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‘Apokálypsis – ἀποκάλυψις

‘Apokálypsis – ἀποκάλυψις

Reiteradamente tenho escrito sobre as penitências do milenário, no caso, deste terceiro que perseguimos, e em que vamos de tragédia em tragédia desde seu começo. E não veio por fim a New Age. Não houve paz. Apesar da guerra ter ficado na geladeira meio século, acabou por aquecer, aliás o aquecimento é global. Também não veio o fim do mundo Maia, com seus 5125 anos em contagem ultrapassada. Ou, talvez…, quem sabe? E temos na sequência, como também antes tivemos, temos à seguir o depois, causa e efeito de uma mesma ocorrência. E tivemos e temos: A falsa inocência ou paz disfarçada, tanto a que se segue ao sangue derramado, como a que o origina, e vem logo depois a escuridão nas planícies desertas, e por fim um cadáver a se decompor, tudo segundo a visão de João em Patmos, uma descoberta, como ele mesmo a denominou.

SAEM AS MONTARIAS: Quatro, em quatro diferentes cores.

1.
Primeiro foi o ‘híppos leukós’, o cavalo acinzentado (branco, também dizem) simbolicamente cavalgado pelo anticristo com a ideia de conquistar, induzindo falsas crenças, coisas falsas para que creiamos, e logo espalha-se a pestilência.

2.
O ‘híppos pyrrós’, vermelho flamejante, cavalgado por aquele que traz a espada, promove a destruição, desencadeia a guerra, eis o segundo cavalo.

3.
O terceiro, o ‘híppos mélas’, negro em sua cor, vagueia pelas planícies desertas, espalha a penúria, a destruição, as trocas injustas, eis que é a Fome que campeia.

4.
Por fim o ‘híppos khlōrós’, também dito Thánatos, amarelo-esverdeado, com a cor de um cadáver em decomposição, segundo João sua meta é destruir pela guerra, pela fome, pela peste, pelas doenças, as de seu nome, formando a desgraça final, chamam-lhe MORTE.

Vêem-se vaguear pelo mundo esses cavalos a seu turno, desgraças que nos afligem regularmente, tendo predilecções geográficas, o vermelho gosta muito dos campos da Europa, o acinzentado da Ásia, o preto de África e Thánatos de toda parte. Dizem que são destinos, creio mais serem evocações.

Armagedon.

No monte Meggido, como em toda parte, dentro de nós também, dá-se o combate, e, como em todo combate, é decisivo para as forças combatentes ganhar, e não perder, viver ou morrer, sendo sempre uma indecisão que se procura ultrapassar em vitória, esta que só é possível a um dos contendores, só a um pode abraçar e conter, só um pode ganhar. Escatologia ou não, a grande tribulação que nos profetizou Daniel, tornou-se, apesar de pretensiosa, comezinha. E a batalha é sempre pelo mesmo, por saúde, paz, fartura, e vida, tudo que nos opõe ao cavalgar dos quatro cavalos, tudo que desejamos como os anseios básicos em nossas existências, tudo o que queremos, e por isto rechaçamos as cavalgaduras. Quem trocará seja o que for, por sua saúde? Ou, visto noutra perspectiva, não ter suficiente alimento, sua miséria por sua paz, ou por sua vida? Esse combate de todos os dias em nosso viver, que nos queremos vivos mais que tudo, combate perene, diuturno, persistente enquanto durarmos, não escolhe terreno, o campo de batalha é em toda parte, combate sem tréguas, e sem armistícios, que também se dá em Meggido, como em toda parte, digo outra vez.

Rompidos os selos.

Seis dos sete selos, Apocalipse capítulo 5, são partidos. Penso que esses selos são as riquezas do planeta(*), e com sua destruição (dos selos e das riquezas), são libertos os equídeos, começa a cavalgada, essa sanha incontrolável, essa desgraça que se espalha, que se pode ver tanto em sucessão de acontecimentos interconectos, como autônomos, como também em progressão inopinada, permitindo a campanha dos quatro cavalos coloridos. Foi como o que se passou quando se destapou o vaso de Pandora, a mulher primeira,’kalón kakón’, criação vingativa de Hefesto à incúria de Prometeu por nos ter dado o fogo e seu segredo; vaso do qual se libertaram os males, materiais e morais, desgraças que de há muito nos afligem, que estavam guardadas num vaso, não sei se o mesmo, na mansão de Zeus, como nos conta a Ilíada, mas que com o tempo, consubstanciadas as desgraças, através do aperfeiçoamento que há em tudo, nelas também, e do mesmo modo com a expansão humana, gente à mais, os quatro passam a cavalgar pelo mundo mais livre e intensamente.

Vulcânicas, tecnológicas, mesmo científicas, para o Bem e para o Mal, alastram suas possibilidades, como também se dera na caixa de Urashima Taro, com os seus anos de vida, muitos ou poucos, não importa. E do vaso da primeira mulher todas fogem, menos elpís, a antecipação, raiz da esperança para o positivo, ou, por outro lado, o duplo sofrimento para quem vier a conhecer antecipadamente dos males que irá sofrer. Assim resta-nos a esperança, que como virtude, teologal e não, guarda todas nossas expectativas, toda nossa confiança pelo melhor, mesmo que às vezes não seja assim.

Por toda parte.

Vendo campear os quatro cavalos indago-me: Qualquer semelhança com o que hoje se passa, será mera coincidência?

(*) As riquezas do planeta são: seus climas, suas águas, suas terras, seus ares, sua flora, sua fauna. Riquezas que têm sistematicamente sido conspurcadas, usadas sem lógica, consumidas abusivamente, impiedosamente poluídas, arrancadas do berço para serem dispersas e desperdiçadas. Consumir e consumir por consumir. Produzir e produzir, pelo lucro desenfreado, tendo como resultado tudo ir o mais rápido possível para o lixo, para voltarmos a consumir. A eliminação sistemática das espécies animais e vegetais, a terra, a terra que é antes de tudo suas substâncias, que nos permite plantar nela, produzindo alimentos, remédios, roupas e utensílios, fibras vegetais, e madeiras de todos os tipos. Desperdiçamos esse fabuloso patrimônio alucinadamente. Toda essa riqueza tem também sua forma antiga, vinda de outras eras, que ficaram guardadas no seio da Terra, desde águas cristalinas, jazidas minerais, como o petróleo, o sal gema, etc… etc… E vamos acabando com tudo. Até quando? E depois?

Eu estou convencido que a Humanidade enlouqueceu.

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