“Cuidado, nem todo mundo que te faz um afago gosta de ti”, ou de quantos Brasis existem dentro do cinema brasileiro…


Recebedor do prêmio Novos Olhares, no Festival Internacional de Curitiba Olhar de Cinema, “Idade da Pedra” (2024) dá continuidade aos experimentos narrativos e discursivos que o diretor Renan Rovida empreendera em “Pão e Gente” (2021), a saber, a musicalidade brechtiana, a exortação de esforços coletivos no enfrentamento ao Capitalismo e o aproveitamento actancial de um elenco, que ele próprio encabeça como ator, que possui vasta experiência teatral. Se, na produção anterior, a influência do dramaturgo alemão era mais explícita, nesta mais recente produção, há um flerte com as temáticas e intenções do chamado Cinema Marginal. Porém, há algo de excessivamente “limpo” no tratamento das imagens e situações, não obstante os personagens comumente revolverem o lixo.
Contra a crise que instaura-se como forma de governo, um cinema deambulatório…


“Os Sonâmbulos” antevê justamente o sentimento de derrota que atinge o Brasil atual, sob o (des)governo de Jair Bolsonaro: é um ambiente de perda generalizada, de uma sensação intensa de fracasso, que vai contaminando diuturnamente a população…
