O orgulho? (palavra simples, mais um ponto de interrogação)

Chega a ser escandalosa a existência de um filme tão complexo quanto “Parada” (2011, de Srdjan Dragojevic). Seu discurso é direto, porém atravessado por convenções tragicômicas tipicamente iugoslavas, quando este adjetivo pátrio ainda existia. O mote sinóptico diz respeito ao sonho de um organizador de casamentos, que luta para organizar a primeira parada homossexual na Sérvia. Lidará, entretanto, com um cadinho mui concentrado de violências, que ultrapassa qualquer lógica de reconhecimento nacional…

Repercussões da expansão europeia

Em que medida foi o processo de expansão ultramarina determinante para transformar a Europa num espaço de relações e de novas mentalidades? É a questão sobre a qual se ocuparão as próximas linhas deste ensaio. Sucederam avanços de toda ordem: na tecnologia náutica e cartografia, na ciência e na medicina, entre os quais se destaca […]

Etapas da expansão europeia

Quais foram os momentos mais marcantes da narrativa sobre a expansão europeia? Em traços largos, que aguardam desenvolvimento em próximos textos, se ocuparão as linhas deste ensaio. Os pioneiros Portugal e Espanha Portugal Em 1415, dá-se a tomada de Ceuta, importante entreposto comercial no norte da África; em 1420, a ocupação das ilhas da Madeira […]

Causas da expansão ultramarina europeia no século XV

Quais foram as principais causas expansão europeia e, particularmente, como se explica o pioneirismo português e espanhol? Destas questões se ocupará o ensaio que se apresenta à vossa leitura. No contexto das descobertas e expansões, os europeus foram pioneiros a percorrer um mapa-mundo ainda desconhecido. Sabe-se que no século XIII se formou uma rota comercial […]

Fome, Peste e Guerra no século XIV – Parte 1

Os motivos da crise. A trilogia enunciada em epígrafe caracteriza o conjunto de fenómenos mais relevantes e determinantes do século XIV. Esta sequência de três textos é um ensaio sobre os motivos, as características, as consequências, as estratégias de recuperação e o desfecho para o desenvolvimento das populações europeias, relevando os aspectos positivos da conjuntura. […]

Deus Vult! As cruzadas (Parte 7)

Acerca da 4ª Cruzada. A aliança estabelecida por Ricardo I de Inglaterra com Saladino não satisfez a ambição do Papa Inocêncio III (1198-1216) em conquistar Jerusalém ao domínio muçulmano, levando-o a convocar a quarta cruzada em 1198. Apelou não apenas aos monarcas, mas também a nobres de condição inferior, impôs o primeiro imposto de cruzada […]

Deus Vult! As Cruzadas (Parte 5)

Acerca da 2ª Cruzada. Depois da 1ª Cruzada criou-se o Condado de Edessa, o Principado de Antioquia, o Condado de Trípoli e o Reino de Jerusalém, tendo sido governados por cristãos até 1144, data em que os conflitos e disputas territoriais com os turcos (que nunca cessaram verdadeiramente), se tornam preocupantes para a integridade dos […]

A fenomenologia dos populismos totalitários do século XXI e o discurso da crise das democracias liberais

Para compreendermos a génese da fenomenologia dos novos populismos totalitários na contemporaneidade – nas suas múltiplas definições e partilhas de conceitos ideológicos comuns – nomeadamente em Portugal, precisamos recuar aos finais do primeiro quartel do século XX e analisar os «discursos da crise» (Torgal, 2010) da república e da falência dos modelos das democracias liberais […]

Deus Vult! As Cruzadas (Parte 3)

Acerca da 1ª Cruzada. As Cruzadas foram uma forma de intervenção do papado e dos reinos cristãos da Europa ocidental na Ásia Menor e no Mediterrâneo oriental, através de expedições militares organizadas. A primeira ganha forma quando o Papa Urbano II responde ao apelo do imperador bizantino, através do Concílio de Clermont (Auvergne, 27 de […]

Feudalismo, Vassalidade e Senhorios

O significado de feudalismo é controverso. Pelos marxistas foi considerado um regime aristocrático opressivo para com os vassalos, outros relacionam-no com a descentralização do poder governativo (pese embora que os senhores feudais detinham meios de controlo sobre a propriedade alodial (pública) que reis e príncipes não possuíam), ou que era um sistema de subsistência entre […]

As mudanças do comércio inter-regional europeu entre o século VIII e X

O panorama era o seguinte: os bizantinos recuperavam as rotas do mar negro, os lombardos da Itália emitiam moedas em ouro, e ambos controlavam o comércio dos cereais, do sal, do azeite, dos tecidos e das especiarias, através rio Pó; os islâmicos controlavam o comércio em África; e Veneza tornava-se no principal porto dos produtos […]

A figura controversa de Carlos Magno

O reino franco do século VIII, formou-se pelo empenho e engenho militar de Clóvis e dos seus descendentes. Depois, com Pepino de Herstal, Carlos Martel e Pepino, o Breve, tornou-se o mais forte e poderoso dos reinos bárbaros europeus, e prólogo do império que viria a ser edificado por Carlos Magnos, filho de Pepino, o […]

O comércio e as trocas de longa distância na Alta Idade Média

A economia medieval era determinada pelas leis de procura e oferta de trabalho, bem como de serviços e bens. Por sua vez, estes eram determinados pelas oscilações demográficas e pelo clima. Apesar da economia da Europa medieval ser essencialmente agrária, o comércio desempenhava um papel fundamental na circulação de bens de primeira necessidade, em termos […]

A sociedade camponesa da Alta Idade Média

Uma das principais características da sociedade medieval camponesa era a sua mobilidade vertical, isto é, no que se refere à mudança de estatuto social, que podia dar-se através da contracção de matrimónios entre pessoas de condição diferente, e, também, a sua mobilidade horizontal, quando o indivíduo mudava de lugar de residência. Uma expressão desta característica […]

A economia agrária na Alta Idade Média

A economia medieval era essencialmente agrícola e de autoconsumo, sendo esta a principal fonte de riqueza, porém, dado que se tratava de uma actividade que carecia de tempo (sazonalidade) e de um vasto espaço (propriedade) para o seu desenvolvimento e rentabilidade naturais, não era muito produtiva. Além disso, facilmente se comprometia o seu sucesso, estando […]

A ordenação do território na Alta Idade Média

Para compreender a forma como se organizou a paisagem medieval é necessário ter em conta a instabilidade política, social, económica que se fizeram sentir com a queda do império romano, que se verificava há alguns séculos, bem como as alterações climáticas e a chegada de novos povos invasores, com matrizes de organização muito distintas. Por […]

Poder, propriedade e vassalagem na Europa medieval

O sistema de vassalagem foi uma forma de organização social baseada em laços contratuais de fidelidade e trabalho servil, na dependência de um senhor em troca da sua protecção, que envolvia uma prestação de direitos e obrigações entre ambas as partes. Este sistema foi resultante do predomínio de uma economia de subsistência essencialmente agrária. Propriedade […]

Os últimos carolíngios e as invasões escandinavas

Carlos Magno distribuiu os territórios do seu império pelos seus filhos legítimos, Carlos, “o Jovem”, o rei da Nêustria, e Pepino, rei da Itália, e Luís, “o Pio”, rei da Aquitânia. Carlos, “o Jovem”, é proposto como sucessor de Carlos Magno no Divisio Regnorum, de 806, governando o coração franco da Nêustria e Austrásia, e […]

A renascença Carolíngia

Entre o século VIII e IX, sucede a “Renascença Carolíngia”, no seio da corte real de Carlos Magno, que procurou recriar a tardia Roma cristã. Nesta época toda a actividade intelectual e artística emanava das autoridades laicais e clericais, por isso era necessário um clero letrado, pois só assim se podia cristianizar a Europa. Assim, […]

A desUnião Europeia…

Na UE, União Europeia, foi ficando cada vez mais clara a incapacidade de agir como uma verdadeira União, e tratar os assuntos em conjunto, dando resposta em todo o espaço Schengen…