É tão funda e tão rasa
Maré de todo o luar
Tão profusa quando vaza
Quando cheia é carregar
Que trazendo o que leva
Fica triste e sem vagar
Carregando o que pode
Sem querer se admirar
Que é bem cheia que sacode
Todo esse nunca mais acabar. . .
Que bem cheia é que sacode
Sem querer se admirar
Carregando o que pode
Fica lesa a pervagar
Que trazendo o que leva
Quando cheia, é carregar
Tão profusa quando vaza
Maré de todo o luar
É tão funda e tão rasa. . .
Antológicas, página 110.



