teóricos a sociedade de princípios do século XXI deixou de ser disciplinar, como ocorria nos séculos XIX e XX e passou a ser de performance. O que significa dizer que exige-se das pessoas estar todo o tempo hiperconectadas, ser multitarefas, e estar em um estado permanente de euforia e felicidade. Tudo que esteja […]
Congresso “Tempos Modernos, Jornadas Antigas“


Será realizado em Lisboa, dias 15 e 16 de novembro, o IV Congresso de História do Trabalho, do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal, e, III Congresso do Observatório para as Condições de Trabalho e Vida. O título desses eventos é “Tempos Modernos, Jornadas Antigas”. A data limite para apresentação de trabalhos é […]
“Fizemos um acordo: eu filmava o trabalho; ele filmava a diversão!”


Ainda que descrevam uma rotina de labuta que consome mais da metade das horas de cada dia (incluindo os domingos), os toritamenses enumeram vantagens financeiras preferíveis em relação à estabilidade empregatícia. Acham ótimo que não recebam um salário fixo, mas alguns percebem que estão apartados dos benefícios previdenciários, sobretudo no que tange às possibilidades de aposentadoria. Com o enrijecimento das regras supracitadas, os malefícios só pioram…
Mortos à Chegada


Andámos feitos loucos atrás de uma cenoura – uma vida inteira – para depois percebermos que não fizemos nada do que queríamos e que a maior parte das coisas que temos não são as que desejámos. O que é que se passou?
Atendimento à distância, adoecimento lado a lado: um segundo olhar sobre os atendentes de telemarketing


Segundo estatísticas, perda de audição, depressão e deficiências ósseas decorrentes de problemas posturais são os mais freqüentes no telemarketing. Existem vários estudos sobre a profissão, visto que a mesma é a principal demonstração do que se convencionou chamar de precariado, neologismo que advém da expressão “proletarizado precarizado”.
Quando o trabalho não dignifica…[um exemplo elíptico]


A fim de comentarmos a polêmica envolvendo a anunciada aprovação de uma reforma previdenciária que tende a tornar ainda mais calamitosa a situação dos trabalhadores brasileiros, servir-nos-emos de uma análise de um clássico filme japonês enquanto metáfora primeva do mal-estar hodiernamente generalizado. Trata-se de “A Mulher Inseto ou Tratado Entomológico do Japão” (1963), dirigido pelo mestre da ‘Nubaru vagu’ – nomeação particular para a ‘Nouvelle vague’ japonesa – Shohei Imamura (1926-2006).
O trabalhador invisível


Começo com uma pergunta simples:Você em seu cotidiano “vê” um gari?A pergunta pode parecer óbvia e alguns inclusive dirão: “mas é claro!”Mas será que de fato é assim?Acompanhe-me:Tempos atrás lia sobre um pesquisador que para desenvolver sua pesquisa de Mestrado na área de Psicologia Social vestiu-se de gari um dia por semana durante um período […]
Trabalho, teocracia & humanização


A humanização do ser humano é um pleonasmo. Um pleonasmo infelizmente necessário. Será o homem apenas carne e sangue, ou existe no ser humano algo mais? A dimensão teocrática – exposta neste texto – vê no trabalho um processo de humanização que através das suas características e funções profissionais devem estar ao serviço da humanidade, […]
