O termo Funções Executivas tem sua origem nos estudos desenvolvidos pela Neuropsicologia, “caracterizam-se por um conjunto de processos cognitivos que envolvem o controle consciente do pensamento, do comportamento e da afetividade, como a memória operacional, o controle atencional, o controle inibitório e a tomada de decisões” (Stelzer, Cervigni, & Martino, 2010). Trata-se de uma área de interface entre a Neurociência e as ciências do comportamento. Está relacionada com um conjunto de habilidades essenciais para a aprendizagem e para a vida em sociedade.
E para falar um pouco sobre este tão importante assunto, é preciso primeiro escrever algo sobre o ambiente que o acolhe: o cérebro humano.
O Sistema Nervoso Central é um dos principais responsáveis pela vida humana. É ele que controla as funções do corpo e dá significado ao próprio viver. Entre as partes que compõem este Sistema está o cérebro.
O cérebro é organizado em regiões e funções, que se comunicam em uma bela sinfonia pesquisada de forma incessante pelos neurocientistas. Essas regiões são formadas durante a gestação, mas há uma região específica do cérebro que continua seu desenvolvimento até em média os vinte e cinco anos de idade, é a chamada pelos cientistas de córtex pré-frontal. Logo, considerando a faixa etária de nossas crianças matriculadas na Educação Básica, temos em mãos a maior parte desse tão importante desenvolvimento.
Esta região depende de estimulação externa para se fortalecer e é acionada quando precisamos dar respostas mais elaboradas a situações diárias que não podem ser respondidas automaticamente. Dividem-se em:
– Funções Executivas básicas
- Memória de trabalho: memória de curto prazo, que utilizamos para significar a linguagem e informações rápidas, de uso momentâneo;
- Controle inibitório: aquisição do autocontrole, foco, atenção;
- Flexibilidade cognitiva: capacidade de modificar um planejamento, um pensamento diante de novos estímulos ambientais. Está relacionada com a criatividade.
– Funções Executivas complexas
- Planejamento: capacidade de organização das ações e pensamentos do momento e do futuro, organização da própria vida;
- Resolução de problemas: envolve as funções anteriores e se lança ao pensar organizado, impulsionando novas conexões neurais e evocação da memória;
- Raciocínio: metacognição – o pensar sobre o pensar.
O trabalho educacional adequado dessas funções, com estimulação adequada e constante, tem impacto direto no desenvolvimento acadêmico de nossos jovens. Currículos escolares que considerem esse desenvolvimento acompanhados de profissionais plenamente conscientes da temática, são providencias urgentes a serem tomadas, se ainda há interesse em uma Educação Plena de sucesso.



