Os media contra a experiência lusocommunitas

No texto anterior tratamos da presença das forças immunitas agindo em forte oposição à ideia de uma communitas. Seja nos marcos da globalização seja na ilusão das velhas identidades nacionais, as ações que buscam impedir a experiência comunitária são concretas e viva entre nós. Um desses lugares, isto é, um ambiente onde as forças immunitas parecem transitar […]

A ação das forças contrárias para não reconhecer a comunidade lusófona

Em todos os textos dessa coluna, procuramos deixar bem nítida a defesa de que os povos que falam em português apresentam extraordinárias condições sócio-históricas para que se reconheçam como comunidade. Todavia, como também já apresentamos, a ideia de comum para uma unidade lusófona supera a lógica institucional. Por isso, tratamos da possibilidade de realizarmos uma […]

Lusofonias e obstáculos para a communitas

Apesar da lusofonia ter uma certidão de nascimento europeia, na prática, ela se revelou, além de portuguesa, também angolana, cabo-verdiana, guineense, guinéu-equatoriana, moçambicana, sãotomense, brasileira, timorense, galega, indiana, etc. Por isso, sempre fazendo a defensa de que se trata de lusofonias, no plural. É essa condição espraiada, diversa e incontrolável que não permite sua homogeneização, […]

É possível pensar em uma communitas lusófona?

Desde o primeiro texto nessa coluna, proponho uma trajetória que aponta para as possibilidades, mas, principalmente, para os desafios de se pensar em uma comunidade lusófona. Tratei das lusofonias, no plural; chamei atenção de que a língua, por si só, não é suficiente para sustentar uma comunidade; ressaltei que há entre os países lusófonos fios […]

As tensões entre a comunidade e a não-comunidade lusófona

CPLP

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi institucionalizada oficialmente em 1996, com a adesão de sete países que se assumiam como lusófonos. Lembram Ilharco e Murargy (2014) que, naquele período, Angola encontrava-se num contexto de guerra, o Brasil estava mergulhado em uma profunda crise financeira, Cabo-Verde lançava as bases iniciais para a afirmação […]

A institucionalização da CPLP: trajetória de controvérsias para a comunidade

No último texto dessa coluna fizemos uma sucinta apresentação com alguns lances das histórias dos povos que formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A ideia foi reforçar o conhecimento sobre os longos e profundos fios que nos amarram uns aos outros, e de forma vital. Eles nos fazem compreender que nos constituímos como […]

Para pensar a comunidade lusófona: alguns vínculos históricos entre nós

CPLP

Nossa tese é de que a língua portuguesa sozinha não é capaz de produzir o sentimento de comunidade entre os países lusófonos. Não há menor dúvida de sua importância, mas é preciso ir além, querer enxergar os profundos encontros e desencontros históricos entre nós. Seja de lá para cá, de cá para lá, saindo e […]

A língua portuguesa nos faz comunidade?

Não há dúvida nenhuma que um idioma comum, ou mesmo parecido, é importante para a unidade de um grupo de pessoas de um mesmo lugar, Da mesma forma com povos que estão em espaços distantes, mas se reconhecem como próximos e estabelecem relações, tudo por conta da língua. Nesses casos, o idioma comum ou parecido […]

CPLP: as tensões de uma comunidade em construção

Ao discutir sobre globalização e comunidade, vimos que a perspectiva do sistema global rejeita e combate os princípios da comunidade. O mundo utópico sem fronteiras, uno, livre para a circulação do capital, de forte supremacia do indivíduo e do seu sucesso pessoal ataca a ideia de comunidade porque ela pode significar limitações e, principalmente, comprometer […]

Globalização: ainda é possível imaginar uma comunidade lusófona?

Sugerimos no texto anterior que não existe uma lusofonia, mas várias lusofonias. O plural aqui não é ornamento gramático, mas o sinal de uma enorme riqueza de diversidade dos povos que se expressam em português. Outro aspecto fundamental a considerar é que lusofonias não se prendem à língua portuguesa, indo muito além dela. Apesar do […]