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Por trás do entretenimento: o uso dos animais como produto turístico

Por trás do entretenimento: o uso dos animais como produto turístico

Autoras: Ana Catarina Cardia e Filipa Andreia Faria, alunas da licenciatura em Turismo da Universidade Europeia – Faculdade de Turismo e Hotelaria. Coordenação: Prof. Anabela Monteiro

“Da natureza nada se tira a não ser fotos.
Nada se deixa a não ser pegadas.
Nada se leva a não ser recordações’’
– Princípios do Ecoturismo.

Existe em diversos locais em que os animais são um dos produtos turísticos, utilizados para atrair o visitante. Pretende-se com este artigo conscientizar a população de que os animais também precisam de ter direitos, devem-se respeitar.

Ética no uso dos animais

Do grego “ethiké” ou do latim “ethica” (ciência relativa aos costumes), a ética é o domínio da filosofia que tem por objetivo o juízo de apreciação que distingue o bem e o mal, o comportamento correto e o incorreto. Quando falamos em “valores éticos”, estamos a referir valores universais que são intrínsecos (ou deverão ser) ao Homem. (Portal Ver, 2007).

Embora o ser humano tenha inicialmente se sujeitado às leis naturais, violou o “contrato animal” quando se passou a considerar superior e a desenvolver práticas de domesticação de plantas e animais. A marca evolutiva do Homo Sapiens foi a exaustão dos recursos naturais, deixando um rastro de extinções ao longo da sua dispersão pelo planeta (Zimmer, 2003).

Desde zoos feitos para se tirarem ‘’selfies’’, com uma presença sistemática de negligência contra esses animais, por vezes recorrem a maus tratos para os animais estarem doceis para satisfazer o prazer do visitante. Masson e McCharthy (2001) fizeram uma das obras pioneiras sobre a vida emocional dos animais: ‘’Quando os elefantes choram’’, a qual juntou centenas de relatos de comportamentos de animais domésticos e selvagens, relacionando-os a sentimentos como medo, trauma, alegria, vergonha, solidão, amor, amizade, tristeza, depressão, violência, tortura, ciúme, compaixão, justiça e altruísmo, mostrando que os animais apesar de não poderem falar, têm sentimentos e merecem tal e qual como os humanos os seus direitos e a sua liberdade.

Pode-se abordar a ética no uso de animais em duas linhas teóricas: a deontológica e a utilitarista. A deontológica é a base do movimento designado “Direito Animal”, que considera os procedimentos como certos ou errados pelo que são e não pelas suas consequências. Os utilitaristas – influentes no meio científico – avaliam o certo ou errado pelas suas consequências, medidas pela análise do custo-benefício. Logo, deve existir igualdade de consideração de interesses dos seres sencientes independentes da espécie (Hötzel & Machado-Filho, 2004; Galhardo & Oliveira, 2006).

O uso de animais ainda é essencial para a manutenção e o funcionamento da nossa sociedade, seja para alimentação, desenvolvimento de tecnologias ou para companhia. Em 1959, William M.S. Russell (zoologista) e Rex L. Burch (microbiologista) fundam os três R’s da pesquisa em animais: Replace, Reduce e Refine.

• Replace é a substituição por metodologias alternativas (modelos matemáticos, cultura de células e/ou tecidos);

• Reduce é a diminuição do número de pesquisas utilizando modelos animais, redução do número de animais utilizados em cada pesquisa, melhorando o tratamento estatístico;

• Refine é o refinamento das técnicas, utilizar anestesia, cuidados pré e pós-operatório, reduzindo o sofrimento dos animais.

A opinião da sociedade é extremamente relevante para as alterações de padrões éticos a fim de reimplantar o equilíbrio na relação com a natureza, no entanto há padrões éticos aceitáveis para a utilização de animais (Raymundo, 2000):

1. Os profissionais envolvidos no manuseamento de animais de experimentação devem ter capacitação comprovada.

2. As experiências em animais apenas podem ser realizados após o investigador provar a importância do estudo para o avanço do conhecimento e demonstrar que o uso de animais é a única maneira de alcançar os resultados desejados.

3. Os métodos alternativos à utilização de animais tais como cultura de células e/ou tecidos, modelos matemáticos ou simulações em computadores, devem ser utilizados sempre que possível, evitando o uso de animais.

4. Os animais devem ser tratados com respeito e de forma humanitária.

5. Condições de vida apropriadas devem ser garantidas para os animais.

6. A otimização (mesmo animal utilizado para mais de uma pesquisa) do uso de animais deverá ser promovida pelos investigadores sempre que possível.

7. Todos os procedimentos relativos ao estudo devem ser justificados, sobretudo aqueles que causarem dor ou sofrimento aos animais.

8. As experiências que causam dor e/ou desconforto devem antecipar anestesia apropriada à espécie e ao tipo de experiência.

9. O bem-estar e a saúde dos animais utilizados em experimentos científicos devem ser assegurados.

10. O modelo animal deve ser de espécie apropriada à investigação proposta e ter proveniência e qualidade comprovadas.

É considerado como licitamente ético as experiências em animais que sejam de benefício direto para a vida e para a saúde humana e animal. Os ensaios com animais não são eticamente válidos, se houver métodos alternativos fidedignos para o conhecimento que se procura. O princípio ético de veneração pela vida exige que se tenha um ganho maior de conhecimento com um custo menor no número de animais utilizados e com o menor sofrimento dos mesmos. (Franciele Charro, 2016)

Ecoturismo como opção sustentável

No coração do norte do Quénia, existe uma unidade de ecoturismo, o Sarara Camp, que protege a vida selvagem dos elefantes e preserva a natureza. O objetivo é promover um equilíbrio entre o homem e a natureza.

Além de oferecer momentos para relaxar, o turismo em ambientes naturais proporciona uma vasta variedade de lugares para visitar, como piscinas naturais, termas e cascatas, bem como atividades que propagam um maior contacto com a natureza. O ecoturismo é uma forma de turismo que envolve a execução de atividades que visem divulgar e sensibilizar o turista para o património cultural, a flora e a fauna da região envolvente.

A generalidade das pessoas associa este tipo de turismo a viagens para o meio da natureza. No entanto, o ecoturismo é muito mais que ir para o meio da natureza e conhecer uma determinada região. É conhecer, é proteger e é participar ativamente para o desenvolvimento sustentável da região. É uma forma de turismo que visa ensinar o viajante no que diz respeito à preservação das características intrínsecas do local visitado, de modo que uma parte do programa de Ecoturismo pode envolver práticas de reciclagem, eficiência energética e conservação de água.

Para ser considerado Ecoturismo existem algumas regras/princípios que os viajantes devem seguir:

• O impacto negativo no meio ambiente incitado pela visita deve ser mínimo;

• A visita deve prover experiências positivas tanto para os turistas como para as pessoas da região;

• Deve existir um benefício financeiro associado, para a conservação da região;

• Acima de tudo, deve estar inerente uma sensibilização em relação ao meio político, ambiental e social envolvente.

O Ecoturismo é sinónimo de sustentabilidade se efetivamente tiver como base quatro aspetos essenciais: a proteção de recursos naturais; a valorização económica; a participação da população local; e o turismo como uma ferramenta de conservação.

O Ecoturismo tem conduzido a perspetiva de mudança na direção de uma maior consciência ambiental, no sentido do desenvolvimento em bases sustentáveis e vem ganhando importância, nas pousadas, hotéis de lazer, resorts e parques temáticos.

Elefantes nos dias de hoje

Os elefantes são animais magnificentes. O Elefante Africano tem um peso de nascimento de 120 kg e ele pode facilmente chegar a oito toneladas quando adulto. O elefante é o maior mamífero terrestre a habitar no nosso planeta, mas pode não estar connosco por muito mais tempo. De todas as criaturas do mundo, nada espelha a vida do homem como o elefante em termos de maturidade. Vivendo até à velhice madura de 70 anos, eles amadurecem de uma forma muito semelhante à dos seres humanos.

Por mais de 5.000 anos, os elefantes estiveram ao serviço do homem e, até poucos séculos atrás, perambulavam por grande parte do planeta. No início deste século, havia mais de 100.000 deles no Sião (Tailândia) e o número de espécies de elefantes asiáticos teria chegado a milhões. Hoje existem apenas 3.000-4.000 vivos na Tailândia, em uma população global estimada em 30.000. Os números diminuíram por uma série de razões, não só a caça, mas a maior ameaça que enfrentam agora é através do crescimento da população humana que invade as suas terras de pasto. Eles literalmente não têm para onde ir. (Adam Flinn).

Extinção da espécie

No início do século XX, havia proximamente 20 milhões de elefantes em África, mas em 1980 o número caiu drasticamente para 1,2 milhões. Em 2012, a população destes mamíferos diminuiu para 63% em comparação com o censo da população em 2002. A principal razão pela qual o elefante está em risco de extinção é o Homem. A população atual de elefantes no Continente Africano não ultrapassa os 500.000.

Infelizmente, o principal motivo da caça dos elefantes é o marfim, que continua a ser um dos materiais mais caros e cobiçados em alguns países. Na China, por exemplo, o quilo do marfim custa 2100 dólares, o que incita os caçadores furtivos a continuar a matar elefantes. É lamentável que muitas pessoas estejam apenas concernidas em conseguir dinheiro desta forma, independentemente da vida dos animais ou da sobrevivência da espécie.

Na realidade, a caça de elefantes tornou-se um negócio tão proveitoso no continente Africano que ultrapassou o cultivo e o tráfico de drogas ilícitas.
‘’Dentro de cinco anos pode ser demasiado tarde para salvar este magnífico animal”, afirmou Dune Ives, investigador da fundação filantrópica Vulcan, perante delegados de 20 organizações não-governamentais (ONG) e diversos governantes, no âmbito da exposição dos resultados do último censo de elefantes.

Com 25.000 a 30.000 animais abatidos anualmente, a mortalidade excede a taxa de natalidade da espécie, dado os elefantes terem apenas uma cria por cada gestação e esta demorar 21 meses. (Agência Lusa, 2015)

No entanto, uma proposta que parece estar a ser ouvida dentro das entidades governamentais de diferentes países africanos, está a assinalar que proteger os elefantes na natureza é mais rentável para esses países. A proposta visa gerar a consciência, nos escalões superiores, de que ter um elefante vivo é 100 vezes mais rentável do que ter um morto, isto tudo porque uma boa parte da renda per capita da maioria dos países do continente vem do turismo.

Devem ser aplicadas medidas para que o negócio do continente Asiático reverta e se evite a extinção da espécie. O objetivo passa por melhorar a coordenação entre os países e entre os vários organismos, uma vez que os elefantes se movimentam além-fronteiras e podem chegar a uma área de risco.

A China já aumentou a sua legislação para erradicar o tráfico ilegal de marfim e ajuda a treinar as equipas anti caça furtivas africanas, mas os resultados ainda tardam em chegar (Rita Ferreira, 2017).

Exemplos de boas práticas

Elephant Nature Park – Tailândia

Elephant Nature Park é um projeto situado na província de Chiang Mai, Tailândia. Estabelecido nos anos 90 tem como objetivo fornecer um santuário e centro de resgate para dezenas de elefantes que passam por dificuldades na Tailândia. O parque oferece um ambiente natural para diversos animais não só para elefantes, como para cães, gatos, búfalos e outros animais.

Missões:

1. Santuário de espécies ameaçadas: fornecem casas para estes animais, bem como contribuem para o seu bem-estar e desenvolvimento.

2. Restauração da floresta tropical: Um dos desenvolvimentos mais interessantes do parque é o programa de plantação de árvores na área circundante. O equilíbrio ecológico de plantas e animais será incentivado pela reintrodução da floresta tropical.

3. Preservação Cultural: manter, tanto quanto possível, a integridade cultural da comunidade local. Ao criar emprego e comprar produtos agrícolas localmente, estar-se-á a ajudar os locais a sustentar sua cultura distinta. Os gerentes de parques são recrutados localmente para supervisionar o progresso do parque.

4. Educação de visitantes: educar visitantes, indivíduos, grupos de estudo, escolas e partes interessadas. Ênfase na situação das espécies locais ameaçadas de extinção será apresentada de uma forma divertida e construtiva. Fases futuras incluirão equipamentos audiovisuais e outras ajudas educacionais modernas. Prevê-se que pequenas conferências e workshops sejam organizados no parque.

5. Agir de forma independente: de grupos de pressão e movimentos políticos que se consideram contrários ao bem-estar do parque e das criaturas sob os cuidados do parque. (Adam Flinn)

No sentido de criar relações entre humanos e elefantes, o parque apresenta uma grande variedade de visitas de dia ou de noite onde os visitantes podem estar em contacto com os elefantes durante um dia ou mais, sem terem a necessidade de os montar ou invadir o seu espaço, mostrando-lhes respeito, amor e confiança. Os grupos de visitantes têm a honra de desfrutar e observar a liberdade e felicidade dos elefantes, eles podem andar, correr, comer, tomar banho etc. no seu próprio ritmo e livremente. Apresentam também várias opções de voluntariado se os visitantes quiserem participar no desenvolvimento do parque e claro, na proteção destes animais.

Elephant Hills – Elephant Park – Tailândia

Elephant Hills é o primeiro acampamento de luxo da Tailândia, combinando a ideia de acampamento dos parques nacionais africanos com o ambiente da floresta tropical tailandesa. Oferecem 2-4 dias na natureza com passeios de aventura e em torno da belíssima área de Khao Sok (reserva natural). O Elephant Camp é composto por tendas personalizadas de luxo e tem sido operado com sucesso há mais de 10 anos. O flutuante Rainforest Camp, um dos únicos campos de tendas flutuantes de luxo do mundo, foi inaugurado em 2011 e está situado nas águas verde-esmeralda do Lago Cheow Larn.

Elephant Hills Elephant Experience é um conceito único que foi implementado em 2010, quando foi decidido que se gostaria de parar a equitação de elefantes, já que transportar turistas nas costas não é algo natural que os elefantes fazem. Devido a razões éticas não oferecem passeios de elefante em Elephant Hills, em vez disso, podem alimentar, dar banho e interagir com o maior animal terrestre da Ásia.

Após a experiência, os elefantes são libertados de volta ao seu habitat onde os visitantes podem vê-los brincar e interagir no seu ambiente natural.
Como resultado natural do seu profissionalismo, Elephant Hills recebe continuamente prêmios de prestígio.

Exemplos de más práticas

A verdade sobre a vida dos elefantes na Tailândia

Um dos países que mais maltrata os animais é a Tailândia, onde 3.800 dos 5 mil elefantes do país se encontram em cativeiro, sendo na sua generalidade usados para passeios ou exibidos em espetáculos. Eles precisam de ser treinados enquanto ainda são bebês e esse treinamento é torturante. As crias são afastadas das suas mães – o grupo familiar é muito importante para os elefantes – e são limitados em gaiolas em que mal se conseguem mover. Para destruírem os instintos e a natureza dos animais, os treinadores batem com cacetes e objetos perfurantes sem piedade durante dias a fio. Além disso, eles são privados de comida e sono por um bom tempo. Um elefante “treinado” custa até 20.000 libras no mercado negro.

As agressões continuam durante a vida toda do elefante, embora não tão constantes quanto no treinamento. Além disso, carregar humanos no lombo pode causar sérios problemas de coluna aos animais, que evidentemente não foram feitos para esse tipo de tarefa. A prática é uma das responsáveis pelo alucinante declínio da população de elefantes na Tailândia. Hoje o elefante asiático é considerado uma espécie em risco de extinção.

Embora os passeios sejam muito populares na Tailândia, as práticas cruéis aplicadas nos treinamentos repetem-se em outros países da Ásia, como o Nepal e a Índia (Natália Becattini, 2014).

Hannover Adventure Zoo

Investigadores da ONG PETA apanharam em câmara recentemente elefantes a receber chicotadas e pauladas no Zoológico de Hanôver (Hannover Adventure Zoo), localizado na Alemanha. A tortura, que ocorre com elefantes ainda crias, tem como propósito forçá-los a realizar truques para o público.

Os funcionários do zoológico usam um pau pontiagudo — “bullhook” — capaz de ferir a pele dos animais. O “treino” é feito em uma parte que não é acessível ao público do zoo. Porém, na frente dos visitantes, os elefantes também são feridos com um pau quando são “desobedientes”.

Circo ‘’Ringling Brothers’’

O circo localizado em Los Angeles já foi alvo da maior multa de sempre em novembro de 2011 ao abrigo da lei norte-americana de proteção animal, ‘’Animal Welfare Act’’ em 270 mil euros.

Uma organização de proteção dos direitos dos animas – PETA – divulgou imagens violentas nos bastidores do circo onde mostram a preparação da exibição dos elefantes, que são conduzidos pelos treinadores com o auxílio de ganchos de metal. Entre pancadas e gritos, os elefantes obedecem. “Este circo sujeita os elefantes a choques elétricos e mantêm-nos acorrentados durante dias a fio”, revela Delcianna Winders, diretora da PETA.

Apesar das imagens comprovarem tudo, o porta-voz do ‘Ringling Brothers’ afirma que as acusações são “completamente falsas” e que os seus profissionais “dedicam todo o seu tempo a proporcionar o melhor tratamento possível para os animais.’’ (SÁBADO, 2012).

Khao Kheow Open Zoo – Tailândia

Um elefante mergulha num tanque com água. Tudo isto enquanto um treinador está no seu pescoço e a puxar as suas orelhas. Este é aparentemente um dia normal para um elefante no Khao Kheow Open Zoo, localizado na Tailândia, é um dos poucos jardins zoológicos do mundo que apresenta este tipo de espetáculos de “natação” com elefantes.

Fotos do espetáculo mostram multidões ao redor do tanque, observando maravilhados. No entanto, a maioria das pessoas não sabem que os elefantes são repetidamente abusados para permitir estes espetáculos.
Como os passeios de elefante, esse desempenho de natação possivelmente utiliza os mesmos métodos de treino que são bastante cruéis. Inclui o uso de força, como bater, dar pontapés ou puxar o elefante. Para além disso, o uso da ferramenta “bullhook” é muito recorrente também.

Deve ser entendido que os humanos é que trabalham para os elefantes, não são os elefantes que trabalham para os humanos. Devem-se respeitar, amar e sobretudo cuidar. É preciso alertar as pessoas de todos os maus-tratos feitos aos animais nos bastidores do entretenimento, onde ninguém vê, se não os que lá trabalham. O facto de os humanos invadirem o seu habitat natural para poder tirar uma foto, é um fator stressante para os animais porque não é suposto estarem ali, não pertencem aquele lugar. Eles julgam que os humanos são uma ameaça pela maneira como nesciamente, entram pelo seu meio natural adentro, sem pensar no animal e consequência dos seus atos. Se as pessoas tivessem um pouco de noção, percebiam que os elefantes, tal e qual como muitos outros animais são selvagens, não são para serem domesticados, estão e deviam estar habituados a viver no seu habitat natural, na selva. Quando decidem começar a construir casas, acampamentos e a circular como se nada fosse na sua ‘casa’ eles entram em pânico e começam a correr, não pensando no que pode estar à frente.

Face à pesquisa dos seguintes exemplos: Elephant Nature Park, Elephant Hills (boas práticas) e Hannover Adventure Zoo, Circo ‘’Ringling Brothers’’ e Khao Kheow Open Zoo (más práticas) conclui-se que são necessários mais esforços para que este problema termine.

Infelizmente, as práticas de turismo com animais continuam a acontecer em todo o mundo. A grande maioria das pessoas continua a participar em espetáculos que os envolvam, podem não o fazer por mal, muito pelo contrário até o fazem porque gostam de animais, querem vê-los, tocar-lhes, brincar com eles, apenas não existe a informação que devia existir, porque os jardins zoológicos, as empresas de tours etc, não falam sobre o assunto pois não querem perder clientes, e claro dinheiro.

Mas o objetivo principal de utilizar os elefantes, é ganhar dinheiro com os turistas, a fim de controlar os elefantes e submetê-los a fazer truques ou funções para as quais não foram feitos, como transportar cargas pesadas ou pessoas nas costas, os treinadores de elefantes torturam estes animais ainda bebés, retirando-os das suas mães. Esse treino pode durar anos e muitos elefantes não sobrevivem, aqueles que sobrevivem, vivem em condições desumanas, com medo dos seres humanos.

É importante não alimentar este tipo de comportamentos e mais importante ainda é mudar a mentalidade de muitos indivíduos na nossa sociedade, apesar de todo o sofrimento e maldade que existe no mundo, existem sempre pessoas que procuram fazer a diferença, cada gesto, mesmo que seja pequeno, pode vir a salvar muitas vidas destes animais, mesmo assim ainda existe um longo caminho a percorrer para combater o abuso de elefantes e animais na indústria do turismo.

Bibliografia

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Imagem (Adrega) de uso gratuito em Pixabay

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