A verdade da alma

Está tudo tão confuso,
Que o real fica sem espaço.
Por que insisto no obtuso,
Se o tempo marca o passo?

Sonhos tornam-se (in)verdades,
Sem razão que se apresente.
Perco-me na falsidade
De um sentir incoerente.

In vino veritas revelam,
Mas há mais do que se diz.
Nem todas as vozes elevam:
In tempus veritas, por um triz.

Procuro um sentido inteiro
Num silêncio sem clamor,
Mas a alma é o derradeiro
Sentido da verdadeira dor.

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