Fala do tempo em que por Lisboa, dentro de caixotes,
as crianças iam crescendo ao pé das mães.
Ver págs 40 e 41 de Lisboa no cais da memória de E. Gageiro.
Nos caixotes esperam
Crescer e poder andar
E serem aquilo que eram
Quando ainda podiam voar
Agora sonham como voavam
E evocam nesse seu esperar
Os sonhos lindos que almejavam
Um dia poderem realizar
Serem felizes, serem gente
E para isso não lhes faltará lugar
Juntos àqueles que os protegem
Enquanto só podem sonhar…
Dia virá que às esquinas
Com sempre maior liberdade
Como cumpre às sinas
Serão toda a cidade.
Antológicas, pág 94.



