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Gal Costa: “Musa da Tropicália” parte aos 77 anos

Gal Costa: “Musa da Tropicália” parte aos 77 anos

A lenda da música popular brasileira, Gal Costa, faleceu na passada quarta-feira, dia 9 de novembro, aos 77 anos de idade. A cantora, compositora e multi-instrumentista brasileira tinha feito uma pausa nos concertos para fazer uma cirurgia com o propósito de retirar um nódulo das fossas nasais. Contudo, não se sabe se a causa da morte está relacionada com esse facto. Um suposto enfarte agudo do miocárdio foi divulgada pela imprensa brasileira, merecendo um desmentido da assessoria da artista.

É com profunda tristeza e o coração apertado que comunicamos o falecimento da cantora Gal Costa, na manhã desta quarta, 09/11, em SP. Informações sobre o velório e sepultamento serão divulgadas posteriormente. Agradecemos o carinho de todos neste momento tão difícil. Equipe Gal”, escreveram na conta de Twitter da cantora.

A sua participação era esperada no Festival “Primavera Sound” (Portugal) e estavam agendados dois concertos em Lisboa e Porto. A participação da artista nestes eventos tinha já sido cancelada ou adiada devido ao ato cirúrgico.

Maria das Graças Penna Burgos, nascida em 26 de setembro de 1945, na cidade de Salvador era chamada de “Gracinha” pelos amigos, designação esta que esteve na origem do nome artístico adotado “Gal Costa”. 

A cantora brasileira desde jovem se destacou pela sua voz soprano de cristal. Quando tinha pouco mais de vinte anos, participou no álbum “Tropicália ou Panis et Circensis”, um disco lançado com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé. Sendo considerada como a essência ou “musa” do movimento Tropicalista.

No ano 1971, começou a sua ascensão como estrela com o espetáculo “Fa-Tal”. Logo em 1976 lançou um dos discos mais icónicos da música popular brasileira no grupo Doces Bárbaros junto Caetano e Gilberto de Gil. Interpretou canções imortais como “Baby”, “Meu nome é Gal”, “Chuva de prata”, “Vapor Barato”, “Pérola Negra”, “Barato Total” e a “Modinha para Gabriela” as quais foram a banda sonora da primeira telenovela brasileira estreada em Portugal, sendo visualizada na RTP, em 1977.

Conhecida por quebrar tabus e ter uma forte personalidade originou, ao longo da sua vida, um conjunto de controvérsias, nomeadamente em 1973, quando realizou um ensaio fotográfico com o peito nu, para a contracapa do seu sexto LP “Índia”. 

Nessa época muitos artistas no Brasil foram alvo de censura pela ditadura militar (1964-1985). Gal fez uso da sua voz para denunciar a opressão e as injustiças políticas e sociais que levaram ao exílio dos seus parceiros, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Mulher de Esquerda, recentemente apoiou Lula da Silva nas eleições presidenciais.

Em 2011 foi a vencedora do Grammy Latino pela sua carreira, destacando-se em vários estilos ou géneros musicais, desde Bossa Nova, Samba e até Rock.

Fotografia de capa: Arquivo Nacional, Domínio público, disponível em: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=72670121

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