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Antológicas.

Antológicas.

Depois de publicar aqui em “A Pátria”, dois terços deste meu livro que reúne uma seleção de 100 poesias escolhidas duas a duas, de diferentes livros de poemas, entendo que, ademais por objeto noticioso, devo dirigir àqueles que lêem o que aqui publico, e que, porventura ainda dedicaram de si algo desta matéria absoluta e rara, a que todos nós cada vez mais aplicamos em avareza, na certeza convicta que residirá na usura, sem esquecer do que diz Ezra Pound, nossa preservação (in)equívoca, daquilo que desde há muito se propalou como “Tempus fugit”, este que queremos para nós, mas nunca iremos possuir ou conter, ao menos que seja por gratidão à todos aqueles que gastaram do seu, uma informação sobre o referido livro com cujo nome intitulo este texto.

Das poesias enviadas, entenderam os editores, naquele tempo o Diogo, não publicar as em outros idiomas, bem entendido por ser o jornal voltado à língua portuguesa, desmazelo meu no envio, e descuido na pertença desejada absoluta na intenção, e menoscabo com o espaço que me acolhe, pelo que desde já peço desculpas.

Essa recolha alcançou a crítica de gente muito afável, que também dispôs de seu precioso tempo para dizer algo sobre ela, jornalistas, comentaristas, críticos e escritores, que depuradas as imprecisões, foram todas favoráveis, muito para lá do merecimento do autor. Dentre elas gostaria de citar: Maria Teresa Horta que diz ser “uma sensibilidade rara”, esta capacidade que possuo de poetizar tão inconsequentemente, digo eu, contraditória mesmo, sem privilegiar a conformidade, construção tão necessária ao sucesso.

Baseado nesta ideia, Vos direi que dos diversos livros de poemas donde foram recolhidos por terceiras pessoas, devo destacar para Vossa prestigiosa compreensão, após o envio incauto e em bruto dos poemas para o jornal, os seguintes: 1- A busca das Palavras, 2- A condição de poeta, que bem dizem os títulos de sua temática, a qual se explicita bem em dois poemas com interregno de mais de quatro décadas entre eles, o primeiro intitulado Súcubo radiofônico, onde eu falava de uma suposta emissão de rádio que me chegava em forma de poesia, o outro que é o que fecha esse Antológicas, chama-se Momentum es, onde digo que Eu sou uma casa escura, vazia Em que o poema vem ter comigo e Enche-me de luz, E eu sendo assim como abrigo Acolho-o, e ele faz-se, se traduz.

Outros livros são: 3- O confronto com o tempo, esse em que vivemos todos nós, 4- A condição humana, a que alguém já abordou bem melhor que eu, mas não em versos, 5- A percepção da Natureza, essa que é por demasiado forte em mim, onde falo de algumas das imagens que me habitam, tendo andado a estudar os diversos biomas do planeta, 6- Contrapontos, 7- Interregno de existir, entre muitos outros, o que já Vos dá alguma ideia.

Termino com as palavras de outra (como a Maria Teresa Horta, não se equivoquem) imensa escritora portuguesa que também perdeu seu preciosíssimo tempo em me ler, Lídia Jorge, que diz que tenho alma de poeta, porque só o poeta tem a dimensão da universalidade do sentimento, e a consegue transformar em palavras. Maior ficou o elogio depois que a Lídia Jorge publicou seu recente livro de poemas, ela que verdadeiramente a tem.

Tudo junto é para Vos dizer que afinal estes sucessivos poemas que “A Pátria” tão amavelmente tem publicado, sem questionar da origem e razão de existirem, são um percurso, que tem sido reconhecido pela imensa generosidade daqueles que os lêem.

Muito agradecido.

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