Fado chora Carlos do Carmo

Faleceu na passada sexta-feira, dia 1 de janeiro de 2021, o “homem maior do fado”, o prestigiado fadista português Carlos do Carmo. O fadista faleceu aos 81 anos no hospital de Santa Maria, em Lisboa, de acordo com informação veiculada pelo filho à Agência Lusa.

Carlos do Carmo, insigne intérprete e “embaixador do fado”, despediu-se dos palcos em novembro de 2019, no Coliseu dos Recreios, celebrando uma carreira artística de mais de cinco décadas. Carlos do Carmo foi um dos “Embaixadores do Fado” na candidatura deste género musical a Património Imaterial da Humanidade. Conhecido intérprete de «Lisboa, Menina e Moça», «Os putos», «Canoas do Tejo» entre outras canções.

Entre vários prémios que recebeu ao longo da sua carreira, de destacar o recebido em 2014, o “Grammy Latino de Carreira”. Em 2016, o Presidente da República atribuiu a condecoração com a grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito. Foi ainda agraciado pelo governo português com a Medalha de Mérito Cultural da República Portuguesa (2019).

O Chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa expressou em nota publicada na página oficial da Presidência da República, que “Carlos do Carmo foi uma das grandes figuras do fado e da dignidade do fado”. Destacou a “Dignidade” de Carlos do Carmo pela “atenção humana, de uma compaixão, uma empatia de «homem na cidade» ao lado dos outros homens e mulheres”. E o contributo dado para “a divulgação internacional do fado, nomeadamente com a participação no filme “Fado” (pelo qual ganhou um prémio Goya)”. Endereçando à família os “sentimentos de pesar, saudade e gratidão”.

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, segunda figura do Estado Português, destaca na sua mensagem publicada na página da Assembleia da República, o pesar pelo falecimento de Carlos do Carmo. “É inquestionavelmente, um nome ímpar do fado e figura incontornável do meio artístico e da canção portuguesa” e “foi também uma figura relevante na luta pela Liberdade e na construção do País de Abril”, refere.

O governo pela voz do primeiro-ministro e da ministra da Cultura pronunciaram-se sobre esta “perda imensa” para a cultura nacional. António Costa recordou que Carlos do Carmo “foi fundamental para reconciliar o Fado com a nossa democracia e libertá-lo da ideia tão errada da tentativa de apropriação pelo Estado Novo. Foi decisivo para essa libertação”, referiu o primeiro-ministro à Lusa.

Já a ministra da Cultura, Graça Fonseca, recordou hoje Carlos do Carmo como “uma das maiores referências da interpretação do fado, que mostrou sempre uma especial preocupação com a divulgação desta forma de música” (Lusa).

O Governo Português decretou para esta segunda-feira, dia 4 de janeiro, um dia de luto nacional, de acordo com nota do gabinete do primeiro ministro, veiculada à agência noticiosa e conforme publicação na página da presidência.

Inúmeras personalidades e artistas expressaram nas redes sociais votos de pesar por este falecimento. A Ponte Editora e A Pátria associam-se aos votos de pesar endereçados de toda a lusofonia.

As cerimónias fúnebres decorrerão pelas 9h00 na Basílica da Estrela, em Lisboa, conforme veiculado pela Agência Lusa, de acordo com um dos filhos.

Fontes: Agência Lusa / Presidência da República Portuguesa / Assembleia da República /

Links:
https://www.lusa.pt/article/wdnsC0h9CMpXzt3TWYNr3TMSZM5iuSI1/%C3%B3bito-carlos-do-carmo-cerim%C3%B3nias-f%C3%BAnebres-realizam-se-na-segunda-feira-em-lisboa

https://www.lusa.pt/article/YwOfa1zOk_9gfItuohKwsDMSZM5iuSI1/%C3%B3bito-carlos-do-carmo-governo-decreta-um-dia-de-luto-nacional-para-segunda-feira

https://www.lusa.pt/article/YwOfa1zOk__w4DvSqIq~LTMSZM5iuSI1/%C3%B3bito-carlos-do-carmo-ministra-da-cultura-lembra-uma-das-maiores-refer%C3%AAncias-do-fado

https://www.parlamento.pt/sites/PARXIIIL/Paginas/2021/janeiro/PAR-lamenta-falecimento-Carlos-do-Carmo.aspx

https://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=181345

https://www.presidencia.pt/?idc=18&idi=181344

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