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Às portas do futuro

Às portas do futuro

Chegámos a 2020, sem quase ter dado conta de que duas décadas se escapuliram após a viragem do século! E nunca como agora senti que uma grande viragem de paradigma está neste preciso momento a acontecer na vida humana que  obrigará a mudanças profundas na forma de viver e na mundovisão dos nossos descendentes, filhos e netos da geração dos que agora têm à volta de 50 anos.

Com efeito, nunca como atualmente se sentiram sinais de que as ideias que tínhamos como indelevelmente bem assentes na nossa mente poderão ser ameaçadas e mesmo derrubadas pelo surgimento da revolução tecnológica e da chamada inteligência artificial que irá modificar para sempre muitas áreas do saber e do saber-fazer, particularmente na indústria, na astrofísica e na saúde, entre outras.

Na realidade, esta revolução já muito avançou nestas duas últimas décadas, com o aperfeiçoamento dos smartphones, por exemplo, possuindo uma capacidade de memória que se tornou o prolongamento da do nosso cérebro. Também a robótica que começa a estar ao dispor dos médicos para se poder fazer cirurgias à distância ou ainda o desenvolvimento da telemedicina, por exemplo, são já a prova do quanto ainda se poderá evoluir nesse domínio que visará sempre a longevidade da vida humana até à mítica invenção do elixir da eterna juventude…

E sobretudo a recente consciencialização da questão das alterações climáticas veio transtornar e transformar mentalidades no que se refere à urgente e premente necessidade de alteração de hábitos e costumes humanos que julgávamos terem vindo e ficado para quase todo o sempre. A jovem Greta Thunberg que se tornou um ícone desta nova geração apenas deu o grito de alerta para a emergência de medidas a serem tomadas já amanhã, se possível. Essas medidas passam pelo microcosmos que é a nossa casa, onde individualmente podemos poupar água, reciclar o lixo, alterar hábitos alimentares, ingerindo menos carne, eliminando paulatinamente o plástico e consumindo alimentos biológicos e mais sustentáveis, por exemplo.  Ouvi na televisão que Portugal é o segundo maior consumidor de água na Europa per capita, pois cada português consome em média 122 litros por dia! Garanto, sobre o que acho mais sagrado, que não é o meu caso, porém, embora não o seja, há que ensinar outros a evitar o desperdício de água, alterando determinados comportamentos.

No entanto, os maiores exemplos vêm sempre de cima, dos governos de cada país que não só terão de criar leis que obriguem as suas populações a essa mudança de hábitos como, a um nível mais vasto, será imprescindível tomarem consciência da interdependência de todos para um melhor ambiente, para que a natureza não dê sinais terríveis de secas prolongadas, excessos de calor ou de frio, tempestades ou furacões. Esses entendimentos ao mais alto nível, além de urgentes, terão de ter em conta uma forte tomada de consciência de que todos somos interdependentes, indo além de fronteiras, povos e culturas, evitando guerras, olhando para as necessidades das populações mais pobres e vulneráveis, ao mesmo tempo que se torna imprescindível um maior equilíbrio socioeconómico, sem que a riqueza seja património apenas de alguns.

Infelizmente começam a surgir sinais sociais preocupantes em vários países de desconfiança no regime democrático, do consequente desinteresse pela política, do aparecimento de populismos e de individualidades com discursos populistas, embora aparentemente lógicos, de divulgação de notícias falsas na imprensa e nas redes sociais, etc.

Finalmente, haverá a constante necessidade de dar voz aos que menos a têm, através da solidariedade que terá de ser o fio condutor de associações e clubes locais, grupos culturais, organizações não-governamentais nacionais e internacionais, de forma a evidenciar a produção de novas ideias e preocupações, de dar azo à criatividade e de interagir com pessoas de diferentes países, línguas, raças, credos e culturas ou com diferenças de qualquer tipo, visando um mundo e um futuro auspicioso para todos.

Afinal, a união sempre fez a força e o futuro é já hoje! Bom 2020!

 

Imagem (Free-Photos) em Pixabay

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