EnglishFrenchGermanItalianPortugueseSpanish
EnglishFrenchGermanItalianPortugueseSpanish

Docente Angolano suspenso por denunciar a falta de mesas na sala de aula: mais de 300 crianças manifestaram-se para exigir melhores condições de Educação

Docente Angolano suspenso por denunciar a falta de mesas na sala de aula: mais de 300 crianças manifestaram-se para exigir melhores condições de Educação

O docente Angolano, Diavava Bernardo, que protestou no passado mês de outubro, em Luanda, mobilizando mais de três centenas de estudantes que se pronunciaram contra a falta de mesas de aula na Escola 5008 (Estalagem, Município de Viana) foi suspenso da sua atividade docente. Em declarações à Agência Lusa, o docente esclareceu que a decisão estatal data de 25 de outubro, permanecendo suspenso por tempo indeterminado.

De acordo com o Novo Jornal, a marcha organizada a 13 de outubro, percorreu cerca de três quilómetros em direção à administração municipal de Viana onde mais de três centenas de estudantes foram intercetados pela Polícia Nacional Angolana, que dispersou os manifestantes com disparos de armas de fogo. Nesta ocasião Diavava Bernardo foi detido, acabando por ser liberto vinte e quatro horas depois, sob termo de identidade de residência. De destacar que quatro dias depois da manifestação, a escola da Estalagem recebeu do Ministério da Educação, mesas de sala de aula novas.

Os alunos denunciam que existem “pouquíssimas carteiras” e afirmam que estão “cansados de aprender sentados no chão”. Por outro lado, a Polícia Nacional acusou os estudantes de vandalismo e de serem os responsáveis pela falta do material em causa. Os jovens estudantes negaram as afirmações das forças de segurança e demonstraram a sua indignação pelo uso da força.

De acordo com Francisco Teixeira, do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), citado por várias agências noticiosas, não havia justificação para a polícia nacional agredir as crianças peticionárias dos seus legítimos direitos. “A polícia acha que a vida daquelas crianças não tem nenhuma importância. Acham que os alunos não deviam reclamar as carteiras e devem continuar a sentar-se no chão?”, lamentou o responsável do MEA.

A Ministra de Educação, Luísa Grilo, expressou à imprensa que houve “precipitação” por parte do professor para resolver o problema e que se a direção da escola tivesse contactado o Ministério, tal podia ter sido de uma forma mais simples e célere. Cabe destacar que os alunos estiveram ao longo de vários anos a receber a lecionação sentados no chão. É possível que o protesto supracitado tenha constituído um último recurso.

Fontes: Novo Jornal / Agência Lusa. Foto de capa: Domínio público, disponível em Pixabay.(A imagem que ilustra a notícia não se refere à Escola supracitada).

Descarregar artigo em PDF:

Download PDF

Partilhar este artigo:

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on email
Email

TAGS

LOGIN

REGISTAR

[wpuf_profile type="registration" id="5754"]