“Eu gostava de ouvir a voz do Armando, em meu ‘headphone’…”: a propósito, quem lembra?


Sobre o que é este filme: como o diretor é sobremaneira ativo nas redes sociais (principalmente, o Twitter) e manifesta-se de maneira ranzinza quanto a opiniões divergentes acerca de sua opulenta produção, arriscamo-nos a tornamo-nos ‘personae non grata’ por manifestarmos nossas insatisfações quanto a alguns aspectos da obra. Arriscaremos ficar sob este ônus: a despeito da excelência técnica da obra e da magistral seleção de atores e músicas, algo na intenção teleológica – recorrente na ótima filmografia do realizador – não funciona tão bem ao amarrar as inúmeras pontas (intencionalmente) soltas do ambicioso roteiro. Nas bordas, referentes à exposição de dramas pontuais, o filme é genial; na totalidade enredística, problemático em suas simplificações e decepções – inclusive, quanto ao seu desfecho, que reitera a mesma conclusão pessimista (mas crente em alguma transformação mediante apelo à nostalgia) que aparece em “Retratos Fantasmas” (2023)…
“Quando se muda o corpo, muda-se de sociedade; quando se muda a sociedade, muda-se de alma”: sob quais pretextos conseguimos extrair música da violência?


Dirigido por um cineasta que já foi contemplado com uma Palma de Ouro – pelo irregular “Dheepan – O Refúgio” (2015) – e que recebera, anos antes, outro prêmio relevante no mesmo festival – o Grand Prix por “O Profeta” (2009), que talvez seja a sua obra-prima –, “Emilia Pérez” confirma o talento inventivo de Jacques Audiard, sendo, desde já, um dos favoritos à indicação de Melhor Filme Internacional, no Oscar 2025. E não será nada imerecido: o filme é impressionante, na maneira como conjuga convenções do melodrama e do realismo policial mexicano com os exageros de um musical ‘pop’ e o discurso identitarista.
Em tempos de Fundeb é preciso perguntar: há corrupção na Educação?


No ano de 2019 tive a alegria de publicar um livro intitulado “HÁ CORRUPÇÃO NA EDUCAÇÃO? Relatos daqueles que vivem essa realidade no chão da Escola Pública brasileira[1]”. Ele foi o resultado de minha pesquisa de doutorado[2] realizada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC/SP – Programa Currículo – área Políticas Públicas – entre […]
