Os primeiros passos já foram dados para que a Guiné-Bissau possa recuperar e repatriar todo espólio de Amílcar Cabral que está em posse da Fundação Mário Soares, em Lisboa. Entre os materiais estão manuscritos daquele que é considerado o pai fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana. Além de documentos originais, ainda existem CD e livros importantes que foram digitalizados pela fundação portuguesa.
O Governo guineense, em comunicado, disse que considera o espólio de Amílcar Cabral um “património histórico e cultural”, e que vai solicitar apoio de Portugal e das demais nações lusófonas para que esse património esteja em seu devido lugar, a Guiné-Bissau. O governo daquele país fez questão de agradece à Fundação Mário Soares pela recuperação e conservação do “acervo histórico-cultural de Amílcar Cabral”.
Hoje, o próprio secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Francisco Ribeiro Telles, afirmou que abertura e disponibilidade para contribuir no repatriamento do espólio de Amílcar Cabral para a Guiné-Bissau.
Amílcar Cabral nasceu na Guiné-Bissau em 12 de setembro de 1924. Era filho de cabo-verdianos e fundou o Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde. Sem ver os países livres da colonização, ele foi assassinado em 20 de janeiro de 1973.
Imagem: Fundação Amílcar Cabral (https://www.facebook.com/fundacaoamilcarcabral/)



