Os neurônios-espelhos envolvidos na empatia em sala de aula

Os neurônios-espelhos envolvidos na empatia em sala de aula

Sabe aquela vontade de bocejar quando vemos alguém bocejar ou quando começamos a sorrir quando vemos outra pessoa sorrindo bastante ao nosso lado?  É provocada pela presença dos neurônios-espelhos.

Esses neurônios foram descobertos por cientistas na década de 90 e estão localizados de forma complexa em nosso cérebro, espalhados por várias áreas corticais – frontoparientais.

De forma geral, esses neurônios são responsáveis pela ocorrência de emoções, reações, movimentos e comunicações espelhadas, como se o fenômeno apenas visto estivesse ocorrendo no espectador também.

Hollywood parece ser mestre no fenômeno do espelhamento

Quando assistimos filmes como: Uma linda mulher (1990), A Lista de Schindler (1993), Titanic (1997), Sempre ao seu lado (2009) ou Invocação do mal (2013), nossos corações aceleram e batem mais forte, por vezes nós choramos com os personagens, torcemos para que se deem bem ao final, ou então, nos arrepiamos de horror e medo, como se tudo realmente estivesse acontecendo conosco, mesmo estando “bem distante” da situação apresentada. São os neurônios-espelhos que parecem antecipar as possíveis respostas às ações de outras pessoas, que tentam imaginar aquilo que se passa na mente do outro, que se colocam no lugar do outro, que exercem a empatia. Somos seres sociais e por esta condição, somos empáticos com aqueles que reconhecemos pertencerem ao nosso meio

 O papel da escola

A questão está em ampliar este meio reconhecível pelo humano. Como podemos ser empáticos se não nos reconhecemos no outro? Ampliar o entendimento de mundo, conhecer outras realidades sociais, acolher o diferente e conviver na diversidade, são condições fundamentais para ampliar o reconhecimento de padrões humanos e sociais, ativando os neurônios-espelhos a favor da empatia.

A sala de aula é um ótimo ambiente para exercitar a empatia, a começar pela relação entre professor e aluno, onde o primeiro precisa ser não apenas aquele que conhece, orienta e compartilha seu conhecimento, mas aquele que pratica o que ensina.

Dentro dessa lógica, os modelos tradicionais de Educação, baseados em desempenho individual e recompensa por produtividade não se encaixam. Não são capazes de formar o cidadão cooperativo e empático que necessitamos para a saúde de nossa sociedade.

O foco escolar deve estar voltado para três princípios: conhecer a si mesmo, conhecer o outro em sua diversidade e conhecer o mundo na pós-modernidade.

A empatia não será conquistada apenas através de discursos e regras e nunca será alcançada se a estratégia for a punição daquele que não a possui. É preciso exercitar a convivência com o diferente, onde o grupo, reunindo o potencial de cada um, possa alcançar um objetivo nobre.

 

Imagem gratuita (stokpic) em Pixabay

 

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