Perder-nos-emos nesse tempo? (ou daquilo que um filme nos faz sentir e pensar…)


O ótimo filme “A Noite Amarela” (2019, de Ramon Porto Mota), produzido antes da pandemia de COVID-19, que dividiu o primeiro quartel do Século XXI em períodos radicalmente distintos, exibe de maneira involuntariamente nostálgica como os jovens se divertiam em Campina Grande, cidade paraibana. A fim de celebrarem o fim do Ensino Médio, um grupo de sete adolescentes, com sexualidades múltiplas, resolve passar alguns dias na casa do avô de uma delas, Mônica (Ana Rita Gurgel), quando coisas estranhas começam a acontecer…
“Basta colocar a panela em cima do fogo e comer o que sair, uai!” – ou de como é urgente contextualizar o que testemunhamos…


Num excelente livro, escrito em colaboração com a sua esposa Kristin Thompson, o teórico fílmico norte-americano David Bordwell analisa várias obras hollywoodianas através de um escopo aleatório, a fim de demonstrar algumas recorrências narrativas moldadas pelas convenções de gênero e pelas determinações do ‘studio system’ e do ‘star system’. E é assim que chegamos ao musical “As Garçonetes de Harvey” (1946, de George Sidney – rebatizado como “A Batalha do Pó de Arroz”, em Portugal), que – mesmo visto por acaso, numa sessão dominical de algum canal de TV – traz consigo lições valiosas sobre a lida cotidiana…
Pois rever é, também, reviver: a importância de (re)encontrar quem está mais à frente, no caminho!


Não obstante a entusiástica aclamação, por parte da crítica internacional, ao filme “Nomadland” (2020, de Chloé Zhao) – que culminou no recebimento do Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza e nos prêmios Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz, entre tantas outras láureas –, foi reclamado que este longa-metragem registraria […]
Já que “o mundo não é o mais o mesmo”, convém incorrer nos mesmos anseios, impedimentos e tendências?


Após uma negociação bastante tumultuosa, visto que a sua estréia nos cinemas não pôde ocorrer nas condições supracitadas, a Netflix adquiriu os direitos de distribuição do filme sul-coreano “Tempo de Caça” (2020, de Yoon Sung-Hyun). Por mais de um motivo, é uma recomendação valiosa nesta época de quarentena.
“A sexualidade é um espectro” ou algumas coisas (ruins) não têm fim…: a propósito de uma telessérie


As séries de TV alteraram significativamente o modo como nós consumimos produtos audiovisuais, reclamaria um analista midiático comportamentalmente apocalíptico. Mas há muito a ser dito, para além dos julgamentos de valor imediatamente derivados desta percepção assustada…
