Há 2020 anos – reza a História – nasceu Jesus Cristo.

A jornada deste ser especial foi imortalizada pela religião católica: o menino nasce em Belém numa manjedoura; aquecido pelo calor de um burro e de uma vaca.

Jesus é filho de uma mulher virgem – Maria imaculada – e seu pai de criação – José, o Carpinteiro – aceita criá-lo; apesar de ele ser filho do Espírito Santo. É claro que esta história, nos dias de hoje, teria outro desfecho menos positivo: Maria seria chamada de mentirosa, para dizer o menos, e José de corno; para além de acharem que o Espírito Santo seria algum rapper.

Perdoem-me o sarcasmo… Na verdade, eu acredito em Deus e em Jesus Cristo; só não acredito na história que nos é contada pela Igreja católica. E, como tal, tenho a minha própria versão dos factos… Mas não é sobre isto que venho falar; quem a quiser conhecer vá lendo os meus livros…

Ocorreu-me, há uns dias, que Jesus Cristo foi de facto um ser excepcional, Superior à sua época, capaz de coisas extraordinárias, enviado por Deus à Terra para emendar a Humanidade que naqueles tempos – como hoje – pouco mais queria do que governar-se a si própria, sem qualquer respeito pelo próximo e sem respeito sequer pelo planeta que habita. Bom; se assim foi, a missão a que Jesus se propôs, falhou, porque da sua passagem pela Terra, tirando as pessoas a quem tocou pessoalmente, apenas deixou uma Igreja que – como se tem visto –, ao longo dos séculos, passou mais tempo na engorda do que na educação da humanidade para o amor ao próximo.

Foi culpa de Jesus Cristo?

Foi Culpa de Deus?

Não. Não há culpas… Simplesmente, os interesses da humanidade na altura – similares aos da de hoje – falaram mais alto: Jesus Cristo foi traído por alguém em quem confiava e envolvido numa intriga política que determinou a sua crucificação e, consequente, morte e ressurreição.

Portanto, a missão de Jesus Cristo e de Deus foi sabotada… Sabe-se lá o que teria sucedido se Jesus Cristo não tivesse sido Crucificado; se Judas se tivesse arrependido à última da hora; se Barrabás tivesse abdicado do perdão para Jesus Cristo; ou se o povo se tivesse revoltado para salvar o messias ou o rei, como começava a ser chamado…

Especulação, dirão. E estão certos! Os factos são estes: Jesus Cristo foi concebido pelo poder do espírito santo; nasceu da virgem Maria; foi crucificado, morto e sepultado; desceu aos infernos; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos; e subiu ao Céu, onde está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos. Pelo menos, estes são os argumentos do Vaticano…

Mas sim; Jesus Cristo morreu. Foi assassinado pela nossa intolerância para com o ser diferente, pela nossa incompreensão pela mudança dos tempos, pela nossa resistência à mudança necessária, pela nossa incapacidade em ver mais longe do que o nosso umbigo… Por isso, não se querendo mudar, matou-se o agente da mudança e acabou-se o incómodo.

Dirão que a humanidade mudou de lá para cá… Não concordo. O que mudou foi a forma de fazer as coisas.

As guerras… As guerras parecem menos cruéis, porque já não se decepam braços com espadas, ou cortam cabeças com machados; porque já não se esventra ninguém com uma baioneta e porque não se atiram granadas para as trincheiras… Mas elas continuam a existir… Só que hoje mata-se à distância, pilotando um drone com o poder destrutivo de cem batalhas; e as bombas tornaram-se tão poderosas que vaporizam a existência humana. Hoje, as guerras, parecem menos cruéis – só a quem não as vive, entenda-se -, mas a questão fundamental é que elas persistiram e pelas mesmas razões. Portanto, mudou, de facto, alguma coisa?

Não. Lamento, mas Jesus Cristo falhou no seu propósito; mas só porque não o deixaram cumprir a sua missão…

Contudo, tendo Deus como missão fazer evoluir a humanidade, e sendo isso tão importante ao ponto de arriscar a vida do próprio filho – porque só isso justifica enviá-lo para o seio desta selvática humanidade; terá ele desistido?

Acredito que não…

Fala-se – há muito – da Segunda Vinda de Jesus Cristo à Terra. Eu acho que ele já cá está…

Vejamos…

À semelhança de Jesus Cristo, também nasceu – oficialmente – em Dezembro. Tal como Jesus Cristo, também, ele, apela a uma mudança no Mundo, a uma necessidade de mudar formas de estar, de ser, de viver; ele – está-se a dizer – veio até nós para nos forçar a mudar. Na verdade, esta criatura, está a dizer-nos que temos que começar a pensar nos outros, está a lembra-nos que os nossos actos insensatos podem prejudicar os outros e que temos de repensar a nossa passagem pela vida…

Desculpem-me, aqueles que já me estão a chamar de herege ou aqueles que entendem as minhas palavras como uma profanação, mas este texto, também, não é para vós: este texto é para aqueles que conseguem pensar e raciocinar para além da fé e das crenças.

O novo Corona Vírus – COVID19 – está simplesmente a obrigar-nos a tudo aquilo que eu disse; e aquilo tudo que eu disse é basicamente – e de forma muito simplista – a mensagem de Jesus. Porque é que Deus mandaria um vírus?

O SARS-COV-2 é invisível e imune a intrigas políticas; apesar de estar a ser usado nalgumas. E a única forma de o vencermos é rendermo-nos: primeiro à sua existência, adaptando-nos, fazendo o que é preciso para ir resistindo até encontramos uma cura; e, segundo, porque a cura surgirá muito mais depressa se a humanidade se unir, não só na pesquisa, mas também nos cuidados profiláticos e no apoio aos que menos têm nesta época.

Mas se isto ainda não é suficiente para justificar o envio, por parte de Deus, de um vírus com o mesmo propósito de Jesus Cristo; e se, por isso, continuam a perguntar-se por que razão Deus enviaria um Vírus…

Bom; a resposta é simples… Da última vez que nos mandou alguém, mandou-nos o filho; e nós matámo-lo…

Imagem de Vicki Nunn por Pixabay

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