Tendências da Educação Online – Ensino Híbrido, Curadoria, Análise de Dados, Ambientes Adaptativos

Tendências da Educação Online – Ensino Híbrido, Curadoria, Análise de Dados, Ambientes Adaptativos

A distância entre o presencial e o online está cada vez menor. Floresce e consolida-se o modelo de ensino com recurso a tecnologias, num esperado percurso em direção ao ensino e aprendizagem suportado num ambiente híbrido (do inglês “blended learning”). Um ambiente que conjuga momentos de aprendizagem em contextos presenciais com momento de aprendizagem em ambientes virtuais de educação a distância.

Na clara evidência deste percurso, destaca-se o recurso à denominada sala de aula invertida. Esta forma de ensino e aprendizagem em ambiente híbrido, contempla a disponibilização do conteúdo numa plataforma online e encontros presenciais. Os recursos disponibilizados online têm como primordial objetivo testar e experimentar as aprendizagens de cariz mais teórico. O trabalho de curadoria e produção de conteúdos informativos e interativos para a webAula harmoniza com esse princípio.

A sustentabilidade desta corrente suporta-se na flexibilidade de tempo e lugar, assim como na facilidade de proporcionar uma aprendizagem mais personalizada e mais assertiva, que atende melhor os objetivos de cada estudante. Esta é uma tendência visível que circula entre o melhor dos recursos presenciais e virtuais, facilitando a aprendizagem dos estudantes e o envolvimento dos professores num compromisso de tornar a aprendizagem um processo prazeroso para todos os intervenientes!

Neste ambiente o material teórico é explorado a partir de qualquer lugar em diversos formatos: vídeos, textos, podcasts, jogos, manuais interativos, entre outros. Enquanto que, o ambiente da sala de aula desenvolve-se na exploração de práticas efetivas para atingir o conhecimento, com dinâmicas de aprendizagem, projetos de grupo, discussões, etc..

A concretização do sonho de todos quantos aspiram por uma formação agradável, adaptada ao seu perfil, ritmo e disponibilidade, exige uma redução das horas presencias com os estudantes, mas um maior envolvimento e proximidade deste com o professor, a turma e as redes. Este é um sonho fácil de concretizar neste mundo tão global e digital! Haja vontade, espírito critico e mente aberta!

A par desta tão vincada tendência, visível aos mais desatentos, é impossível ignorar outras tendências neste campo das aprendizagens online – o microlearning. Quantos de nós já não aprendeu sozinho a fazer um bolo ou a consertar um aparelho eletrónico recorrendo à visualização de vídeos no  Youtube? Esta é uma abordagem de aprendizagem voltada para a divisão da informação em pequenas partes, atómicas, concisas e claras com foco na aprendizagem a curto prazo. Resulta? Sim, para objetivos muito concretos, conceitos simples e de fácil reprodução.

Para as empresas este formato poderá ser um conceito interessante em duas situações particulares: a primeira é no aperfeiçoamento dos colaboradores em práticas pontuais voltadas para a obtenção de resultados específicos.  Já a segunda, para incentivar a formação contínua do profissional, que também se aplica aos estudantes de instituições de ensino superior. Aqui, nas instituições de ensino superior o recurso ao microlearning é uma excelente oportunidade de diversificar o portefólio pessoal, ingressar no universo do ensino a distância e contribuir também para a especialização de cada um.

Com o recurso crescente dos ambientes de formação online, cresce ainda a possibilidade da análise de dados registados nas plataformas pelas movimentações entre roteiros pedagógicos, o denominado learning analytics. Estamos a viver uma era em que é possível não só a medir, reunir e analisar os dados dos estudantes, como também assumir uma posição proativa diante das suas aprendizagens, com ofertas personalizadas de conteúdo e atividades. Esta forma concretiza a possibilidade da aprendizagem num percurso personalizado, construído a partir da interação do estudante com o ambiente virtual. Para as instituições, é a possibilidade de individualizar os roteiros pedagógicos e de aprender com os hábitos, preferências e desempenho dos estudantes, procurando traçar melhorias de conteúdo, novas estratégias e ofertas formativas. Mesmo que o learning analytics não seja uma possibilidade imediatamente alcançável a qualquer instituição, a progressão ocorre da essencial (e mais simples) análise de dados. Urge medir e cruzar os dados recolhidos no sentido da obtenção de melhores resultados pedagógicos e satisfação dos estudantes. Assim, os estudantes que agora ingressam no ensino superior carregados de sonhos e esperanças mantenham os seus níveis de motivação em grande escala, confiando que a escola é capaz de responder continuamente às suas expectativas. Haja vontade, espírito critico e mente aberta!

Imagem (coyot) de uso gratuito em Pixabay

 

3 Comments

  1. Inaê Silva Setembro 19, 2019 em 2:35 pm- Responder

    E quais são os pontos frágeis do uso dessas novas tecnologias na educação? Todos os recursos podem e devem ser usados em todas as etapas de ensino?

  2. Paula Peres Setembro 19, 2019 em 2:59 pm- Responder

    Obrigada pelo seu comentário. Há também muitos pontos frágeis com o uso destes recursos com a falsa informação, a distração, etc. Os recursos devem ser escolhidos tendo em conta vários fatores como o contexto formativo, as características do público-alvo, os objetivos a atingir, as competências a desenvolver, etc. e claro também da etapa no processo formativo!
    e-saudações

  3. Inaê Silva Setembro 30, 2019 em 2:08 pm- Responder

    Obrigada pela resposta.

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