Doutora em Comunicação – Literacia em Saúde, com a tese - O contributo das competências de comunicação dos médicos e enfermeiros para a literacia em saúde: O modelo ACP - Assertividade (A), Clareza (C) e Positividade (P) na relação terapêutica – Aprovada com Distinção – ISCSP, Lisboa. Mestre em «Novas Tecnologias Aplicadas à Educação – com especialização em comunicação em e-learning», pela Universidade Autónoma de Barcelona e Universidade Carlos III, Madrid (2007) , Pós-Graduada em Marketing pelo Instituto Superior de Gestão (1996) , Pós Graduada em Psicologia Positiva pelo ISCSP (2016), Pós Graduada em Direito do Ambiente, pela Universidade Católica Portuguesa (1991) , Licenciada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa (1990); Docente e formadora de inúmeros cursos de Comunicação e Literacia em Saúde, e Marketing em Saúde em instituições académicas e organizações de saúde (centros hospitalares, ARS). Formadora Sénior do ISPA Instituto Universitário de Psicologia Aplicada e da ESEL – Escola Superior de Enfermagem de Lisboa; Instituto de Higiene e Medicina Tropical

Artigos deste autor:

Comunicação
Cristina Vaz de Almeida

“Silver man”: o Homem do futuro

Daqui a 30 anos  número de pessoas com mais de 60 anos duplica (2050)  passando de 962 milhões em 2017 para 2,1 mil milhões em 2050. Se avançarmos ainda mais uns anos, até 2100, este número de pessoas com 60 ou mais anos passará a ser de  3,1 mil milhões: O mundo consolidado e florescente dos “silver man”.

Ler Artigo »
Comportamento
Cristina Vaz de Almeida

Telesaúde: os olhos da saúde

O médico “A” atende o seu paciente “B” às 15:00. B, com 75 anos, está sentado num sofá, na sua sala, após o almoço com a televisão ligada com o som alto. O médico cumprimenta-o, acenando com a cabeça, e pede-lhe delicadamente para baixar o som da televisão, para que a consulta possa decorrer com maior clareza.
B, levanta-se pesadamente do seu sofá e baixa o som da televisão, pois nesse momento não tem o comando para o fazer. O seu telemóvel fica numa posição que permite uma perspetiva da parca, pobre e pouco iluminada habitação em que B reside.
Nessa altura o profissional de saúde, após B ter agarrado de novo no telefone, pergunta-lhe se não existe problema de ele ter visto a sua casa? B sorri e responde-lhe que não há problema nenhum: “A minha casa é pequena e modesta e não tem nada que não possa ser visto”.
Nessa altura o médico fica com uma informação acrescida, pois consegue aperceber-se das condições de habitação que podem também ter tido alguma influência na pneumonia que B tem.
Com a permissão do paciente, o médico pede-lhe para que ele mostra a sua casa para vr como pode agir para melhorar alguns aspetos da habitabilidade que podem melhorar o seu estado de saúde.
Temos a sensação de que a telesaúde veio para ficar. A telesaúde pode trazer um profissional para dentro da casa do paciente, dando-lhe uma visão, de perto, do ambiente em que o paciente vive.
A telesaúde pode ser “os olhos da saúde” quando falamos em determinantes da saúde.

Ler Artigo »
Comportamento
Cristina Vaz de Almeida

Pandemia: Um CISNE NEGRO?

A pandemia provocada pelo vírus SARS – 2 mais conhecido por COVID – 19 parece ser um CISNE NEGRO, um conceito que se baseia na estrutura de aleatoriedade na realidade empírica (Taleb, 2007, p. 27).
Em 2007, Nassim Taleb descrevia um “CISNE NEGRO” como um acontecimento que reúne três atributos: 1) é atípico, encontra-se fora das nossas expetativas normais, porque nada que tenha ocorrido no passado pode apontar, de forma credível, para esta possibilidade; 2) reveste-se de um enorme impato; 3) e apesar do seu carácter desgarrado, a natureza humana faz com que construa explicações para a sua ocorrência depois de o fato ter lugar, tornando-o compreensível e previsível.

Ler Artigo »
Comportamento
Cristina Vaz de Almeida

Organizações que usam linguagem inclusiva são mais literadas

A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência apela para uma maior consciência dos estereótipos, e para os evitar como abstermo-nos de usar uma linguagem estigmatizante.
Em 2008 uma Resolução do Conselho de Ministros (nº 161/2008 de 22-10-2008)
adotou medidas de promoção da transversalidade da perspetiva de género na administração central do Estado e aprova o estatuto das conselheiras e dos conselheiros para a igualdade, bem como dos membros das equipas interdepartamentais para a igualdade.
Nesta resolução (2008) é afirmado que se devem “desenvolver práticas não discriminatórias da linguagem, tais como:
a) a referência explícita aos dois sexos e;
b) a neutralização ou abstração da referência sexual, recorrendo a uma mesma forma neutra para designar ambos os sexos (Resolução 161/2008).

Ler Artigo »
Health
Cristina Vaz de Almeida

Health skills: Beyond the biomedical

How knowledge, skills and attributes improve the effectiveness of health results and health literacy

Dealing effectively with human relationships (Moscovici, 1981), through adaptation to situational needs and demands (Wiemann, 1977, p. 17). This is a permanent challenge, above all, and nowadays, and particularly in the health area, it requires a herculean effort from health professionals.

In this context, competence is an important factor in the way individuals help to shape the world and not just how they deal with it (OECD, 2005, p. 5).

And in the health area, it is the competencies that allow the effectiveness of health results.

Ler Artigo »
Education
Cristina Vaz de Almeida

We’re all patient – Rights and duties

We’re all patient. Sooner or later. Because being patient doesn’t mean being sick.

In the life cycle, and so even before our birth, when we are growing up in our mother’s belly, she was probably followed from the beginning of her family planning consultation, went through a series of routine consultations, ultrasounds or measurements and evaluations, until birth. And then, we officially go our way in health, as patients.

 We’re like this, all patient, sooner or later.

Ler Artigo »
Comunication
Cristina Vaz de Almeida

Changing health behaviors: how to reach the patient-system by being “etic”

The evidence shows that different patterns of behavior are deeply rooted in the social and material aspects of people, as well as in their circumstances and cultural context (NICE, 2007, p. 6), economic, political (WHO, 2019).

Human beings are cultural beings, with an enormous capacity to survive adversity, who repeat behaviors often influenced by the behaviors of others (modeling) (Bandura, 1963, 1986). Social and economic contexts influence the degree of access, understanding and use of health services (Espanha, Ávila & Mendes, 2016).

In their experience, and among the behaviors that lead to various performances, the beliefs of individuals have an important role in their action for change. Beliefs are a potential of two ways, which act positively for change, when for example an individual believes that only Y food can improve health, or instead, beliefs serve as resistance and constraints preventing change, such as believing that only human faith cures the contamination of a virus, or that children’s urine is curative for some skin diseases (situations reported by several health professionals).

Ler Artigo »
Comunication
Cristina Vaz de Almeida

Investing in literate organizations beyond health: a path to health literacy

The evidence highlights the importance of reflecting on “literate organizations” (Brach et al., 2012) both in the health and social areas (and eventually others) with strong repercussions in increasing the level of literacy in health of individuals already well characterized by this low LS: elderly, people with socioeconomic deprivation, migrants (Sorensen et al., 2012), people with long-term and chronic illnesses, young people (Svendsen and others, 2020), long-term unemployed (Espanha and others, 2016).

Health literacy has always been associated with health domains, although it has started to be addressed in the area of ​​education (Simonds, 1974).

Ler Artigo »
Comunication
Cristina Vaz de Almeida

Health Literacy uses inclusive language

Having health literacy means that those who communicate must reinforce the correct access, understanding and use of health information, trough the encoding/decoding process (Hall, 1980) with the responsibility to promote inclusive, formal and informal communication. Literate organizations are also responsible for preparing teams to know how to give the correct access, understanding and use of their services (Brach et al., 2012).

Ler Artigo »

LOGIN

REGISTAR