Recomendação musical de um aniversariante perpetuamente apaixonado pela violência dos paradoxos da vida: “o telefone nunca mais tocou/ Cadê você?”

Depois de assistir a um clássico hollywoodiano [“A Fonte dos Desejos” (1954, de Jean Negulesco)] que serviu como metonímia para a mudança de ciclo em questão, no que tange à percepção de que dificuldades românticas são enfrentadas com diálogo e apoio mútuo, o articulista refletiu acerca do que escrever em sua coluna semanal. E lembrou de um álbum brasileiro que mexeu bastante com seus sentimentos, de modo que faz questão de recomendá-lo publicamente. Trata-se de “Viver e Morrer de Amor na América Latina”, do pernambucano Johnny Hooker, lançado em 5 de dezembro de 2025.

“A novela é uma ferramenta de transformação social”, lemos num folheto. Será que ainda procede?

Dirigido pelo mesmo realizador da ótima comédia “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva” (2017), “A Vilã das Nove” (2024) conta a história de uma preparadora vocal chamada Roberta (Karina Teles, ótima como sempre) que, durante um passeio num aquário público com a sua filha Nara (Laura Pessoa), é chamada de Eugênia, por uma mulher que alega desconhecer. Ao ajudar um ator pernambucano (vivido por Rodrigo Garcia, que parece compartilhar um dilema que aconteceu consigo) a perder o seu sotaque característico, ela é convidada para a festa de lançamento de uma telenovela chamada “A Má Mãe”, e fica espantada ao acompanhar o enredo da mesma…