Uma canção para a mamãe enquanto hino de vitória: sim, isso é algo absolutamente político!

No dia 14 de maio de 2022, quando ocorreu a Grande Final da sexagésima sexta edição do concurso de canções Eurovision, a banda ucraniana Kalush Orchestra teve uma vitória esmagadora, com a canção “Stefania”. Apesar de ter ficado em mero quarto lugar após a apuração dos votos dos júris nacionais, a participação do público foi decisiva: mais de quatrocentos pontos foram obtidos através dos televotos, de modo que a diferença entre o primeiro colocado e o segundo (no caso, o candidato do Reino Unido, Sam Ryder, e sua canção “Space Man”) foi acachapante. A Ucrânia ganhou de lavada!

“Contra o ‘terror branco’, responderemos com o ‘terror vermelho’”/ “Na Rússia, tudo de importante é decidido em Moscou”: entre uma e outra frase, mais de cem anos!

Apesar de serem produzidos em circunstâncias absolutamente distintas, os filmes aqui analisados possuem uma condução histórico-narrativa que flerta com a linguagem jornalística. Se a produção vertoviana é um predecessor do que veio a ser conhecido como cinejornalismo, o outro documentário assume isso de maneira explícita, visto que é produzido pelo canal televisivo norte-americano CNN. Nos dois casos, deparamo-nos com estratégias propagandísticas, que visam à legitimação do que é proferido por seus personagens reais.

“Se não fosse a guerra, eu casaria com ela”: mais uma vez, voltaremos a estes assuntos…

Baseado no romance “Sotnikov”, do escritor belarusso Vassil Bykov [1924-2003], “A Ascensão” (1977) permite-nos acompanhar a jornada de dois soldados soviéticos, em meio a um rigoroso inverno e à perseguição inclemente dos nazistas. Na seqüência inicial, alguns aldeões fogem através de uma floresta congelada, quando os protagonistas são escolhidos para buscar comida para as pessoas esfomeadas.

Acerca dos rituais festivos que antecedem as guerras (e que sobrevivem a elas): viva a pujança do cinema folclórico ucraniano!

Consagrado enquanto diretor de fotografia do clássico “Os Cavalos de Fogo/ Sombras dos Ancestrais Esquecidos” (1965, de Sergei Paradjanov), Yuri Ilienko desenvolveu uma carreira paralela enquanto realizador, tendo recebido um surpreendente prêmio no Festival de Cinema de Moscou com seu longa-metragem “The White Bird Marked With Black” (1971). Um de seus filmes mais pitorescos, entretanto, é “The Eve of Ivan Kopalo” (1968), baseado em um conto do escritor Nikolai Gogol [1809-1852], famoso por suas tramas oníricas, antecipando uma versão eslava do surrealismo.

Mais de 10 milhões de crianças em países que passam por crises humanitárias

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou que 10,4 milhões de crianças estão em risco em países e regiões que passam por crises humanitárias, como República Democrática do Congo, nordeste da Nigéria, região central do Sahel, Sudão do Sul e Iêmen.  Apesar das barreiras impostas pela pandemia, o UNICEF e agências parceiras continuam entregando assistência nas áreas […]

Fome, Peste e Guerra no século XIV – Parte 1

Os motivos da crise. A trilogia enunciada em epígrafe caracteriza o conjunto de fenómenos mais relevantes e determinantes do século XIV. Esta sequência de três textos é um ensaio sobre os motivos, as características, as consequências, as estratégias de recuperação e o desfecho para o desenvolvimento das populações europeias, relevando os aspectos positivos da conjuntura. […]

Sem a prerrogativa da dúvida, “quanto mais se pode ver, mais se pode cometer erros”!

O lançamento de um documentário como “Não Haverá Mais Noite” (2020, de Eléonore Weber) surpreende pela aplicação prática das teorias virilianas, numa conjuntura assaz contemporânea: é o corolário perfeito (e apavorante) do combate de narrativas, convertido em potenciais genocídios, que caracteriza a chegada ao poder das facções de extrema-direita, além de metonimizar a perene atividade destrutiva do imperialismo estadunidense ao redor do mundo.

“O ouro muda as pessoas. Até os amigos. Tome cuidado!”: ou de quando é importante errar para prolongar os abraços…

Não obstante a perfeita consonância com o momento histórico-reivindicativo atual, Spike Lee refuta o “discurso de manada” (por melhor intencionado que seja) e opta por uma proposta discursiva muito mais complexa, provocadora e autocrítica. Demonstra que as contradições idealistas e comportamentais são inevitáveis em quaisquer contextos – principalmente, nos mais explicitamente sobrevivenciais…

Guerra de informação x Guerra ao Covid-19

Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força. As palavras de George Orwell extraídas de 1984, livro publicado originalmente em 1949, parecem definir o tempo em que vivemos.  A todo instante somos bombardeados com informações sobre o atual conflito da humanidade, a Guerra contra o invisível e ainda indecifrado Covid-19. Na Guerra dos dias […]

Dois filmes, as mazelas da guerra, e o silenciamento daquilo que dói mais…

Em “1917”, as proezas técnicas do fotógrafo Roger Deakins soam gratuitas ou pouco expressivas na nulidade dramática do percurso efetuado por um soldado aparentemente imbatível. Politicamente, isso chega a ser torpe. É neste momento que o documentário “Para Sama” surge como brilhante contra-exemplo.

“Em tempos de guerra” é tema de encontro na Universidade do Porto

Prosseguindo a sua vocação transdisciplinar, e procurando articular ciência e sociedade, o Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (CITCEM) elege o tema “Em tempos de Guerra…” para o seu VIII Encontro. O evento será realizado de 20 a 22 de novembro de 2019. O objetivo […]

Colóquio Internacional Viver para além da guerra

No próximo dia 23 de maio, às 9 horas, será realizado na Sala 1 do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra o Colóquio Internacional “Viver para além da guerra: Histórias, Etnografias e Agências nas Guerras de Libertação em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau”. Esse colóquio terá como foco as histórias das guerras, da descolonização […]