O que faz um filme ser esquecido? Como impedir que isso ocorra? (À guisa de reflexão ativa, mais uma vez, com base num título argentino contemporâneo)


Protagonizado por um inspiradíssimo ator adolescente, Fernando Vergara – que aprendeu a dançar, para compor o seu personagem, Nelson –, “Vinchuca” (2024, de Luis Zorraquin) é assim intitulado porque associa as habilidades do protagonista na invasão de residências à letalidade do inseto barbeiro, transmissor da Doença de Chagas. O diretor e roteirista estabeleceu uma metáfora entre esta doença e a própria violência do narcotráfico, que atormenta historicamente a América Latina.
“Hoje é nós, e amanhã é nós de novo!”: ou de como erigir um lugar de fala em meio à contínua assimilação…


Goste-se ou desgoste-se do ‘funk’ contemporâneo, há algo valiosamente expressivo ali. O mesmo quanto à invasão neopentecostal, que serve-se oportunamente de chavões vocacionais como: “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”!
