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Dias 10 e 11 de setembro: Colóquio Internacional Mulher(es) e poder(es)

Dias 10 e 11 de setembro: Colóquio Internacional Mulher(es) e poder(es)

Vai ser realizado nos dias 10 e 11 de setembro de 2020 o Colóquio Internacional “Mulher(es) e poder(es)”. Nesse evento se pretende tratar numa perspetiva transdisciplinar a questão da(s) mulher(es) e do(s) poder(es), ao longo da história e no presente, nos países de língua portuguesa. O colóquio internacional decorrerá online e oportunamente serão divulgados os detalhes de acesso e participação

A organização é do CEL – Centre d’Études Lusophones de l’Université de Genève e do CHAM – Centro de Humanidades / NOVA FCSH-UAc. As organizadoras são Nazaré Torrão (CEL) e Ana Maria Martinho (CHAM).

Os eixos em discussão do Colóquio Internacional “Mulher(es) e poder(es)” são A mulher face ao poder (de estado, religioso, económico); Mulheres de poder; Escrita de mulheres e contestação; Arte, artistas e subversão; Empoderamento feminino e luta social de classes; Vida privada e vida pública – (in)visibilidades; O poder de influência.

Passámos de uma realidade que silenciava completamente o papel central das mulheres na sociedade e na cultura para a criação de um campo de conhecimento que se ocupa desta discussão e, num âmbito mais vasto e complementar, de questões de género. Ao longo desse caminho discutiu-se a existência de uma história das mulheres e sua relação com a realidade cultural e política dos sujeitos e vozes marginais e das minorias.

Esta é, todavia, uma “margem” muito numerosa: cerca de metade da população mundial. Desde os anos de 1970 as pesquisas sobre o tema trouxeram-no de forma sistemática para a vida académica, ainda que num quadro de frequente resistência à sua institucionalização. Esta situação apresentou-se, e apresenta-se, em três vertentes: fazer aceitar as mulheres como sujeitos activos da história, como tema central de pesquisa e como investigadoras.

Consequência do apagamento de que foram vítimas durante muito tempo pouco se soube do seu papel na história e, fruto da discriminação que sofreram e sofrem em muitas sociedades, a sua condição social sempre foi marcada pela desigualdade. O acesso ao poder político, económico e religioso foi-lhes vedado de forma generalizada e, quando exercido, não teve o devido reconhecimento formal.

O tema continua a ser de actualidade, pois tanto na política como na economia, na magistratura ou na religião, as mulheres continuam a ter presença minoritária em tomadas de decisão e na intervenção política direta.

Em todos os países, mesmo nos mais progressistas, a legislação sobre a igualdade de género é frequentemente omissa ou de escassa definição. Continuam actuais as palavras de Simone de Beauvoir: « La femme se détermine et se différencie par rapport à l’homme et non celui-ci par rapport à elle; elle est l’inessentiel en face de l’essentiel. Il est le sujet, il est l’Absolu : elle est l’Autre. » A situação social da mulher melhorou ao longo dos séculos XX e XXI, no entanto a conquista de condições salariais iguais não está fechada. Com efeito, continua a haver uma média salarial inferior para as mulheres com uma diferença de ganhos importante, tanto no setor privado como no público. Assim, o acesso das mulheres ao poder deve ser visto como um imperativo e como um processo em aberto em múltiplas frentes.

A que nos referimos quando falamos de poder? A presença da mulher na sociedade e a influência que nela exerce revestem diversas formas de ação e presença: a reivindicação do espaço público, a expressão literária e artística, o poder de influência para lá da relação convencional com a família e a casa.

A questão do poder é, pois, ambígua. Para se ter poder, tem que se poder imaginar tê-lo, como diz Virgílio “Eles podem porque pensam que podem” e à mulher essa possibilidade esteve-lhe vedada durante muito tempo. Que ficou dessa negação ancestral do poder feminino? Soube adaptar-se e escolher outros caminhos, espinhosos, para o exercer? O poder exercido no feminino tem a mesma natureza que o poder exercido pelos homens? As mulheres desejam o poder? Para quê? Muitos estudos sobre o tema revelam que a maioria das mulheres tem uma imagem negativa do poder, associando-o a solidão e a intrigas pouco dignificantes.

Por outro lado, a mulher com poder ou desejo de poder é frequentemente mal vista pela sociedade, contrariamente ao homem, e sofre a pressão de se justificar pela posição que ocupa. A sua vida privada é dissecada, a sua aparência é sobrevalorizada em relação às suas ações e as suas motivações não são vistas como nobres nem legítimas a não ser que se norteiem pelo sacrifício pela comunidade ou pela família.

Apesar de tudo, a história vem registando inúmeras mulheres que, aproveitando circunstâncias diversas e por força de vontade própria, conseguiram contrariar o destino e assumir diferentes dimensões do poder.

Mais informações:

http://www.cham.fcsh.unl.pt/ac_actividade.aspx?ActId=1075

 

Fonte: Divulgação

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