“A Bahia está órfã – e a cabeça branca vai rolar!”, ou de quando o cinema combate (e contamina-nos com o mais sincero afeto)


Há amores que surgem da revolta, da necessidade de reagir à malevolência. É o que se pode dizer, para alguns, do violentíssimo curta-metragem “O Fim do Homem Cordial” (2004, de Daniel Lisboa), que dura menos de três minutos, mas causou um rebuliço no panorama nordestino brasileiro, quando lançado. O título, aliás, faz referência a um conceito adotado pelo historiador e sociólogo brasileiro Sérgio Buarque de Holanda [1902-1982], no livro “Raízes do Brasil”, que serviu como compreensão expandida para traços de personalidade que se associaram ao “jeitinho brasileiro”, como a generosidade, o caráter hospitaleiro e as emoções excessivas. Isto explica a sujeição ao colonialismo?
