“Aos domingos, era diferente…”: ou de quando o mínimo, na realidade, converte-se em fantasia!

Tu já ouviste falar de um média-metragem porto-riquenho chamado “Modesta” (1956, de Benjamin Doniger), sobre a criação espontânea da LML (Liga das Mulheres Liberadas), no interior de uma região insular? No roteiro, as esposas do bairro Sonadora, no município de Guaynabo, cansadas de serem maltratadas por seus maridos, reúnem-se e exigem tratamentos básicos, como os direitos de não serem espancadas e de receberem o auxílio de seus companheiros na educação dos filhos. Isto não deveria ser algo elementar num matrimônio?

É válida uma cobertura de festival baseada em apenas metade da programação vista? Por que torcemos por obras específicas em premiações?

Neste texto, comentamos algumas experiências vivenciadas na quinquagésima oitava edição do Festival de Cinema Brasileiro de Brasília, que ocorreu entre 12 e 20 de setembro de 2025. Esta última data corresponde à noite de premiação, em que serão conhecidos os filmes eleitos pelos jurados e público presente nas diversas seções competitivas do evento. Porém, a lista de laureados não esgota o interesse no que foi visto, pois quase uma centena de produções, entre curtas e longas-metragens, foi exibida na edição atual deste festival, vários deles em mostras paralelas e não competitivas.

“Colhendo cerejas com as bordas da saia”: o experimentalismo enquanto religião, a sensualidade como modo de vida!

Autodefinido como “um evento que visa fomentar a cultura do audiovisual, através de experiências que questionam a noção e produção da imagem em movimento”, o Festival Ecrã chegou à sua sexta edição em 2022, com duas etapas de exibição das obras: uma presencial, no Rio de Janeiro, entre os dias 01 e 10 de julho; e outra virtual, entre os dias 16 e 24 do mesmo mês. Na ocasião, estrearam várias produções brasileiras e internacionais, que tinham em comum a associação com o rótulo “experimental”.