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Uma paulada de três anos no mínimo, e, mesmo assim, nada mais será como dantes.

Uma paulada de três anos no mínimo, e, mesmo assim, nada mais será como dantes.

O balanço da ação da pandemia em nossas vidas está sendo feito agora que já temos um horizonte vacinal, e aponta para um mínimo de mais dois anos para podermos normalizar nossas vidas, se vier a poder haver normalidade entretanto, mas não ao nível do ‘status quo ante’, que não voltará nunca mais.

Antes do balanço apreciemos as necessidades para a desejada normalização: 

                                                                                                                            Para voltar tudo ao normal, será necessário:

                             1. Que a vacina crie imunidade permanente. Caso contrário teremos de nos re-vacinar periodicamente para sempre, para evitarmos nova pandemia, e terá de haver um controle apertado da vacinação periódica que se estabelecerá se assim for, ou não for no caso do efeito duradouro da vacinação. 

                             2. Que a economia retome. Recuperar as potencialidades perdidas é a meta, para que voltem os índices de prosperidade e desenvolvimento económico que desfrutávamos, sem darmo-nos conta de quão bom era nosso mundo, sem contudo pretendermos nos tornar menos gananciosos e mais solidários, uma vez que a riqueza nos sobrava.

                             3. Que comecemos a agir para evitar as novas crises que estão no horizonte:

                                                                                                                                                                          3.1. As financeiras. Que sempre estão no horizonte, e que são chamadas erradamente de económicas, uma vez que é a economia que tem sempre de repor as montanhas de dinheiro que são desviadas para as fortunas de alguns poucos (aumentando-as, ou as criando) pelas jogadas financeiras que periodicamente fazem. Portanto para as evitar TEM DE HAVER PODEROSA REGULAÇÃO DOS MERCADOS. Principalmente o de capitais e o das economias nascentes, como o das virtuais, que, desregulados, permitem grande fuga aos impostos, impedindo a socialização da riqueza e favorecendo sua acumulação.

                                                                                                                                                                          3.2. A Ambiental. Que, apesar de todos os avisos e evidências científicas, está muito lenta e atrasada em seu combate mister, uma vez que esta será a maior batalha de nossas vidas, BATALHA POR NOSSA SOBREVIVÊNCIA enquanto espécie, teremos que consertar séculos de estupidez e destruição que nos foram legados pela ganância das gerações que nos antecederam no planeta. Agradeçamos à crise do Coronavirus por ter sido alerta para nossa fragilidade e dependência do ambiente que respeitamos tão pouco.    

Balanço:

                      Uma ação de uns quantos meses por obra de um micróbio que desconhecíamos, foi capaz de nos atrasar anos, décadas em alguns casos, e permanentemente em outros, matando, destruindo, aniquilando tudo aquilo a que chamamos progresso, pondo por terra o mundo como o conhecíamos. Façamos a análise, o balanço, das medidas necessárias para voltarmos às condições de antes da pandemia.

Retoma:

A. As empresas que não faliram, e cujos proprietários não morreram, dividem-se em dois grupos, as que retomam só por si, e as que carecem de impulso, sendo este impulso de duas ordens, 1- Apoios económicos, e 2– Tempo para a retomada do setor em que se enquadram. No primeiro caso temos as empresas que necessitam de capital para recompor sua atividade, porque seus processos (por exemplo os processos de produção, os de distribuição, etc…) carecem de financiamento e suporte, ou seu giro demanda volumes de capital que entretanto se descompuseram. No segundo caso temos as empresas em que seu setor foi gravemente afetado, (como o turismo, que, com o desaparecimento das frequências, deixou de ter vida ativa) e todas as empresas têm de esperar até que esse retome, o que será gradual, até que o medo das infecções acabe, e os diversos países sejam dados como seguros, e o movimento volte.

B. As múltiplas atividades em nome individual, ou de grupos restritos que, da mesma forma, têm de esperar pela confiança do público, até que este volte a frequentar seus eventos de vária ordem, e elas retomem.

C.  O processo de vacinação até seu término vai demandar imenso esforço, para que, com ele, se obtenha uma imunidade que possa dar confiança a população, e esta volte ao que conhecíamos.

Tudo isso é expectável que, numa primeira fase, demore um semestre após o final da vacinação que demorará em torno de 8 a 10 meses para os que tiverem vacina, posto que a vacina irá prioritariamente para a mão daqueles que têm os recursos para tê-la (poder de acesso, capital, contatos e contratos, rede de distribuição, logística, capacidade de armazenamento ao longo do processo de distribuição, pessoal habilitado para vacinar, etc…). Esses 8 a 10 meses são fáceis de se verificar sua necessidade, pois mesmo para um país com dez milhões de habitantes, caso de Portugal, e que por fazer parte da União Europeia está no bloco da frente dos que terão logo acesso a vacina, necessitarão vacinar 100.000 pessoas por dia, todos os dias, sem falhar sábados e domingos ao longo desse período de quase um ano para vacinar toda a população, Vocês já imaginaram as filas? Em quantos postos todos os dias irão atender segundo prioridades e com as senhas, para irem gradualmente vacinando? Se forem 4000 postos por todo o país, cada posto terá de vacinar 30 pessoas todos os dias (e há menos de três mil farmácias em Portugal). 30 pessoas a 10 minutos cada pessoa são 5 horas contínuas de trabalho todos os dias ao longo de 10 meses, se incluirmos as horas de alimentação e higiene dos que aplicam a vacina, e se tirarmos do total dos dias os de descanso e os feriados, estará feita a conta, incluindo uma segunda dose.

Depois desse longo período de quase um ano, em termos higiênicos teremos voltado a 2019, e poderemos esperar que com mais uns não sei quantos meses as pessoas retomem o consumo e a economia se vá recompondo. Depois será mais um ano para concluir a retoma, até que as engrenagens movam-se com a regularidade costumeira. 

NUNCA SE ESQUEÇAM QUE HÁ AINDA UMA GUERRA QUE NOS ESPERA: A DA DEFESA DO AMBIENTE, CUJA PRIMEIRA BATALHA É A CLIMÁTICA! 

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