“Tu tens medo das garotas do Instituto?”, ou de como se estabelece a autoria…


Numa abordagem sobremaneira sensível e repleta de inserções orgânicas de discussões sobre o feminismo, experimentado na práxis, Márta Mészáros chamou positivamente a atenção de quem conseguiu ter acesso à sua obra, então subjugada pelas limitações de circulação advindas da Guerra Fria. Até que ela vence o Urso de Ouro em Berlim com “Adoção” (1975), quiçá o seu filme mais célebre, e é sobre ele que falaremos a partir de agora, visto que, mais uma vez, como o próprio título antecipa, uma abordagem centrada no abandono familiar é posta em primeiro plano. Neste caso, o encontro entre Kata (Katalin Berek) – uma funcionária de fábrica com mais de quarenta anos de idade, que deseja ter um filho – e Anna (Gyöngyvér Vigh) – interna de um instituto público que namora um rapaz da cidade, sem o consentimento de seus pais – estimulará uma reflexão sobre reconexões afetivas, num filme que evita a tendência hollywoodiana ao melodrama, ainda que a trama possua diversos elementos que poderia conduzir a isto…
Às portas do futuro


Chegámos a 2020, sem quase ter dado conta de que duas décadas se escapuliram após a viragem do século! E nunca como agora senti que uma grande viragem de paradigma está neste preciso momento a acontecer na vida humana que obrigará a mudanças profundas na forma de viver e na mundovisão dos nossos descendentes, filhos […]
Ensino Domiciliar: avanço ou retrocesso na gestão democrática da escola?


A proposta de ensino domiciliar no Brasil parece contemplar uma aspiração antiga das famílias mais ricas, que terão condições de contratar bons professores para acompanhar seus filhos, com o objetivo de formar um sujeito que esteja de acordo com os valores familiares próprios de cada lar. Essas famílias, além de serem formadas, em sua maioria, […]
Quem tem medo do Lóbi mau


E é isto… O lobo é para a Capuchinho Vermelho o que um Lóbi é para nós: uma ameaça à nossa capacidade de pensarmos pela nossa própria cabeça; sermos curiosos e irmos mais longe do que temos ido, enquanto sociedade.
