O que faz um filme ser esquecido? Como impedir que isso ocorra? (À guisa de reflexão ativa, mais uma vez, com base num título argentino contemporâneo)


Protagonizado por um inspiradíssimo ator adolescente, Fernando Vergara – que aprendeu a dançar, para compor o seu personagem, Nelson –, “Vinchuca” (2024, de Luis Zorraquin) é assim intitulado porque associa as habilidades do protagonista na invasão de residências à letalidade do inseto barbeiro, transmissor da Doença de Chagas. O diretor e roteirista estabeleceu uma metáfora entre esta doença e a própria violência do narcotráfico, que atormenta historicamente a América Latina.
“Sem Carnaval, não se pode reiniciar a vida cotidiana”, ou uma tentativa de (re)afirmar-se, para além da polarização político-partidária


A extrema-direita segue disseminando-se em vários países, na contemporaneidade. E, de forma tão discreta quanto intensiva, é isso que percebemos nas entrelinhas do documentário “Terminal Norte” (2021, de Lucrecia Martel), através do viés exaltador que salta aos ouvidos na música de resistência composta e cantada pelas personagens escolhidas pela diretora, que demonstram-se contestatórias pela simples existência!
“Com ou sem crise, os pneus furam”: o Capitalismo é o maior indutor de depressão que existe!


Para quem já está acostumado ao ótimo cinema comercial argentino, é sabido que um de seus mais consagrados méritos é inserir fatos socioeconômicos e políticos como essenciais para o desenvolvimento tramático. Seja numa simples comédia romântica ou num intricado enredo policial, os eventos nacionais são apresentados como corriqueiros, organicamente compartilhados entre os cidadãos.
