Carlos do Carmo será inesquecível.

Eis que é como o vinho

                                                                                       

  Aos seus 51 anos de sucesso. fiz-lhe esta poesia, telefonou-me a agradecer, sempre elegante.

 
O Carmo da Lucília não cai
Pode a Trindade talvez
Já que um vem,  a outra vai,
E se repete uma e outra vez.

É a voz que alegra o povo
E o bairro alto, mais alto fica ainda
Então vai: Canta de novo…
E a gaivota voa ainda mais alto e mais linda.

Desta luz fez-se sua sina
De seu cantar sempre a propósito, nunca à toa !
Tornado-a mais moça e mais menina
Quando nos canta Lisboa.

E onde é sempre Primavera
Na tua alma e na minha
Pois que nos revive esta quimera
Mesmo que morra a andorinha

No som de sua voz as canoas encontram rumo
Os putos aprendem a ser homens, pois nunca é tarde
Passa o Cacilheiro, vem a Varina, voa a Pomba Branca à prumo,
E o luar amanhece para que sua voz nos guarde.

Há quem chora, e há quem ri
E assim concita e conclama a todos nós
E se cumpre como proclamava Ary
Pois seu cantar tem o Sol dentro da voz

Então a palavra inescrutável
Do berço em que foi nado,
Eis que talvez ele não fosse viável
Se não cantasse o fado.

 

Foto D.R. (Recolha do autor)

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