“Não filmes a morta. Dá azar!”: quando nos distanciamos de quem amamos, distanciamo-nos também de nossos lugares de pertença…


Vencedor de dois importantes prêmios – Melhor Longa-Metragem, segundo o Júri Jovem e o Júri Oficial – na terceira edição do Festival Internacional de Cinema de Maceió (Revoada), “Uma Casa Sem Cerimônia” (2025, de Bichun Yang) rememora algumas situações imediatamente posteriores à quarentena preventiva para a COVID-19, na Região Administrativa Especial de Hong Kong, agora reintegrada à China. No filme, Ricky é mostrado como um violonista em crise com a própria arte, que volta para a casa dos pais, e tenta convencê-los a se mudarem do lugar onde viveram por mais de quatro décadas, por conta das más condições do edifício. Eles relutam, o que instaura um primeiro desentendimento familiar.
